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RESUMO:

O presente trabalho teve como objetivo identificar e avaliar os riscos ocupacionais com o Mapa de Riscos onde estão expostos os trabalhadores de armazéns na cidade de Primavera do Leste/MT – Brasil. A metodologia utilizada foi nas visitas in loco aos ambientes de trabalho, questionário aos funcionários, consulta às Normas Regulamentadoras. Os resultados com os diagnósticos mostraram que os ambientes de trabalho com maior número de risco de agentes agressivos foram às áreas de recepção dos grãos, na pré – limpeza, na secagem dos grãos e na expedição, pois devem ter cuidados especiais nesses ambientes com prevenção e treinamentos da equipe de trabalho.

Palavras-chave: segurança do trabalho, armazém agrícola, ambiente de trabalho.
  1. Introdução

A prática agrícola está associada à multiplicidade de tarefas e à particularidade do meio onde essas se realizam por completo. Normalmente um agricultor, no dia-a-dia, desenvolve várias atividades desde revirar o solo, cultivar, plantar, manusear e aplicar produtos químicos, colher, bem como tratar dos animais, transportar cargas e trabalhar na floresta. As tarefas na maioria das vezes exigem esforço físico considerável, posturas penosas e em condições ambientais desfavoráveis. (FILIPE, 2011).

A produção de grãos é um dos principais segmentos desse setor, não só no Brasil, mas em todo o mundo. O processo padrão inicia-se na colheita dos grãos em campo, os quais posteriormente são levados para as unidades de beneficiamento e armazenagem, onde passam por processos operacionais, tais como: recebimento, limpeza, secagem, armazenagem e expedição (EMBRAPA, 2011).

No Brasil a Convenção 81 da Organização internacional do trabalho (OIT), que regulamenta a inspeção do trabalho na indústria e no comércio, foi aprovada em 1956 por meio de Decreto Legislativo, e promulgada em junho de 1957 pelo presidente Juscelino Kubistchek através do Decreto nº 41.721. Contudo, a primeira regulamentação sistemática da atividade data de 1965, ano da edição do Decreto Presidencial nº 55.841, que instituiu o Regulamento de Inspeção do Trabalho – RIT (CARDOSO & LAFE, 2005).

Os acidentes de trabalho são evitáveis e causam um grande impacto sobre a produtividade e a economia, no caso, a agrícola, onde a grande demanda mundial de produção de grãos. Nos últimos anos, houve um crescimento alto de consumo, porém necessitam uma base do conhecimento sobre precauções da saúde em ambientes de trabalho em relações as suas atividades diárias.

Reis (2008) define Saúde do Trabalhador como sendo: “uma subárea da Saúde Pública que tem como objeto de estudo as relações entre o trabalho e a saúde. No Brasil, o Sistema Único de Saúde – SUS tem como objetivos, para essa subárea, a promoção e a proteção da saúde do trabalhador. Procura atingi-los por meio do desenvolvimento de ações de vigilância dos riscos presentes nos ambientes, condições de trabalho e dos agravos à saúde, além da organização e prestação da assistência, o que compreende procedimentos de diagnóstico, tratamento e reabilitação de forma integrada”.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), ocorrem cerca de 270 milhões de acidentes de trabalho e cerca de dois milhões de mortes por ano em todo o mundo, que, por serem potencialmente evitáveis, expressam negligência e injustiça social. (SANTANA, 2006).

A conscientização da diminuição de acidentes vem pela forma em que as empresas tornem uma parte de seus lucros em investimentos, principalmente, em gestão de pessoas, com relação à treinamentos e aplicações de atividades sociais, bem como, com seus trabalhadores. Para que isso torne uma realidade, serão necessários uma política de gestão, em relação à toda empresa, desde à diretoria até seus trabalhadores, com uma forma direta de comprometimentos e acompanhamentos de ações e indicadores de resultados, elaborando um Programa de Prevenção de Acidentes e Saúde do Trabalhador, para fins de melhoria contínua do processo de segurança do trabalho. A prevenção e a manutenção de um local de trabalho seguro e salutar geram ganhos tanto para os trabalhadores como para empregadores, implicando, em melhora quantitativa e qualitativa da prestação do labor (MAGALHÃES & MOREIRA, 2011).

Na parte operacional de gestão, soma-se à uma organização estrutural em suas atividades diárias, onde agregam ferramentas para prevenção de acidentes à fim de facilitarem o processo da coleta de informações e aplicações corretas para o determinado situação de risco.

Para realizar o Mapa de Risco Ambiental é necessário levantar as atividades desenvolvidas em cada seção e conhecer os processos de trabalho (humano, material e ambiental); deve-se identificar os riscos existentes no local conforme a classificação específica; identificar as medidas preventivas existentes e sua eficácia (proteção individual, proteção coletiva, higiene e conforto); levantar os indicadores de saúde entre os trabalhadores expostos aos mesmos riscos, acidentes de trabalho ocorridos, e causas mais frequentes de ausência ao trabalho; além de verificar os levantamentos ambientais já realizados (MIRANDA, 1998).

A atividade agrícola também utiliza variado número de ferramentas, máquinas, implementos, produtos químicos danosos à saúde humana, entre outras substâncias que também implicam risco a seus usuários.

Os trabalhadores dos armazéns agrícolas necessitam realizar grande esforço físico para desempenhar suas atividades, a exemplo de levantamento manual de cargas, que os expõe a problemas lombares, pois eles utilizam o próprio corpo para realizar essa atividade, com flexões e rotações de tronco feitas de forma repetitiva (FERREIRA, 2015). As análises ambientais em armazéns agrícolas se dão através de um conjunto de procedimentos, que visam avaliar o grau de exposição dos trabalhadores, com isso foram observados os aspectos físico químico, mecânico e ergonômico.

