Descontentes do PSB decidem por “novo DEM”
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Descontentes do PSB decidem por “novo DEM”

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Fonte: Da Redação
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Montagem - NMT

Os deputados federais, Fábio Garcia e Adílton Sachetti, assim como os estaduais, Oscar Bezerra, Max Russi e Eduardo Botelho, além de várias outras lideranças sem mandato, como o ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes, todos do PSB, decidiram para onde vão. O grupo, muito provavelmente, permanecerá unido no chamado “novo DEM”, partido que até então estava totalmente nas mãos dos irmãos, Jayme e Júlio Campos, em Mato Grosso, mas que passará a ter uma nova roupagem que deve contar até mesmo com uma nova nomenclatura para a sigla, ainda a ser definida, mantendo porém a legenda 25.

Transformado em DEM há cerca de uma década, o antigo PFL hoje tem nas mãos um projeto de fortalecimento nacional totalmente tocado por um dos maiores articuladores políticos da atualidade, o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia. O líder partidário tem se reunido com descontentes do PSB, não só do Mato Grosso, mas de vários outros estados, que devem bater em retirada revoltados com as ações egocêntricas de Carlos Siqueira. O PSB voltará a ser nanico e um partido a serviço apenas de algumas lideranças, como será em Mato Grosso com o deputado federal, Valtenir Pereira.

Em Mato Grosso, o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), foi outro a ser ventilado no novo partido que pode até ter candidato a presidente em 2018. Apesar do senador Ronaldo Caiado (DEM) trabalhar internamente uma candidatura, o mais provável é que a sigla receba o atual governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que deve chegar já anunciando candidatura ao cargo eletivo mais alto do país. Muito provavelmente, a vinda de Alckmin também deve significar a chegada de seu afilhado político e um dos nomes mais bem avaliados da política nacional. João Dória (PSDB), atual prefeito de São Paulo, deve vir “no combo” com Alckmin.

A meta de Maia é ultrapassar os 50 deputados e tomar o lugar do PSDB como a terceira maior bancada da Câmara. Toda a engenharia política, no entanto, deve ser totalmente executada em 2018, já que os deputados não podem trocar de partido fora da chamada “janela” e, a não ser que o PSB faça o favor de expulsar todos, a única opção será esperar. Toda a nova conjuntura robusta do partido é uma má notícia ao ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT), que de certa forma previu há algum tempo a possibilidade do partido se tornar um grande problema para seus próprios projetos. Em 2010, o petista chegou a declarar que era necessário “extirpar o DEM da política brasileira”. Levando-se em conta que Lula só pensa em si próprio, o que ele temia está ocorrendo. Uma força alternativa, sem os grandes problemas internos tucanos, está nascendo…

Montreal