DEM NA DISPUTA: Mendes caminha ao Governo e Jayme distancia do Senado
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DEM NA DISPUTA: Mendes caminha ao Governo e Jayme distancia do Senado

Fonte: Da Redação NMT
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Mauro Mendes, à esq., e Jayme Campos, dir. Foto - MidiaNews

Um almoço neste início de semana pode ter começado a dar o esboço real do que pode vir a ser o principal grupo político de oposição e que deve disputar as eleições 2018 no intuito de atrapalhar os planos de continuação no poder do atual governador de Mato Grosso, Pedro Taques (PSDB), que projeta reeleição. Dirigentes do DEM, PDT, PSD, PRB, Pros, PCdoB, PHS e PP sentaram para falar de política. O deputado estadual, Zeca Viana (PDT), foi quem chamou o encontro, que teve a presença do deputado federal, Adílton Sachetti (PRB), do ex-vice-governador, Carlos Fávaro (PSD), do ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta, entre outras autoridades.

O DEM estava em peso e, de fato, é o partido que mais atrai mais os olhares da política local, da imprensa e de todos que circulam este meio, sobretudo pela figura do ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (DEM), que esteve no encontro ao lado do novo presidente da sigla, o deputado federal, Fábio Garcia. Quem veio falar com a imprensa, porém, foi um dos dois veteranos da sigla, o ex-governador, Júlio Campos. Dentre suas declarações que mais chamaram a atenção ficou a de que não existe mais veto da família de Mauro Mendes para que ele não participe das eleições, conforme se especula. Campos ainda cravou que o empresário realmente pôs seu nome a disposição para entrar no páreo.

Baseando-se nas pesquisas que praticamente todos partidos têm acesso sobre as perspectivas do eleitorado mato-grossense para este ano, Mauro Mendes é o nome mais viável dentre todos, talvez só não mais que o atual ministro da Agricultura e Pecuária, Blairo Maggi (PP), que já confirmou que não é candidato a nada. O interessante da questão é imaginar o que será feito do irmão de Júlio, o também ex-governador, Jayme Campos, que segue no DEM e obviamente terá resistência em emplacar seu nome para candidato ao Senado dentro do grupo.

O que ocorre é que quando vai se formando um time cheio de estrelas, os espaços começam a ficar apertados e tudo caminha para o DEM não conseguir solidificar duas vagas na majoritária, ou seja, se Mauro já irá na busca ao Governo as outras duas vagas diretas ao Senado devem ser distribuídas ao restante do arco de aliança, onde encontram-se, inclusive, os pré-candidatos ao cargo Sachetti e Fávaro.

Tudo caminha para que algum dos atores envolvidos ceda ou busque outro rumo para seus projetos pessoais, sendo a hipótese mais lógica a figura de Jayme. Enquanto todo mundo vai querer surfar no favoritismo de Mendes, o pré-candidato ao Governo é quem vai mais precisar que a base siga unida lhe dando respaldo. Vai ser exatamente, neste momento, que o espírito de equipe vai ter de aparecer e fatalmente sacrifícios e projetos que tinham tudo para concorrer com chances serão deixados para uma próxima.