Com “CPI do Paletó” batendo a porta, Emanuel se encoraja e fala...
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Com “CPI do Paletó” batendo a porta, Emanuel se encoraja e fala de ilegalidade

Fonte: Da Redação
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Foto - Ednilson Aguiar/O Livre

Dos 25 vereadores da Câmara de Cuiabá, 11 assinaram o requerimento para instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o prefeito da capital, Emanuel Pinheiro (PMDB), que aparece em vídeo divulgado no Jornal Nacional recebendo dinheiro do chefe de gabinete do então governador corrupto Silval Barbosa, supostamente para apoiá-lo no legislativo estadual.

Apesar do escândalo em que está envolvido, Pinheiro abandona a linha política e foca na técnica para falar em “ilegalidade” no ato dos parlamentares. Na visão dos vereadores, porém, apesar de ter sido um ato fora do atual mandato, a possível ilicitude gravada põe em risco toda a cidade pela dúvida criada em torno da idoneidade daquele que é o dono atual da “caneta” do dinheiro de todos.

O autor do requerimento na Câmara, o vereador Marcelo Bussiki (PSB), cita o decreto-lei federal 201/67 para embasar tecnicamente o encaminhamento. No referido, destaca-se que “proceder de modo incompatível com a dignidade e o decoro do cargo” é infração político-administrativa, que dá a Câmara de Vereadores a possibilidade de julgar e, até mesmo, cassar o mandato do chefe do executivo.

Sete vereadores da oposição já se mobilizaram para a abertura da CPI desde que os vídeos chegaram ao conhecimento público. Aguardava-se, porém, nos últimos meses, que novas assinaturas fossem alcançadas a ponto de que a CPI fosse possível e, agora, a quantidade de apoio até passa do necessário para tanto.

Dois vereadores da base aliada do prefeito, inclusive, também assinaram o requerimento após verem que nove membros do legislativo assinariam, até para que a Comissão não seja recheada de opositores.

O protocolo já foi feito e, nos próximo sete dias, a expectativa é que os trabalhos já comecem. Pelo jeito, não há mais suplementação orçamentária que tire o prefeito de falar sobre o assunto mais delicado de sua carreira política.

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