KOLLING et al., (2010) estudaram unidades de recebimento, beneficiamento e armazenamento de produtos agrícolas e constataram deficiências. Presença de riscos químicos e físicos a segurança dos trabalhadores, pela exposição destes a defensivos agrícolas e particulados no ar devido ao pó dos grãos distribuídos no ambiente. Resultando em doenças como bronquite, alergias, rinite, conjuntivite, dermatites além do risco de explosões.

Desta forma, foi realizado um levantamento das atividades desenvolvidas, in loco e conhecido os processos de trabalho.

  1. Objetivos

Este trabalho teve como objetivo identificar os riscos ocupacionais e propor controles e processos nos armazéns agrícolas para redução de sinistros e acidentes com o Mapa de Riscos, onde estão expostos os trabalhadores na cidade de Primavera do Leste/MT – Brasil.

  1. Material e Métodos

O local do estudo foi realizado em fazendas no município de Primavera do Leste, MT, localiza-se na latitude 15º33’32” sul e a uma longitude 54º17’46” oeste, estando a uma altitude de 636 metros e está à 240 Km da capital Cuiabá.

3.1. Levantamento dos dados

Esse trabalho foi realizado em quatro armazéns agrícolas, onde houveram visitas in loco. As visitas técnicas foram realizadas nos meses de janeiro e fevereiro de 2017 e envolveu os setores de escritório, recepção, armazenagem e expedição. Os resultados das vistorias aos ambientes de trabalho, as consultas ao programa de prevenção de riscos ambientais (PPRA) e normas regulamentadoras (NR) foram sintetizadas no Quadro 1. As medidas preventivas propostas foram recomendadas de acordo com a pesquisa bibliográfica.

A estatística utilizada foi à descritiva e o tipo de pesquisa utilizada foi a pesquisa qualitativa para melhor analogia e coleta das informações. Segundo Denzin e Lincoln (2006), a pesquisa qualitativa envolve uma abordagem interpretativa do mundo, o que significa que seus pesquisadores estudam as coisas em seus cenários naturais, tentando entender os fenômenos em termos dos significados que as pessoas a eles conferem. Seguindo essa linha de raciocínio, Vieira e Zouain (2005) afirmam que a pesquisa qualitativa atribui importância fundamental aos depoimentos dos atores sociais envolvidos, aos discursos e aos significados transmitidos por eles. Nesse sentido, esse tipo de pesquisa preza pela descrição detalhada dos fenômenos e dos elementos que o envolvem.

Devido às suas características ambientais, este trabalho optou por utilizar como instrumento de coleta de dados a observação, pois os possíveis entrevistados não foram autorizados a responder ao questionário por solicitação da Administração das fazendas visitadas.

A técnica de coleta de dados foi realizada in loco através da observação direta intensiva sendo composta por observação e entrevista. Entre os métodos de análise de dados utilizados nas pesquisas de natureza qualitativa, onde destaca a análise de conteúdo e o de análise de discurso.

De acordo com Bardim (2004), a análise do conteúdo consiste num conjunto de técnicas de análise das comunicações, visando, por procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens, obter indicadores quantitativos ou não, que permitam a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção/recepção (variáveis inferidas) das mensagens.

Conforme Richardson (1999), a análise de conteúdo tenta descrever o texto segundo a sua forma, isto é, os símbolos empregados, palavras, temas, expressões, frases e quanto ao seu fundo, que tenta verificar as tendências dos textos e a adequação do conteúdo.

A observação pode ser sistemática, assistemática, participante, não participante, na vida real ou em laboratório. A observação ajuda o pesquisador a identificar e a obter provas a respeito de objetivos sobre os quais os indivíduos não têm consciência, mas que orientam seu comportamento no contexto da descoberta, e obriga o investigador a um contato mais direto com a realidade (LAKATOS e MAKONI, 2010).

Escritório

  • Atividades da parte administrativa do armazém: Controla da entrada dos grãos, o processo de beneficiamento, pré-limpeza, secagem, armazenamento e a expedição desses grãos. Também, além desses processos diários dentro da fazenda, contribui na gestão operacional dos resultados em relação da produção das máquinas e equipamentos.

Recepção/ Pré- Limpeza/ Secagem

  • Recebimento dos grãos: São descarregados em moegas com o objetivo do recebimento dos grãos a granel. Após esse processo os grãos passam por máquinas de pré-limpeza que retira todo material estranho e em seguida é realizada a secagem destes grãos, a umidade ideal final deve ficar entre 14 a 16%, conforme informações cedidas pelos fabricantes de secadores de grãos.

Armazenagem

  • Armazenamento dos grãos: Com temperatura controlada, evita o aumento das atividades de micro-organismos que ocasionam perdas da qualidade dos grãos.

Expedição

  • Retirada dos grãos do armazém: Ocorre o carregamento dos caminhões para o destino final.
  1. Resultados e Discussão

Identificação e avaliação dos riscos ocupacionais em cada ambiente de trabalho dos quatro armazéns agrícolas visitados in loco. Ao realizar a visita técnica, foram observados detalhes conforme as NRs vigentes para enfim ser confeccionado o Mapa de Risco de cada ambiente de trabalho para a unidade de armazenagem, foram realizadas análises de riscos químicos, físicos, biológicos, ergonômicos e mecânicos.

O Mapa de Risco constitui em uma ótima ferramenta de reconhecimento dos riscos existentes em um local de trabalho como forma de identificação e análise com ênfases de estudos e ações corretivas nos riscos ocupacionais no ambiente de trabalho.

