Com 38% a mais em exportações, metalurgia em Divinópolis planeja ano
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Com 38% a mais em exportações, metalurgia em Divinópolis planeja ano

Fonte: Do G1 Centro-Oeste de Minas
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O faturamento da indústria de Divinópolis com as exportações aumentou 38,76% em 2016, em comparação ao ano anterior. O faturamento real consolidado foi de US$ 103,5 milhões. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que das commodities produzidas na cidade, a metalurgia foi a principal responsável pelo desempenho positivo.

Ao longo de todo o ano de 2015, os negócios com o exterior renderam à cidade US$ 74,9 milhões. A maior parte dos negócios responsáveis por esse aumento foi fechada em dezembro de 2016, quando as vendas confirmadas a outros países alcançou a marca de US$ 16,5 milhões. Agora o setor foca no planejamento dos contratos já assinados, para manter a linha ascendente nos primeiros quatro meses do ano e ter uma base comercial sólida suficiente para garantir tranquilidade até dezembro.

Os cinco países considerados como principais compradores dos produtos divinopolitanos em 2016 foram o Peru (US$ 37,1 milhões), a Holanda (US$ 9,5 milhões), República Dominicana (US$ 9,2 milhões), Argentina (US$ 8,6 milhões) e Egito (US$ 6,3 milhões).

O presidente regional da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Afonso Gonzaga, atribui a melhora do índice de exportações ao setor de metalurgia. Barras de ferro e semimanufaturados desse insumo e também o aço não ligado foram os itens mais vendidos para fora. “Juntos, esses dois itens são responsáveis por 84% das exportações divinopolitanas”, disse.

Dos US$ 103 milhões, US$ 45,9 milhões saíram das barras de ferro. Os itens semimanufaturados de ferro tiveram desempenho parecido, com vendas na casa dos US$ 40 milhões.

No entanto, nem todos os itens da metalurgia tiveram saldo positivo. O ferro fundido bruto e ferro spiegel (especular) mantiveram forte queda nas exportações. No ano passado, esse item chegava a até 50% de participação na pauta. Está agora com 8,29%. Ao longo de todo o ano de 2016 foram negociados somente US$ 8,5 milhões com o ferro fundido bruto e ferro spiegel.

“A indústria da transformação tem trabalhando muito a questão da exportação e sem dúvida alguns quesitos internacionais nos ajudaram a chegar nesse saldo, que não é muito bom, mas é um processo de crescimento O mercado internacional teve aumento nas commodities, especialmente no setor de metalurgia e isso nos proporcionou um melhor posicionamento no mercado”, pontuou.

A flutuação cambial também ajudou os empresários de Divinópolis. A China, que em novembro reduziu em 500 toneladas a produção de carvão coque – insumo importante na produção da metalurgia –, também produziu menos. “A fundição e os laminados nos deram a oportunidade de melhorar o nosso desempenho em termos de exportações”, acrescentou.

Evolução
Até então, o mês com o maior desempenho das exportações no ano passado havia sido outubro, com US$ 13,7 milhões. O alto faturamento fez com que a cidade alcançasse a terceira elevação seguida no faturamento anual da exportação.

Em 2014 o saldo foi de R$ 68,5 milhões. Em 2015, foi de US$ 74,9. O faturamento de 2016 colocou novamente os rendimentos de Divinópolis na casa dos US$ 100 milhões. Em 2011 as exportações renderam US$ 186,7 milhões. Já em 2012, US$ 119,7 milhões.

Apesar do faturamento melhor que o ano anterior, 2016 ficou longe de 2008 no quesito exportações em Divinópolis. Naquele ano a cidade bateu o recorde o local de US$ 318 milhões em produtos negociados com o exterior.

Futuro
Agora, tudo o que o setor de metalurgia divinopolitano quer é manter a linha ascendente. “A exportação tem sido trabalhada como a maneira mais fácil de sairmos da crise. Os outros países ainda são mercados importantes justamente pelas empresas mineiras e brasileiras, que têm qualidade, tecnologia e por isso são bastante competitivas. O grande gargalo tem sido a situação cambial. O câmbio na faixa de 3,20 a 3,40 se torna um fator importante para a exportação”, pontuou Afonso Gonzaga.

Para o primeiro quadrimestre de 2017, o setor espera atuar de forma bastante planejada. “Não se vende hoje para entregar amanhã. Normalmente são contratos de quatro ou seis meses e que nos dão a oportunidade de nos programarmos. Nos próximos quatro meses, certamente teremos uma melhora expressiva, sem contar a boa colocação do mercado interno”, previu.