Delação ao STF assegura que Silval “não fez doação” para campanha de...
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Delação ao STF assegura que Silval “não fez doação” para campanha de Pedro Taques, mas encontros teriam ocorrido

Fonte: olhardireto
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Na delação homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) assegura que não fez doação, em 2014, para a vitoriosa campanha eleitoral do governador José Pedro Taques (PSDB). Ele afirma na denúncia da Procuradoria Geral da República ao STF que teria se comprometido com os coordenadores Luiz Antônio Pagot, executivo; Paulo Zamar Taques, jurídico; e Eraí Maggi Scheffer, da coligação Coragem e Atitude para Mudar, a doar R$ 2 milhões em dinheiro e um milhão de litros de combustível, o que nunca se concretizou.

Em nota divulgada pelo Gabinete de Comunicação de Mato Grosso, Pedro Taques garantiu que jamais teve qualquer relação com Barbosa. “O governador Pedro Taques vem a público reiterar que não tem nenhuma relação com os fatos noticiados pela imprensa acerca da delação do ex-governador Silval Barbosa; não fez nem autorizou ninguém a fazer acordo de qualquer natureza com Silval Barbosa”, assegurou a nota do GCOM.

O texto da PGR dá conta de que a última suposta reunião que teve com o grupo de Taques, na chácara do rei da soja Eraí Maggi, segundo o texto da denúncia, Barbosa assumiu o compromisso da doar R$ 2 milhões para fechar a campanha e mais o combustível.

“Nesse momento o colaborador, Pagot e Paulo Taques sentaram e Erai Maggi, tendo Pagot pedido para finalizar a campanha com R$ 2 milhões de reais e um milhão de litros de combustível, tendo o colaborador concordado e pedido para Pagot passar no gabinete para executar, dizendo que após viajar ele procuraria o colaborador, fato que acabou não acontecendo, tendo o colaborador não passado nenhum recurso financeiro para Pedro Taques, no entanto, em não investir de forma maciça na campanha de Lúdio Cabral”, disse ele, para a PGR.

Sival disse que, na primeira vez, foi procurado pelo então prefeito Mauro Mendes, de Cuaibá, e pelo ministro Blairo Maggi, da Agricultura, para sugerir a aproximação com Pedro Taques e que não investisse na campanha do ex-vereador Lúdio Cabral. “O colaborador [Silval] apoiava explicitamente Ludio Cabral através de seu partido PMDB, chegando inclusive a ajudar financeiramente Ludio Cabral na campanha. Maggi e Mendes teriam prometido que e dito: “Que Pedro Taques não olharia pelo retrovisor”, após se eleger governador”, aponta trecho de texto da denúncia.

Silval conta trecho de uma reunião com Pedro Taques, Paulo Taques, Luiz Antonio Pagot e Eraí Maggi, quando teria recebido o agradecimento de não ter investido em Ludio Cabral.

O Gabinete de Comunicação divulgou nota em que nega tudo e considera a acusação uma vingança de Silval contra Taquees.

A íntegra da nota:

O governador Pedro Taques vem a público reiterar que não tem nenhuma relação com os fatos noticiados pela imprensa acerca da delação do ex-governador Silval Barbosa. Pedro Taques reafirma que foi e é adversário político do grupo do ex-governador, não fez nem autorizou ninguém a fazer acordo de qualquer natureza com Silval Barbosa, e atribui a citação do seu nome na delação como uma tentativa rasteira e desonesta dos seus inimigos, movida por vingança, de envolvê-lo nesse escândalo monstruoso que envergonha Mato Grosso perante a Nação.

Pedro Taques afirma, ainda, que a atuação dos órgãos de controle do Governo do Estado (como CGE e PGE) – desde 01 de janeiro de 2015, primeiro dia de seu governo – foram fundamentais na elucidação dos crimes cometidos pelos gestores que o antecederam, contribuindo para levar à prisão o ex-governador, sua esposa e um de seus filhos, entre outros.

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