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DESFECHO PRÓXIMO: Nova condenação em Cuiabá, tira sono de Roni Cardoso e Bilú em Rondonópolis

Fonte: Da Redação
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O cerco da Justiça Eleitoral de Mato Grosso quanto a casos de possível manobra para burlar a lei da cota partidária de gêneros, que obriga os partidos ou a coligação a terem o mínimo de 30% dos candidatos de cada sexo, seja homem ou mulher, trouxe nova condenação recente de dois vereadores do PSC de Cuiabá. Gonçalo Antunes de Barros Neto, juiz da 55ª Zona Eleitoral, decidiu seguir denúncia do Ministério Público Eleitoral de que mulheres foram colocadas como “laranjas” nas chapas apenas para preencher as vagas e liberar o ingresso de mais homens, o que aumenta o chamado voto de legenda e consecutivamente as chances de vitoriosos dentro do agrupamento. Na capital, embora ainda possam recorrer, Abílio Junior e Sargento Joelson terão que achar uma tese para explicar candidata com voto zero, outra que sequer sabia ser filiada e que não recorda nem mesmo o número que concorreu.  O mesmo magistrado já havia enquadrado Elizeu Francisco do Nascimento (PSDC), declarando nulos os votos que o mesmo e sua chapa tiveram.

O entendimento legal de Gonçalo e a tendência de casos parecidos por todo o Brasil, fazem por complicar e muita a vida de parlamentares da maior cidade do interior do estado. Em Rondonópolis, os vereadores Roni Cardoso e Bilu Do Depósito de Areia, ambos do PRTB e que concorreram pela coligação “Juntos Faremos a Cidade que Queremos”, ao lado da Rede Sustentabilidade, respondem pela mesma suposta fraude e vêm na reta final dos seus processos o horizonte da agonia. Contra ambos também pesa o fato de que duas mulheres concorrentes na chapa que os levou a vitória tiveram voto zero, ou seja, nem mesmo elas ou alguém de suas famílias contabilizou apoio. O processo contra ambos já tramita desde dezembro passado e, comparativamente, levando-se em conta os prazos obedecidos na capital, seus destinos devem ser apresentados pela Justiça Eleitoral nos próximos dias.

Os casos de fraude nas eleições de 2016, envolvendo o burlamento da cota de gênero, é a grande discussão e demanda jurídica do momento por todo o Brasil. O número chega a ser absurdo, mas a Justiça Eleitoral contabiliza 14. 417 mulheres com nenhum voto no ano passado, o que deixa mais do que evidente o sintoma de estratégia partidária e recomendação da cúpula nacional dos partidos, repetida de município em município, obviamente de maneira oculta, a fim de não sofrer impactos negativos com as novas regras, que tinha dentre os seus objetivos práticos atrair o sexo feminino para a política. A decisão do MPE e, aparentemente, também dos magistrados foi se seguir a risca e com rigor a determinação do Tribunal Superior Eleitoral – TSE, identificando irregularidades e eventualmente suspendendo mandatos, como já ocorreu em quase todos os estados brasileiros até agora.

 

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