Copa 2018: Família de deputado de MT ainda não terminou a de...
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Copa 2018: Família de deputado de MT ainda não terminou a de 2014

Fonte: Da Redação NMT
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Atual deputado federal terá que, novamente, driblar as confusões da empresa da família para conseguir reeleição. Foto - Redes Sociais

Caminha-se para o término do mandato de Pedro Taques (PSDB), em Mato Grosso, e o gestor que prometeu solucionar a herança de obras inacabadas da Copa do Mundo do Brasil na cidade – mais de 15 – não conseguiu vencer todos desafios e com muita coisa ainda pra trás provavelmente terá que engolir seco esse tema quando for cobrado pelo povo, em meio a seu provável projeto de reeleição. Enquanto o mais famoso impasse, o do Veículo Leve sobre Trilhos – VLT, seguirá sendo impasse para o próximo governador, seja ele quem for, é bem verdade que se faz justo eximir o atual gestor de quatro importantes construções entre o pacote citado.

Os quatro investimentos em questão foram todos assumidos pela empresa Engeglobal, de Robério Garcia. O empresário é pai do atual deputado federal, Fábio Garcia (DEM), que se elegeu após ter feito um trabalho de destaque como secretário de Governo do ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes, mas que mesmo sendo um membro do Congresso Nacional, desde 2015, não conseguiu desatar ‘o nó’ que seu pai aprontou em Mato Grosso. A Engeglobal simplesmente recebeu R$ 12 milhões a mais do que deveria ter recebido pelo que entregou de serviço, em apenas um dos contratos, e mesmo assim não deu conta de seguir e o que segue está em modo “quase parando”.

Desde as obras da linha 8 de Abril, a participação no consórcio de reforma do Aeroporto de Várzea Grande (considerado um dos piores do Brasil por publicações especializadas), o COT do Pari e o COT da UFMT, A Engeglobal dá exemplos do modelo absurdo de contratação atualmente vigente no país. A empreiteira simplesmente não tem condição orçamentária de continuar executando os projetos, mas se aporta no respaldo jurídico do contrato que tem com o Poder Público para tentar tirar, talvez, mais algum recurso do erário. Sem a decência de jogar a toalha, a Engeglobal “não faz e não sai da moita”, como se diz no interior.

Pouco antes de retornar a Assembleia Legislativa de Mato Grosso, o ex-secretário de Taques, Wilson Santos (PSDB), demonstrou que o único caminho é tirar a Engeglobal na marra, ou seja, num distrato forçado. “Simplesmente não dá mais. A empresa está descapitalizada, não consegue concretar a pista do COT, não consegue avançar em nada e simplesmente se recusa a romper o contrato. Eu já fui atrás de outras empresas que conseguem tocar a obra, mas eles se recusam a romper o contrato. O caminho vai ser a Justiça”, expôs o tucano.

Muito se avaliou que o imbróglio todo envolvendo a empresa do pai e o quanto Mato Grosso está sendo prejudicado com tudo isso, atrapalharia diretamente os planos de eleição de Fábio Garcia, em 2014. A verdade é que não atrapalhou e sua imagem como secretário municipal foi mais exaltada. Agora, após um mandato não tão destacado, onde talvez a briga partidária envolvendo seu ex-partido, o PSB, foi a principal marca que conseguiu durante todos os quatro anos que se passaram, pode ser que os fantasmas da Copa do Mundo do Brasil venham sim a assombrar “Fabinho”, que deve tentar seguir em Brasília.

A verdade é que seria muito bom para o cuiabano se todo sofrimento tivesse acabado no 7×1.