Delegado que virou deputado, quer ser prefeito
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Delegado que virou deputado, quer ser prefeito

Fonte: Da Redação NMT
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Delegado Claudinei Lopes / Foto: Arq. Ailton Lima

Surpreendente nas urnas de 2018, o delegado Claudinei Lopes (PSL), que teve quase 30 mil votos para deputado estadual, em 2018, e se elegeu para o legislativo estadual, já traça novos planos políticos para o futuro e o principal deles é ser prefeito de Rondonópolis já em 2020, cidade que comanda a Delegacia Regional da Polícia Judiciária Civil desde o início de 2016. Antes mesmo de assumir uma das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Lopes teria gostado bastante da ideia, já amplamente defendida por colegas de partido e até mesmo pela senadora eleita, Selma Arruda (PSL), em reuniões feitas recentemente pelo partido.

A principal estratégia, é claro, deve ser a de reforçar a candidatura atrelada totalmente a imagem de Jair Bolsonaro (PSL), imaginando a fidelização de todo o público votante no presidente eleito em 2018 também para prefeito. Em números gerais, no segundo turno, a preferência em Bolsonaro representou 68% do total de 108.013 de votos válidos de Rondonópolis, o que deu pouco mais de 73 mil pessoas apertando e confirmando o 17 no segundo turno. A conta, no papel, é bonita e empolgante, só existem dois empecilhos: saber como estará a popularidade do presidente até lá a ponto de seguir influenciando tão diretamente a eleição de terceiros, como foi em 2018, além da realidade de uma eleição local, onde muitos outros fatores interferirão.

Na mesma confiança de Claudinei, mas em relação ao legislativo municipal, muito “marinheiro de primeira viagem” vê nas próximas eleições de 2020 o PSL como a grande chance de se tornar vereador. Já que não mais existirá coligações partidárias na proporcional, o prestígio que o partido alcançou junto à sociedade e a possibilidade de receber muitos votos de legenda aumenta a esperança de todos sobre o rendimento de muitas vagas nas urnas. Boa parte destes pleiteantes, inclusive, são cidadãos que nunca sequer se candidataram a qualquer cargo eletivo. Justamente por isso, os novatos que se articulam nos bastidores do partido social-liberal estão rifando dos quadros os vereadores que já estão em mandato pela sigla e que provavelmente disputarão a reeleição, como é o caso, de João Mototáxis e Beto do Amendoim.

O receio dos “bolsonarianos”, obviamente, é que a força da legenda acabe por ajudar aqueles que já possuem um trabalho de base mais antigo e que acumulam capacidade para uma votação expressiva, podendo deixar de fora, por fim, os verdadeiros membros do “novo PSL”, segundo entendem entre si.