Defaz apura uso de propina na construção de mansão de Zílio
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Defaz apura uso de propina na construção de mansão de Zílio

Casa de ex-secretário e delator Cesár Zílio custou R$ 5 milhões; ele admitiu recebimento de propina

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Foto:Marcus Mesquita/MidiaNews

Em depoimento prestado na tarde de segunda-feira (23), no Fórum da Capital, o delegado Márcio Vera revelou que abriu um inquérito civil para investigar a construção da mansão de R$ 5 milhões do ex-secretário de Administração César Zilio, no condomínio Florais dos Lagos, em Cuiabá.

Conforme o delegado, o objetivo é descobrir se houve dinheiro de propina na construção da casa, entre os anos de 2011 e 2012.

A mansão é uma das mais luxuosas do condomímio, com mais de 1000 metros quadrados de área construída, com dois andares, cinco suítes e piscina integrada.

Estamos esperando o cruzamento dos dados dos cheques da Consignum para subsidiar a investigação relativa à obra da casa

“Estamos esperando o cruzamento dos dados dos cheques da Consignum para subsidiar a investigação relativa à obra da casa”, afirmou o delegado.

O ex-secretário relatou ao Ministério Público Estadual (MPE), em março passado, que durante dois anos e oito meses, o empresário Willians Paulo Mischur, da Consignum, repassou um total de R$ 16 milhões, em forma de propina, a ele e ao ex-governador Silval Barbosa (PMDB).

O então governador, segundo ele, sabia da existência de pagamento mensal de propina junto à SAD (Secretaria de Estado de Administração), pois “o ex-secretário Geraldo de Vito tinha sido secretário do Governo Blairo Maggi até o ano de 2009 e recebia estes valores”.

De acordo com Cesar Zílio, logo no início de sua gestão Silval o chamou e disse que era para ele “apertar o Willians e cobrar dele um valor mensal de aproximadamente R$ 500 mil”.

Em seguida, o ex-secretário da SAD procurou o empresário e lhe intimou: ou efetuasse os pagamentos mensais, conforme determinação de Silval, ou corria o risco de perder o contrato.

Mansão
Fachada da casa do ex-secretário César Zílio

Na conversa, Zílio deixou claro que estava ali a pedido de Silval. O empresário, então, cedeu e passou a fazer os pagamentos, relatou.

40%

Aos promotores do MPE, Zílio disse que a propina mensal de R$ 500 mil foi repassada durante dois anos e oito meses.

Do total, ele lucrava algo entre 30% e 40% do valor por mês (R$ 150 mil a R$ 200 mil) – ou um total de até R$ 6,4 milhões no período relatado.

O restante, disse, era entregue diretamente ao ex-governador Silval Barbosa.

Parte do dinheiro foi usado pelo ex-secretário para a compra de um terreno na Avenida Beira Rio, avaliado em R$ 13 milhões.

Fonte:MidiaNews.

 

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