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Delegado condenado por fraude em investigação da morte de juiz de MT deve voltar à prisão

Fonte: G1 MT
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O desembargador Paulo da Cunha, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), determinou que o ex-delegado Márcio Pieroni, condenado por fraudar a investigação sobre a morte do juiz Leopoldino Marques do Amaral, em 1999, deve voltar à prisão. Pieroni foi preso em junho e solto pouco mais de um mês depois por determinação do próprio desembargador. Ao G1, a defesa do ex-delegado afirmou que deve recorrer da decisão.
Pieroni havia sido preso no dia 13 de junho depois de ter sido sentenciado em 2011. Ele foi condenado por formação de quadrilha, denunciação caluniosa, fraude processual, interceptação telefônica para fins não previstos em lei e violação de sepultura, mas cumpria a pena em liberdade.
A fraude, segundo a denúncia, ocorreu para beneficiar Josino Guimarães, que é acusado de ter sido o mandante da morte do juiz já que foi apontado pelo magistrado como lobista na venda de sentenças no TJMT.
Leopoldino foi encontrado morto em Concepción, no Paraguai, com marcas de tiro na cabeça e com o corpo parcialmente carbonizado, pouco tempo depois de denunciar o esquema no Poder Judiciário de Mato Grosso.
Fraude na investigação
Pieroni foi responsável pela investigação da morte do juiz. Durante a apuração, a ex-escrevente Beatriz Árias, já condenada por participação no crime, alegou, em depoimento, que o juiz estava vivo e morando na Argentina. Por esse motivo, os restos mortais do magistrado, enterrados em Poconé, a 104 km de Cuiabá, foram exumados. Na ocasião, ficou comprovado que a ossada era do juiz.
De acordo com a família de Leopoldino, no entanto, o procedimento foi repetido outras três vezes.
Josino e o irmão dele, Clóves Luiz Guimarães, também foram condenados a oito anos e noves meses de reclusão. Eles também foram presos no dia 13 de junho e soltos por ordem da Justiça.

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