Deputados defendem medidas de apoio a novos empreendedores de tecnologia
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Deputados defendem medidas de apoio a novos empreendedores de tecnologia

Fonte: NOTÍCIAS DE MATO GROSSO com Agência Câmara
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Deputados que participaram nesta semana de evento da empresa Google em São Paulo querem mais recursos para inovação e estímulo a startups. O Google comemorou o primeiro aniversário do seu Campus São Paulo, um espaço voltado a novos empreendimentos de tecnologia, as chamadas startups.

O coordenador da Frente Parlamentar Mista da Economia Digital e Colaborativa, deputado Thiago Peixoto (PSD-GO), conversou com representantes das startups que cobraram uma legislação de apoio à inovação. O deputado afirmou que a frente vai atuar para derrubar entraves legais e evitar que as startups deixem o País.

“Estamos perdendo nossas startups para o Paraguai, por exemplo, que tem uma legislação muito mais avançada. É fundamental que a Frente Parlamentar de Economia Digital avance no debate de saídas legais para aumentar a participação brasileira. Regulamentar, mas no sentido de incentivar a inovação e as startups”, explicou Thiago Peixoto.

O coordenador da Frente Parlamentar Mista pela Internet Livre e Sem Limites, deputado JHC (PSB-AL), que também participou do evento em São Paulo, defendeu a destinação de pelo menos 3% do Produto Interno Bruto (PIB) do País para a inovação com foco na economia criativa.

Para JHC, os aplicativos para educação desenvolvidos por empresas do Campus do Google representam a chegada de um novo modelo de ensino. “Nossos professores, de forma fácil e prática, através de alguns provedores de aplicação, já têm acesso a um tipo de conteúdo inovador e complementam as suas aulas com informações de outros lugares do planeta, inclusive através de realidade aumentada, em que, por meio de óculos 3D, crianças no meio da Amazônia conseguem ter acesso ao Masp [Museu de Arte de São Paulo] ou ao Museu do Amanhã, enfim, conseguem ter contato com outras realidades”, afirmou.

Modelo educacional
O educador português José Pacheco, crítico do sistema tradicional de ensino, argumenta que os alunos do século 21 não podem trabalhar como no século 19. Atualmente morando em Brasília, Pacheco conduz em torno de 100 projetos educacionais em todo o País. Para ele, as competências a serem a trabalhadas com os alunos neste século são outras e o modelo educacional precisar ser reformulado.

“Não se pode utilizar a internet apenas no contraturno nem se pode utilizar a internet só para ver páginas de redes sociais ou jogos idiotas em que não se aprende nada, ou até para degradar ainda mais o campo da moral e da ética, que já estão tão degradados, mas ir à internet para uma educação integral, ou seja, emocional, afetiva, estética e ética. Quando penso na internet, eu penso na oportunidade ímpar de acesso à informação, mas devidamente controlada pelo educador, porque a educação faz-se a todo momento, em qualquer lugar, e a internet está disponível a todo momento, em todo lugar”, declarou.

Pacheco avalia que as mudanças passam pela formação de professores e pelo envolvimento do Congresso Nacional na elaboração de políticas públicas.

Montreal