Sendo assim, a NR 5, item 5.16, a CIPA tem por atribuição elaborar esse documento e o ideal é que esse trabalho seja realizado pelos funcionários junto ao SESMT, onde houver, possibilitando dessa forma uma maior atenção e real preocupação com os riscos que à atividade apresenta como alerta à segurança do trabalho.

Para Ponzetto (2002) “O Mapa de Riscos é um instrumento que pode ajudar a diminuir a ocorrência de acidentes do trabalho e a incidência de doenças ocupacionais, que interessa sobremaneira aos empresários e trabalhadores”.

Esse procedimento deve seguir algumas etapas para que seja bem elaborado, primeiramente deve-se conhecer o processo de trabalho no local analisado e identificar os riscos existentes no local, deve-se identificar quais medidas preventivas já existem no local e a sua eficácia, identificar os indicadores de saúde e conhecer os levantamentos ambientais já realizados no local. Após essas etapas, o Mapa de Risco, sobre layout da empresa deve ser elaborado. (PORTARIA n° 25, de 29/12/1994).

O artigo 1º da Portaria nº 25 do Departamento Nacional de Segurança e Saúde do Trabalhador (DNSST) de 29/12/1995 apresenta o texto reformulado da Norma Regulamentadora (NR) nº 9, que considera “… riscos ambientais os agentes físicos, químicos e biológicos existentes nos ambientes de trabalho que, em função de sua natureza, concentração ou intensidade e tempo de exposição, são capazes de causar danos à saúde do trabalhador.”

Variando de grande probabilidade de ocorrência até a baixa probabilidade de ocorrência, conforme Figura 1.

Figura 1. Mapa de Risco em uma unidade de armazenagem agrícola.
Fonte: (REVISTA ESPACIOS, 2013)

Através do Mapa de Risco foi possível identificar que em todos os ambientes de trabalho existe a presença de agentes de riscos ocupacionais. O Quadro 1 apresenta os principais riscos ocupacionais de acordo com as atividades que contribuem para possíveis consequências a saúde do trabalhador em setor de armazenagem e as medidas preventivas para diminuir esses riscos.

QUADRO 1. Riscos Ocupacionais identificados e analisados em Armazém Agrícola
Agente Atividades Possíveis consequências Medidas Preventivas
 

 

 

 

 

Físico

Alimentação da fornalha do secador de grãos Desidratação excessiva e fadiga Hidratação e alternância de trabalhadores
Trabalho das máquinas e equipamentos Danos auditivos Uso de equipamento de proteção individual
Produção de poeira, pó, particulado dos grãos Doenças respiratórias, danos oculares e alergias Uso de equipamento de proteção individual e limpeza periódica
Produção de poeira, pó, particulado dos grãos – material combustível Incêndio, explosão Uso de equipamento de proteção individual, sistema de captação de pó, enclausuramento correto de lâmpadas e limpeza periódica
 

 

 

 

Ergonômico

Alimentação da fornalha do secador de grãos Problemas osteomusculares e fadiga Ginástica Laboral, sistema de alimentação automática, treinamento postural
Trabalho em Máquina de pré-limpeza, silos, túneis Problemas osteomusculares e fadiga Ginástica Laboral, sistema de alimentação automática, treinamento postural
Trabalho no escritório Dores na coluna, lesão esforço repetitivo Ginástica laboral, uso de equipamento de proteção individual e treinamento postural
 

 

 

 

Químico

Alimentação da fornalha do secador de grãos Intoxicação pela fumaça da queima da madeira Uso de equipamento de proteção individual e sistema de alimentação automática
Trabalho em fundo do elevador, túneis, silos com presença de grãos Asfixia e intoxicação por gases tóxicos Uso de equipamento de proteção individual
Fumigação dos grãos com inseticida Asfixia e intoxicação por gases tóxicos Uso de equipamento de proteção individual
Decomposição de grãos produzindo gás metano Incêndio, explosão Aeração constante para evitar decomposição dos grãos e limpeza periódica
Biológico Em todo perímetro dos armazéns Infecção por Hantavirus Controle preventivo de roedores e uso de equipamento de proteção individual
Mecânico Elevador, fita transportadora, silos Queda de altura, fraturas, traumatismo, sufocamento Uso de equipamento de proteção individual e cinto anti quedas
Equipamentos defeituosos com danos materiais Choque elétrico, faíscas, incêndio Aterramento dos equipamentos elétricos, sistema de para- raios, manutenções preventivas dos equipamentos e uso de equipamentos de proteção individual
Quadro 1. Riscos Ocupacionais identificados e analisados em Armazenagem Agrícola.
Fonte: Autor

Risco ocupacional é a probabilidade de ocorrer acidente ou doença na realização de atividades no trabalho. A grande maioria dos riscos ocupacionais são identificáveis, no caso, nos armazéns agrícolas, foram identificados e analisados em cada setor de atividades, bem como são previsíveis os agravos causados por eles à saúde. Desta forma, pode-se traçar um perfil dos riscos inerentes a cada tipo de ocupação, a fim de se atuar de forma eficaz na prevenção e melhoria das condições de saúde do trabalhador.

Para realizar o Mapa de Risco Ambiental é necessário levantar as atividades desenvolvidas em cada seção e conhecer os processos de trabalho (humano, material e ambiental); deve-se identificar os riscos existentes no local conforme a classificação específica; identificar as medidas preventivas existentes e sua eficácia (proteção individual, proteção coletiva, higiene e conforto); levantar os indicadores de saúde entre os trabalhadores expostos aos mesmos riscos, acidentes de trabalho ocorridos, e causas mais frequentes de ausência ao trabalho; além de verificar os levantamentos ambientais já realizados (MIRANDA, 1998).

