Cometeu aborto? A vida não acabou – Dr. Francisco Mello
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Cometeu aborto? A vida não acabou – Dr. Francisco Mello

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O aborto é crime no Brasil. Salvo em algumas situações, entre elas a decorrente de estupro. Os Espíritas desaprovam o aborto em todos os contextos; Católicos e Evangélicos suportam ou apenas toleram as modalidades de abortos que estão tipificadas pelo Código Penal, (artigos 124/128), e se posicionam contra os movimentos para ampliarem-no.

Meu amigo Dr. Ruy Ferreira contribuiu com a seguinte observação: Não é mais inteligente e menos doloroso, usar um contraceptivo do que correr o risco de engravidar? Com toda certeza Doutor, some-se a isso a pílula do dia seguinte, no caso de um eventual descuido ou até de um estupro.

Alguns militantes da esquerda, logo após algumas postagens minhas, perguntam se sou contra ou favorável ao aborto. Fazem isso porque o marco referencial deles para alguém ser de esquerda é defender com veemência o aborto. Quando respondo que sou contra, é a senha para o início da guerra. Além de tentarem me convencer que eles estão corretos, já lançam seus mísseis ideológicos em várias direções com o objetivo de bombardear minhas convicções sobre ideologia de gênero e outros temas.

Penso que não se deve julgar depreciativamente a mulher que cometeu um aborto. A despeito de desaprovar, penso que quem realiza tal ato sofre posteriormente um abalo moral ou trauma profundo; mesmo que ninguém mais venha saber, a consciência deve pesar uma barbaridade, e, isso por si só, já é um sofrimento considerável.

Para quem já praticou, o ideal é não ficar se lamuriando, e sim, procurar a superação através do firme propósito de não mais incorrer neste crime, esmerando-se em demover outras mulheres desta prática deletéria, promovendo e valorizando a vida e assim se redimindo por completo, voltando a ser portadora da sã consciência para o enlevo da existência digna e sem remorso.

Penso que quando o ajuste de conduta de alguém ocorre de dentro pra fora, ou seja, não pela lei, mas, por profundo arrependimento, o resto da vida é digno de ser vivido em paz com a sensação de efetiva e benfazeja reparação em toda plenitude. Isso é o que se chama: nascer de novo.

Portanto minha irmã, a vida não acabou literalmente. Vá e não aborte mais. Vamos pra frente exercendo a caridade; desta forma não há trauma que sempre dure. Abraço a todos. Até a próxima.

Dr. Francisco Mello dos Santos. Advogado Criminalista. OAB-MT 9550. Especialista em Direito Penal e Processual Penal. drfranciscomello@terra.com.br (669)96892292.