Como testemunha, Bumlai se cala em processo contra o ex-presidente Lula
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Como testemunha, Bumlai se cala em processo contra o ex-presidente Lula

Fonte: Do G1 PR
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O pecuarista José Carlos Bumlai, arrolado como testemunha de acusação pelo Ministério Público Federal (MPF) no processo contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva relacionado à Operação Lava Jato, optou por permanecer em silêncio na audiência desta quarta-feira (30) na Justiça Federal no Paraná.

A força-tarefa da Lava Jato acusa o ex-presidente de receber R$ 3,7 milhões em propina da construtora OAS. A denúncia cita três contratos da OAS com a Petrobras e afirma que o pagamento da propina se deu por meio da reserva e reforma de um apartamento tríplex em Guarujá, no litoral de São Paulo, e do custeio do armazenamento de seus bens.

Lula responde por lavagem de dinheiro e corrupção passiva. A defesa do ex-presidente nega as acusações e fala em “histórico de perseguição e violação” a Lula. 

O juiz Sérgio Moro foi informado pela advogada que defende Bumlai, logo no início da audiência, de que o pecuarista ficaria calado.
“Qualquer resposta que ele venha a dar, sobre sua relação com o presidente Lula, necessariamente, terá relação com os fatos nos quais ele já responde ação e está investigado em inquéritos policiais. Portanto, Excelência, este contexto que a denúncia coloca em relação a esta suposta organização criminosa, mesmo em relação à amizade ou ao relacionamento que o meu cliente mantém com o ex-presidente Lula, ele se reservará ao direito de não responder e permanecer em silêncio”, disse a advogada.
A advogada disse ainda que sobre outros aspectos denúncia, o pecuarista estaria à disposição, mas adiantou que o cliente desconhecia os fatos. Diante do posicionamento da defesa, o Ministério Público Federal desistiu de inquirir Bumlai, e Moro dispensou o pecuarista.Bumlai e a Lava Jato
Bumlai é amigo do ex-presidente Lula. Como consequência da operação Lava Jato, ele foi condenado a 9 anos e 10 meses de prisão em um processo da 21ª fase por crimes como gestão fraudulenta e corrupção passiva.
Bumlai foi condenado pela participação, obtenção e quitação fraudulenta do empréstimo no Banco Schahin de R$ 12 milhões, em 2004, e pela participação, solicitação e obtenção de vantagem indevida no contrato entre a Petrobras e o Grupo Schahin para a operação do Navio-Sonda Vitória 10.000.Atualmente, Bumlai encontra-se em prisão domiciliar.Quer saber mais notícias do Paraná? Acesse G1 Paraná.

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