Para Nunes e Marques (2011), na planta baixa de cada setor são identificados todos os tipos de riscos, agrupados conforme o tipo de agente: químico, físico, biológico, ergonômico e mecânico; e classificados por grau de perigo: pequeno, médio e grande. Através da visualização do mapa de risco os trabalhadores tornam-se informados sobre os riscos inerentes a cada setor de atuação, incentivando-os a buscar informações e orientações para sua proteção e de como proceder nas situações de acidentes.

A finalidade do mapeamento de riscos, Nunes e Marques (2011), é de:

  • Conscientizar e informar os trabalhadores através da fácil visualização dos riscos existentes.
  • Reunir as informações necessárias para estabelecer o diagnóstico da situação de segurança e saúde no trabalho.
  • Possibilitar, durante a sua elaboração, a troca e divulgação de informações entre os trabalhadores, bem como estimular sua participação nas atividades de prevenção, garantindo a qualidade do serviço.

O Mapa de Riscos deve ser fixado em cada local avaliado, de forma claramente visível e de fácil acesso para os trabalhadores (MIRANDA, 1998).

A elaboração da Política Nacional de Segurança e Saúde do trabalhador surgiu da necessidade de garantir que o trabalho seja realizado em condições que contribuam para a melhoria da qualidade de vida e a realização pessoal e social dos trabalhadores, sem prejuízo para sua saúde e integridade física e mental (NUNES E MARQUES, 2011).

Sendo assim, o desenvolvimento de um Mapa de Risco Ambiental, permite compreender, diagnosticar e promover as soluções dos problemas demonstrados no gráfico e no quadro, integralizando e minimizando os agravos à saúde do trabalhador, através da implantação de ações envolvidas e orientadas junto às Normas Regulamentadoras para análises em biossegurança, qualidade e vigilância em saúde do trabalhador.

Para uma definição preventiva, o posto de trabalho deve ser planejado de acordo com a forma de execução do trabalho, com relação à qualidade de vida e o ambiente do trabalho, atendendo as bases fisiológicas das funções motoras dos trabalhadores com os riscos ocupacionais diagnosticados no início do projeto e gestão operacional, como forma de Segurança do Trabalho.

  1. Conclusões

Atualmente na busca da qualidade de vida e a segurança do trabalho, os programas de atenção à saúde do trabalhador visam a promoção da qualidade dos serviços prestados, bem como o controle de riscos através da aplicação das normas regulamentadoras vigentes e o respeito ao trabalhador, onde deve-se ter acompanhamentos e registros das atividades operacionais, no caso, nos armazéns agrícolas, de profissionais qualificados na segurança do trabalho.

Para que estes procedimentos ocorram dentro de uma política de gestão integrada na segurança do trabalho, devem ser desenvolvidos nos processos de elaboração, implantação e implementação do Mapa de Risco Ambiental, onde permitem as  observações dos fatores de risco presentes na rotina dos trabalhadores, favorecendo o início do processo com a sensibilização coletiva para a identificação e análise precoce  dos riscos ocupacionais, garantindo a melhoria do ambiente com as ações preventivas conforme as Normas regulamentadoras vigentes.

Para os armazéns agrícolas visitados, o Mapa de Risco Ambiental, deve-se gerenciado de forma contínua e de acompanhamento com indicadores visíveis dos resultados para afim de sensibilização dos trabalhadores, permitindo a adoção de medidas emergenciais que possibilitem aplicações de medidas preventivas para os problemas detectados.

Portanto, quando o Mapa de Risco Ambiental torna-se um complemento de gestão operacional, como ferramenta preventiva na segurança do trabalho, todos ganham com qualidade de vida, alta produtividade e principalmente com uma visão diferenciada do trabalhador e do empregador a respeito da segurança do trabalho em toda organização.

 

Conforme o autor, Joaquim Oliveira, os Cursos Tecnólogos já foram confundidos com cursos técnicos. Foram durante um tempo pouco valorizados no mercado de trabalho e procurados só por aqueles que já trabalhavam na área. Mas esta realidade está mudando. Nos últimos anos, a procura cresceu, o perfil dos alunos mudou e o mercado criou novas oportunidades para os profissionais deste seguimento profissional e educacional.

O Curso Superior Tecnológico não é um curso Técnico, como alguns pensam. Este é um curso superior com uma duração mais curta, em virtude das necessidades do mercado de trabalho. Apesar de ter uma duração menor do que os cursos Tradicionais de Bacharelado, esta modalidade de ensino é riquíssima em conteúdo e traz grandes possibilidades de empregabilidade.

O número de Cursos Superiores de Tecnologia cresceu 96,67% entre 2004 e 2006, passando de 1.804 para 3.548 em todo o país, segundo dados do Ministério da Educação. Só no Estado de São Paulo, de 1998 a 2004, a quantidade de alunos ingressantes nas graduações tecnológicas aumentou 395%, de acordo com o Censo Nacional da Educação Superior realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP).

Os Cursos de Tecnologia foram criados para atender às demandas atuais de mercado. E elas vão mudando com os anos. Esse formato de curso tem maior agilidade para atender às mudanças por ter forte carga de aulas práticas e laboratoriais e por incentivar o estágio e o aprendizado focado. Tais profissionais já saem da Faculdade direcionados a uma área especifica, “já sabendo pra onde vai”.

