Corpos de estudantes mortos a tiros em escola são enterrados em Goiânia
Supermoveis


Macropel

Corpos de estudantes mortos a tiros em escola são enterrados em Goiânia

Fonte: G1
SHARE
Mãe e pai (à direita) de João Vitor choram ao enterrar o corpo do filho (Foto: Danila Bernardes/ TV Anhanguera)

Sob forte comoção e com a presença de centenas de amigos e familiares, os corpos dos estudantes João Pedro Calembo e João Vitor Gomes, mortos por um colega na escola conforme noticiamos aqui, foram enterrados neste sábado (21) em cemitérios de Goiânia. Ambos tinham 13 anos. Além deles, quatro colegas ficaram feridos no Colégio Goyases.

O primeiro a ser enterrado foi João Pedro. O sepultamento ocorreu às 10h45 no cemitério Parque Memorial. Durante a cerimônia, a família fez orações e, por volta 9h, celebrou um culto em homenagem ao adolescente.

João Pedro Calembo (à esquerda) e João Vitor Gomes morrem após tiros em escola de Goiânia (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)

 

Centenas de pessoas prestaram as últimas homenagens a João Pedro Calembo (Foto: Murillo Velasco/ G1)

Durante o velório de João Pedro, o pai dele, o publicitário Luciano Marcatti Calembo disse que perdoa, e espera que a sociedade também perdoe o adolescente que tirou a vida do filho dele e do colega de sala, João Vitor. O publicitário Luciano Marcatti Calembo pediu que todos os pais “cuidem de seus filhos”.

“Meu filho era uma criança muito doce, muito especial. Nossa família é cristã e ele sempre foi educado e pautado no respeito ao próximo. Os preceitos familiares estão perdidos na nossa sociedade, a gente tem que reforçar esses valores, e meu filho tinha tudo muito claro. Tudo isso poderia ser evitado”.

  “Falo como pai do João Pedro, de uma

criança que perdeu a vida. Eu espero que

toda a sociedade e os pais dele e os     outros

pais o perdoem. Temos que perdoá-lo”, disse, emocionado.

Leonardo Marcatti Calembo, pai de João Pedro Calembo, de 14 anos(Foto: Murillo Velasco/ G1)

Já o corpo de João Vitor foi enterrado no Cemitério Jardim das Palmeiras, por volta das 11h20. Segundo colegas da vítima, ele e o atirador eram amigos e andavam juntos com frequência.

Uma das colegas que compareceu aos velórios é Alana Santos, de 13 anos. Ela estava na sala no momento em que o colega de 14 anos atirou. Para a adolescente, será difícil voltar à rotina.

“Ele zuava com todo mundo. A fama dele era de zueiro. E querido também. Isso aconteceu por falta de união. Nossa turma nunca foi unida, é isso serve de lição. Vai ser muito dolorido voltar pra aula”, disse a adolescente durante o velório de um dos colegas.

O pai de Alana, o bancário Arnaldo Júnior, afirma que a situação é “assustadora”. “Não sei até que ponto o colégio conseguiria identificar, não tem culpado, não dá pra saber o que passou na cabeça do menino, até porque atingiu um que ele gostava, não dá pra entender a dor dele. Talvez a gente precise observar os nossos filhos, acompanhar mais”, opina.

Estudantes do Colégio Goyases se abraçam durante velório de colega em Goiânia (Foto: Murillo Velasco/ G1)
(Foto: Murillo Velasco/ G1)

 

 

Montreal