Deputado revela que atual Mesa deixa faltar materiais em gabinetes da AL


Deputado revela que atual Mesa deixa faltar materiais em gabinetes da AL

1
Fonte:
SHARE
Foto: Internet

O deputado estadual Wagner Ramos (PR) prestou depoimento na tarde desta sexta-feira, na 7ª Vara Criminal, sobre as fraudes investigadas na “Operação Imperador”, deflagrada no ano passado pelo Gaeco (Grupo de Ação e Combate ao Crime Organizado). As investigações apontam que foram desviados R$ 62 milhões da Assembleia Legislativa por meio da compra simulada de materiais de escritório de papelaria.

Deputado estadual desde 2002, Wagner explicou que utilizava muito material de expediente em seu gabinete, pois precisava atender sua base política no interior do Estado. Ele disse que assinava o recebimento dos materiais que eram entregues a sua equipe.

Ele afirmou que na atual legislatura reduziu a impressão de materiais, já que a oferta diminuiu em relação ao período em que a Assembleia era presidida pelo ex-deputado José Riva, apontado como o chefe do esquema criminoso investigado. “Já não encaminho mais tanto material ao interior, porque o material é pouco e chega até a faltar”, disse o deputado que revelou ter cinco impressoras em seu gabinete.

Ele afirmou que não tinha controle do volume dos produtos de papelaria utilizado, pois a função ficava a cargo do chefe de gabinete. “A mudança desta legislatura para a passada é muito significativa, mas continuo fazendo meu trabalho para atender a contento a população”, frisou.

O republicano negou ter conhecimento de fraudes na compra de materiais de escritório e de papelaria na gestão de Riva. “Fiquei sabendo desta denúncia pela imprensa. Nem sei quem eram as empresas que forneciam para a Assembleia”, colocou.

Ele negou conhecer os irmãos Elias e Jean Carlos Nassarden, proprietários da empresa que supostamente teria fornecido os produtos para a Assembleia. O parlamentar ainda afirmou desconhecer se a esposa de Riva, Janete Riva tinha controle sobre o almoxarifado da Assembleia no período em que atuou como secretária de Patrimônio do legislativo.

Atual 2º secretário da Assembleia, ele explicou que após as denúncias, os deputados passaram a ter mais cuidado em relação a utilização de produtos e na fiscalização das compras no poder legislativo. Ele citou que existe uma investigação interna sobre o caso.

VERBA DE SUPRIMENTOS 

O Ministério Público ainda questionou o deputado sobre o uso da verba de suprimentos no poder legislativo. Ele afirmou que cada gabinete dispunha de R$ 4 mil para utilizá-la.

Ele citou que atualmente a verba não existe mais. “Tudo foi incorporado a verba indenizatória. Todas as despesas do gabinetes estão nesta única verba”, explicou.

O uso indevido da verba de suprimentos na Assembleia Legislativa resultou nas operações “Metástase e Célula Mãe”. Atualmente, estão presos por estas fraudes o próprio Riva, além de seus ex-chefes de gabinete, Geraldo Lauro e Maria Helena Caramelo.

 

Fonte: FolhaMax