Uma justificativa para a grande oferta de trabalho diante dos tecnólogos é o novo perfil do mercado. De uns anos para cá, “talvez duas décadas”, o mercado se tornou mais dinâmico. “Passamos por um processo de especialização das profissões e de diversificação das áreas. Não se pensava em um profissional de design de multimídia ou de gastronomia, e hoje eles existem. Diversificaram-se, assim, as opções de trabalho. Isso tem permitido que egressos desses cursos encontrem seu espaço no mercado, que é dinâmico e tem lugar para profissionais de diferentes formações”,

No Mercado de trabalho, não existem apenas Administradores, Advogados, engenheiros, Médicos, Psicólogos e Contadores. Sem dúvida o Mercado precisa destes profissionais, mas a mesma necessidade que o mercado tem destes, ele tem dos profissionais especialistas em Pessoas, em Tecnologia de Informação, Gestão Comercial, Gastronomia, Etc.

Quando surgiram no final da década de 60, os Cursos Superiores de Tecnologia eram mais dirigidos para as áreas de engenharia. Mas o tempo passou e eles mudaram de perfil. As escolas têm fugido do tradicional e criado cursos inovadores. Por exemplo, há um curso tecnológico em design de multimídia, área muito nova e que vem crescendo bastante com o avanço da internet e dos jogos eletrônicos. Os cursos mudaram, mais ofertas de emprego surgiram, o reconhecimento do tecnólogo como profissional de curso superior tem se consolidado.

Houve uma ampliação do leque de alunos que procuram os Cursos Superiores de Tecnologia. O perfil clássico de quem cursava o tecnólogo era o de pessoas que já estavam no mercado, mas pensavam em fazer um curso superior porque não haviam concluído a faculdade ou mesmo nunca haviam tido a oportunidade de começar uma graduação. Eram alunos, geralmente na faixa dos 25, 30 anos, que desejavam adquirir mais conhecimento e ter a chance de crescimento na vida profissional.

Alunos com esse perfil continuam a procurar os Cursos Superiores de Tecnologia. Mas agora eles têm a companhia de muitos outros grupos. O mercado de Curso Superior de Tecnologia, pela existência de novas profissões, se expandiu. Em vez de ser curso de curta duração para adulto, o tecnólogo virou opção para novas profissões. E, com isso, o público se diversificou. Temos desde o jovem que saiu do ensino médio e quer seguir uma carreira até o profissional Pós Graduado que faz o curso de Gestão Executiva para adquirir novos conhecimentos.

Segundo uma pesquisa feita pela Universidade de Ubirapuera (São Paulo), Os alunos dos Cursos Superiores de Tecnologia são 51,8% são mulheres e 48,2% são homens, sendo que 16% têm entre 16 e 20 anos. E 51,2% têm menos de 25 anos.

Com o crescimento da procura e da oferta de Cursos Superiores de Tecnologia e com a mudança do perfil do aluno, o Brasil começa a se equiparar aos Estados Unidos e à Europa, onde os cursos superiores de duração mais curta representam mais de 50% dos alunos matriculados, diz Eduardo Wurzmann, presidente da Veris Educacional. “No Brasil ainda há um campo gigantesco, cheio de oportunidades para uma vida profissional, só basta aproveitar estas oportunidades, afirma Eduardo”.

Claro que a graduação tecnológica não vai substituir o bacharelado. É certo que a procura pela Graduação Tecnológica tem crescido e que mais pessoas podem completar o ensino superior nessa modalidade, que exige menos anos de estudo. Mas é preciso lembrar que os focos do bacharelado e da graduação tecnológica são distintos. A Graduação Tecnológica é um tipo de graduação focada em um segmento especifico. O profissional se especializa em uma determinada área, se aprofunda. Enquanto a graduação de Bacharelado é uma formação mais abrangente, com uma visão mais generalista.

Algumas universidades perceberam essa tendência e se adaptaram. Deslocar vagas do bacharelado para o Curso de Tecnólogo já é uma realidade. Há no país inteiro um decréscimo do número de alunos que procuram o ensino superior tradicional.

Os Tecnólogos são profissionais com formação superior. Essa imagem meio nebulosa de que se trata de um curso de segunda classe já foi mais forte, mas ainda existe. Por culpa de quem? Da desinformação e de confusões do passado.

Os Tecnólogos surgiram como graduações plenas, mas, por terem uma carga horária reduzida, foram equiparados com cursos Técnicos e lançados na mesma situação, na época, esses cursos eram realmente considerados de segunda classe e os tecnólogos pegaram esta fama. E a ignorância e desconhecimento é mesmo o vilão da Graduação Superior Tecnológica. Havia uma certa resistência porque tecnólogo é um nome difícil. Embora se associe a ciência e técnica, muita gente não o associava a graduação, mas apenas a curso técnico. A confusão entre tecnólogos e cursos técnicos contribuiu para se criar um certo preconceito contra o profissional formado nessa modalidade de graduação. Por décadas nos acostumamos que a formação de nível superior era feita pelos bacharelados.

Estabeleceu-se essa cultura. Quando algum aluno comentava que era tecnólogo, muitos não sabiam o que era isso. Confundiam com cursos técnicos, de formação do ensino médio. Não desmerecendo os cursos Técnicos, mas devemos entender que cada coisa é uma coisa. Preto é preto e branco é branco.

