Defesa de Silval vê que denúncias são aceitas como “verdade absoluta”
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Defesa de Silval vê que denúncias são aceitas como “verdade absoluta”

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Foto: Internet

A defesa do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) teceu duras críticas ao Ministério Público e ao Judiciário a respeito das investigações da “Operação Seven”. A operação resultou num segundo mandado de prisão preventiva do ex-governador e do ex-secretário da Casa Civil, Pedro Nadaf. Ainda foram decretadas as prisões do ex-presidente do Intermat, Afonso Dalberto, e do ex-secretário-adjunto de Administração, coronel José Nunes Cordeiro.

“As pessoas precisam ser ouvidas, é preciso ser exercido o contraditório para aí você formar uma conclusão. O que vem acontecendo é que o Ministério Público coloca uma situação e as pessoas são presas, como se aquilo fosse verdade absoluta”, disse o advogado Ulisses Rabaneda, que participou nesta sexta-feira de uma audiência referente a “Operação Sodoma”, em que o ex-governador também figura como preso.

O advogado defendeu que as suspeitas de fraudes devem ser investigadas. Contudo, os decretos prisionais precisam ser avaliados antes de serem deferidos, uma vez que os investigados tem o direito do contraditório e da ampla defesa. “Se há uma suspeita, a investigação é o caminho. Nós vivemos em um Estado democrático e é isso que a Constituição determina. O que a gente não concorda é com o modelo de que há uma suspeita, vamos prender”, assinalou.

Ulisses ainda explicou a posição do ex-governador sobre as denúncias. Ele citou que Silval disse não se lembrar da reunião em que teria solicitado que o ex-presidente do Intermat autorizasse o pagamento da desapropriação da área de R$ 7 milhões.

Essa reunião foi citada no depoimento de Afonso Dalberto ao Gaeco (Grupo de Ação e Combate ao Crime Organizado). Além do ex-governador, participaram da reunião Pedro Nadaf e o procurador aposentado do Estado, Francisco Gomes de Andrade Lima Filho, o “Chico Lima”.

“É evidente que o ex-governador, pelo que ele nos colocou, sequer se lembra de ter feito alguma reunião para esse assunto. Foi exibido um decreto para ele, ele assinou. Agora, ele disse que não se recorda de ter feito reunião”, esclareceu.

Ulisses diz ainda que não vê problemas no fato do ex-governador determinar o pagamento, uma vez que teria ocorrido dentro dos trâmites legais. “Pelo que eu vi, o depoimento fala que houve uma determinação para pagamento. O Estado comprou a área, tinha que ser pago”, colocou.

O advogado confirmou que impetrou com habeas corpus junto ao Tribunal de Justiça do Estado para revogar a prisão. O pedido de liberdade está sob relatoria do desembargador Luiz Ferreira da Silva, da Terceira Câmara Criminal “Eu acredito que a prisão é desnecessária, tanto uma quanto a outra. Está preso há cinco meses, por conta da Sodoma, e as audiências estão provando que ele não teve nenhuma participação. Quer dizer, ficou preso cinco meses indevidamente”, declarou.

 

Fonte: FolhaMax

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