Consumidores questionam: “Os postos de combustíveis estão combinando o valor em Rondonópolis?”
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Consumidores questionam: “Os postos de combustíveis estão combinando o valor em Rondonópolis?”

Fonte: Dayene Paz
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Foto: Divulgação.

Muitos consumidores estão questionando o valor do combustível em Rondonópolis, que está chegando a cerca de R$ 1 de diferença em relação a Cuiabá. A capital, que fica cerca de 215 quilômetros distante de Rondonópolis, comercializa atualmente o etanol a cerca de R$ 2,55.

“Abasteci R$ 2,55 em Cuiabá de etanol, cheguei aqui e o preço era R$ 3,39. É um absurdo essa diferença, de uma capital ser mais barata que aqui, se fosse ao contrário a gente até entenderia”, afirma o consumidor Bruno Fernando de Souza.

A diferença entre os valores tem se tornado motivo de reclamação, principalmente nas redes sociais. “Acabei de abastecer em Cuiabá”, afirma um consumidor que postou no Facebook uma foto dos preços de uma rede de postos de combustíveis.

Além da diferença maior entre as cidades, os consumidores também questionam que os valores estão praticamente os mesmos nos postos de Rondonópolis. A informação foi verificada pela equipe no NMT, que constatou que não existe uma variação dos preços na cidade. Hoje, em Rondonópolis, o etanol custa R$ 3,39; da gasolina R$ 4,39 e diesel R$ 3,79.

“Esses preços não oscilam, são os mesmos em praticamente todos os postos da cidade”, reclama o administrador, Samuel Garcia. A equipe do NMT tentou contato com empresários do ramo, para falar sobre a falta de concorrência nos preços em Rondonópolis, mas não obteve resposta até a publicação deste material.

De acordo com o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Mato Grosso (SindiPetróleo), essa diferença se dá em relação ao frete e, principalmente, da concorrência.

“Existe uma concorrência mais acirrada em Cuiabá, com distribuidoras fazendo preços diferenciadas em alguns postos. Também depende do acordo que essas distribuidoras fazem com a rede de postos, como quantidade e outros”, explicou a assessoria do SindiPetróleo.

A assessoria também explicou que não existe uma tabela base de valores, por isso, o empresário é quem escolhe o preço que comercializará o combustível. “Como não existe uma tabela base, o revendedor é livre para fazer o preço que ele quiser e o Sindicato não pode interferir”, finalizou o SindiPetróleo.