O preconceito desaparece à medida que o curso se torna mais divulgado. Os empregadores estão contratando tecnólogos como profissionais intermediários, complementares, ou seja, estão abaixo, não podem assumir responsabilidades efetivas nas suas áreas de formação e compatíveis com um graduado. Esta forma equivocada de pensamento deverá desaparecer com o tempo. A medida que as empresas começarem a conhecer tais profissionais. Infelizmente, por desconhecimento ou por medo da falta de valorização, os cursos de tecnólogos ainda não são a opção da maioria dos alunos que saem do ensino médio. O senso comum é muito forte. As pessoas são orientadas para as carreiras clássicas. O mercado anterior necessitava de profissionais mais abrangentes, mas o mercado atual e mercado do futuro necessitam de especialistas em determinados seguimentos. A grande demanda exige isto. Novas profissões aparecem e quem melhor atende em formação são os Cursos de Tecnologia

Os Cursos Superiores em Tecnologia costumam gerar dúvidas quanto à aceitação no mercado de trabalho e à possibilidade de dar continuidade à carreira acadêmica após uma formação do tipo. No entanto não há restrições quanto à atuação do profissional formado com o título de tecnólogo. Assim como os bacharelados e as licenciaturas, os tecnológicos são considerados uma graduação superior. Desde que aprovados e reconhecidos pelo Ministério da Educação. Os cursos credenciam os formandos a atuar no mercado de trabalho e a seguir a carreira acadêmica sem problemas. Não há restrições quanto a fazer um mestrado, um doutorado.

Segundo Silva, as empresas e órgãos públicos estão cada vez mais abertos à presença de profissionais com esse título, contratando e possibilitando o ingresso por meio de concursos, que já aceitam a inscrição de tecnólogos em editais. A política de criação dos institutos federais de tecnologia (Ifets) tem ajudado a reforçar a necessidade desses profissionais e a necessidade do mercado. O campo de trabalho precisa cada vez mais de pessoas capacitadas e com ensino superior. O Curso de Tecnologia é um bom instrumento para quem quer se formar em menos tempo.

Normalmente, as Graduações Tecnológicas duram a metade dos bacharelados e também são menores que as licenciaturas. O profissional é formado com o Título de Tecnólogo em determinada área, com competências e habilidades para a resolução de problemas e desenvolvimento de atividades especializadas naquela profissão. É uma formação dinâmica e bem ligada à difusão de tecnologia. O Tecnólogo é mais articulado com o mercado nesse sentido. Outra diferenciação é a união do Conhecimento com a Prática.

Fonte: www.rhportal.com.br/artigos

Descarte de lixo eletrônico

Devido ao rápido avanço da tecnologia, todo ano são lançados novos modelos de celulares, computadores e outros eletrônicos. Em associação com o aumento no poder aquisitivo da população, um número maior de pessoas hoje tem acesso a esse tipo de equipamento. Como resultado, muitos objetivos que ainda funcionam são substituídos ou descartados por uma versão mais recente. No Brasil, segundo levantamento da Motorola Mobility, o brasileiro troca de celular em média a cada 18 meses. Então fica a pergunta: onde vão parar todos esses itens?

Quais são os possíveis riscos do descarte inadequado do lixo eletrônico?

Essa categoria de lixo apresenta diversas substâncias químicas (cádmio, chumbo, mercúrio, berílio, entre outras) em sua composição.  Por consequência, a má administração do material pode levar à contaminação de recursos naturais, sobretudo a água e o solo. Ou seja, tais artigos não podem ser dispensados juntos com o lixo comum.  Com o tempo, a toxicidade está relacionado a uma maior incidência de várias doenças sérias. Desde o descarte até um eventual reaproveitamento, o material precisa ser manipulado e transportado com cautela para garantir a segurança dos envolvidos.

Em geral, os eletrônicos contam com grandes quantidades de vidros, plástico e metais, e por isso demoram muito para se decompor quando deixados na natureza. Portanto, os perigos persistem e são cumulativos. Companhias que não descartam o lixo do modo recomendado pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS – Lei Federal 12.305/10 e Decreto 7.404/10), estão sujeitas a multas e até prisão.

Mas afinal, qual é o destino apropriado para o lixo eletrônico?

A partir do cenário descrito, torna-se evidente a importância de se pensar o destino correto para o lixo eletrônico. De acordo com a ONU, só no Brasil, quase 100 toneladas de computadores e 2 200 toneladas de celulares são descartadas anualmente. Apesar dos artigos de informática serem os exemplos mais típicos, eletrodomésticos também se enquadram como lixo eletrônico. Em São Paulo, maior cidade do país, a única cooperativa especializada em lixo eletrônico atua bem abaixo da capacidade máxima por falta de matéria-prima, isto é, de lixo.

Para que tal realidade mude, é fundamental que tanto as empresas quanto os clientes façam a sua parte. Em primeiro lugar, praticar o consumo consciente ajuda a reduzir o volume de resíduos sólidos a serem jogados fora. Também cabe ao poder público fazer campanhas para educar a população acerca do problema do lixo eletrônico, além de oferecer soluções práticas em conjunto com a iniciativa privada. Algumas lojas de eletrônicos servem como pontos de coleta e encaminham os produtos para os lugares pertinentes. Com frequência, centros de estudos – especialmente escolas e universidades – recebem essa categoria de resíduo. Projetos específicos garantem que os equipamentos não retornem para o meio-ambiente, causando uma série prejuízos para o planeta. A preocupação com a sustentabilidade dos hábitos de consumo atuais, requerem um cuidado com a etapa de descarte de computadores, celulares e assemelhados.

Além de prevenir problemas ambientais, o procedimento correto permite que o lixo eletrônico seja reaproveitado em outros segmentos. Nesse caso, um benefício adicional é a geração de emprego e renda para um número de profissionais que trabalham na reciclagem. Os equipamentos que ainda operam normalmente podem ser utilizados por quem não dispõe de recursos para adquirir o último lançamento.

A participação da população no caso da disposição ecologicamente correta deste tipo de lixo é essencial, pois além de colaborar com o meio ambiente urbano contribui com as cooperativas de reciclagem. O gerador do lixo é o responsável pelo seu descarte e é importante a conscientização dos cidadãos para que o descarte correto efetivamente ocorra.

Vamos ajudar o Meio Ambiente com essa Responsabilidade Ambiental?

                                                                                                                                                                                                                            Fonte: https://www.dinamicambiental.com.br

A sigla NR-20 significa Norma Regulamentadora n.º 20, cujo recebe o título de “Segurança e Saúde no Trabalho com Inflamáveis e Combustíveis”.

Objetivo da NR-20

A Norma Regulamentadora n.º 20 (NR-20) tem como objetivo estabelecer os requisitos mínimos para a gestão de segurança e saúde no trabalho contra os fatores de risco de acidentes provenientes das atividades de extração, produção, armazenamento, transferência, manuseio e manipulação de inflamáveis e líquidos combustíveis.

Mudanças na Nova NR-20

A nova redação contida na NR-20 apresenta consideráveis mudanças em comparação com a norma já obsoleta que não sofria modificações desde sua criação em 1978.

As empresas devem cumprir a nova NR-20, publicada em 6 de março pelo Ministério do Trabalho e Emprego MTE, que amplia o controle sobre gestão de saúde e segurança do trabalho em empresas que fazem uso de produtos inflamáveis.

Objetivo da nova NR-20

O objetivo da norma está na segurança e saúde das pessoas envolvidas com inflamáveis (gases e líquidos) e combustíveis (líquidos) em todo ciclo de vida da instalação, iniciando pelo projeto, construção, manutenção, operação, até a desativação, abrangendo a extração, produção, armazenamento, transferência, manuseio e manipulação.

E dá outras competências: ”Implantar medidas de controle que consiste me manter um sistema de aterramento, isolar a área, ter equipamento de combate a incêndio…”

A loja de conveniência também deve ser inserida nesta avaliação.

Importante ressaltar que, deve ser feito uma análise de risco por um engenheiro técnico.

Prontidão

O prontuário da NR-20 estará encerrado com a elaboração de: ”Plano de resposta a emergência da instalação”

É necessário documentar quais os procedimentos serão adotados caso ocorra um acidente de grande proporção. Isso inclui ter uma equipe treinada para atender ás emergências e até descrever se as condições de localização do posto oferecem riscos a vizinhança e se há necessidade de evacuação.

Todos devem estar cientes caso ocorra um acidente de grande proporção.

A vizinhança deve ser alertada e orientada sobre os procedimentos a seguir de uma situação de emergência.

Definições básicas

Líquidos inflamáveis: são líquidos que possuem ponto de fulgor < ou = a 60ºC

Gases Inflamáveis: gases que inflamam com o ar a 20ºC e uma pressão padrão de 101,3 kPA.

Líquidos combustíveis: são líquidos com ponto de fulgor > 60ºC e < ou = a 94ºC

Ponto de fulgor: menor temperatura de um líquido ou sólido, na qual os vapores misturados ao ar atmosférico, e na presença de uma fonte de ignição, iniciam a reação de combustão.

Pode-se concluir então que os gases ou vapores combustíveis só queimam quando sua porcentagem em volume estiver entre os limites (inferior ou superior) da inflamabilidade, que é a “mistura ideal” para a combustão.

Aplicação da NR-20

De acordo ao subitem 20.2.1 da NR-20, estabelece que:

  1. a) extração, produção, armazenamento, transferência, manuseio e manipulação de inflamáveis, nas etapas de projeto, construção, montagem, operação, manutenção, inspeção e desativação da instalação;

Além disso, a norma regulamentadora nº 20 estabelece as diretrizes da não aplicação da NR-20, como em plataformas e instalações de apoio, empregadas com a finalidade de exploração e produção do petróleo e gás do subsolo marinho, conforme definido no Anexo II da NR-30 e nas edificações residenciais unifamiliares.

Capacitação dos Trabalhadores na NR-20

Primeiramente, toda capacitação prevista na NR-20 deve ser realizada a cargo e custo do empregador e durante o expediente normal da empresa.

  • Critérios para Capacitação

Capacitação para os trabalhadores que adentram na área e NÃO mantêm contato direto com o processo ou processamento:

  1. Instalação classe I – Curso de Integração (4 horas);
  2. Instalação classe II – Curso de Integração (4 horas);
  3. Instalação classe III – Curso de Integração (4 horas);

Os trabalhadores que laboram em instalações classes I, II ou III e adentram na área ou local de extração, produção, armazenamento, transferência, manuseio e manipulação de inflamáveis e líquidos combustíveis, mas não mantêm contato direto com o processo ou processamento, devem realizar o curso de Integração.

Capacitação para os trabalhadores que adentram na área e mantêm contato direto com o processo ou processamento:

Os trabalhadores que laboram em instalações classes I, II ou III, adentram na área ou local de extração, produção, armazenamento, transferência, manuseio e manipulação de inflamáveis e líquidos combustíveis e mantêm contato direto com o processo ou processamento, realizando atividades específicas, pontuais e de curta duração, devem realizar curso básico mínimo de 08 Horas.

Os trabalhadores que laboram em instalações classes I, II e III, adentram na área ou local de extração, produção, armazenamento, transferência, manuseio e manipulação de inflamáveis e líquidos combustíveis e mantêm contato direto com o processo ou processamento, atividades de operação, atendimento a emergências, realizando atividades de manutenção e inspeção, devem realizar curso intermediário e terão que participar de cursos de reciclagem de dois em dois anos.

Atualização:

  • Curso Básico – Trienal (4 horas);
  • Curso Intermediário – Bienal (4 horas);
  • Curso Avançados I e II – Anual (4 horas).

Os trabalhadores que laboram em instalações classes I, II ou III e não adentram na área ou local de extração, produção, armazenamento, transferência, manuseio e manipulação de inflamáveis e líquidos combustíveis devem receber informações sobre os perigos, riscos e sobre procedimentos para situações de emergências.

Deve ser realizado, de imediato, curso de atualização para os trabalhadores envolvidos no processo ou processamento, onde:

  • Ocorrer modificação significativa;
  • Ocorrer morte de trabalhador;
  • Ocorrerem ferimentos em decorrência de explosão e/ou queimaduras de 2º ou 3º grau, que implicaram em necessidade de internação hospitalar;
  • O histórico de acidentes e/ou incidentes assim o exigir.

Principais procedimentos p/ líquidos e produtos inflamáveis

Quanto aos produtos e líquidos inflamáveis é fundamental  que ocorra os seguintes procedimentos:

Coletivos: 

  • Manter afastado de calor (faíscas, chamas)
  • Armazenar em local fresco/baixa temperatura, em local bem ventilado (seco) afastado de fontes de calor e ignição.
  • Quando em uso não fume, beba ou coma.
  • Não use em local sem ventilação adequada
  • Use meios de contenção a fim de não contaminar o ambiente.
  • Não permita o contato do produto com corpos d’água.

Individuais:

  • Utilizar equipamento de proteção individual apropriado (Equipamento de proteção respiratória com filtro contra os vapores/névoas; luvas de proteção de PVC, borracha nitrílica ou natural, óculos de proteção contra respingos)
  • Jamais aspirar (poeira, vapor ou névoa) dos produtos.
  • Evitar contato com olho e pele.

Riscos envolvendo o manuseio de produtos inflamáveis

Dentre os riscos apresentados no manuseio de produtos inflamáveis, podemos citar:

  • A eletricidade estática

Como por exemplo de cargas acumuladas nos materiais, citamos a energia necessária  para dar início ao processo de decomposição do acetileno puro (1 atm e 21ºC) na ordem 100J. Esta energia decai rapidamente com o aumento da pressão, pois misturas de acetileno com o ar são muito sensíveis exigindo apenas 2 x 10  – 5J.

  • Faíscas

O impacto de uma ferramenta contra uma superfície sólida pode vir a gerar uma alta temperatura, em função do atrito. A temperatura gerada da faísca normalmente é estimada em torno de 700ºC.

  • Brasa de Cigarro

Essas é uma das mais perigosas, que podem ter proveniência tanto internamente do estabelecimento, como externamente. Temperaturas de brasa de cigarro podem chegar em torno de 1.000ºC.

  • Compressão adiabática

Essa ocorre sempre que um gás ou um vapor é comprimido, as temperaturas podem chegar, dependendo da substância envolvida, a 1.000ºC.

Chama direta

Esta é a fonte mais fácil de ser identificada, algumas chamas de combustíveis, por exemplo, podem atingir temperaturas variando de 1.800ºC  a 3.100ºC.

Vale ressaltar que todos os casos citados anteriormente, as temperaturas geradas são muito maiores que a temperatura de auto-ignição da maioria das substâncias inflamáveis existentes, como por exemplo:

  • Graxas comuns (500ºC)
  • Gasolina (400ºC)
  • Metanol (385ºC)
  • Etanol (380ºC)
  • Querosene (210ºC)

Principais documentos da NR-20 para empresas

São alguns documentos que as empresas devem providenciar de acordo com a NR-20, vejamos alguns deles:

  • Projeto de instalação;
  • Procedimentos Operacionais;
  • Plano de Inspeção e Manutenção;
  • Análise de Riscos;
  • Plano de prevenção e controle de vazamentos, derramamentos, incêndios e explosões e identificação das fontes de emissões fugitivas;
  • Certificados de capacitação dos trabalhadores; Análise de Acidentes;
  • Plano de Resposta a Emergências.

Fonte: INBEP http://blog.inbep.com.br/nr-20-tudo-que-voce-precisa-saber

 

Hoje (10/04) comemora-se o Dia da Engenharia, segundo o site calendarr.com, O Dia da Engenharia surgiu como homenagem ao Tenente Coronel João Carlos de Villagran Cabrita, morto no dia 10 de abril de 1866. Villagran Cabrita era o Comandante do 1º Batalhão de Engenharia na Guerra da Tríplice Aliança. Uma explosão tomou sua vida, assim como as de outros combatentes, junto ao rio Paraná.

Importância da Engenharia

No Dia da Engenharia, são relembradas as vantagens que essa atividade trouxe para a vida humana em sociedade. Ciência e matemática se unem com o propósito de resolver problemas e criar estruturas que facilitam e muitas vezes revolucionam completamente a vida humana. Edifícios, máquinas, computadores e até avanços em áreas como a genética se devem à engenharia.

Fonte: CREA JR – MT

 

Conforme o autor Adriano Borges/IGC Educação, “Um bom Profissional precisa se aperfeiçoar constantemente para aproveitar as oportunidades de crescimento dentro do mercado de trabalho. Hoje, somente com a especialização profissional e outras estratégias de autoinvestimento cultural, ele terá chances de alçar voos mais altos na área em que atua”.

Quanto mais capacitado o Profissional for, mais frente fará a seus concorrentes, ampliando as suas possibilidades de crescimento, solidificando sua presença no mercado e expandindo suas perspectivas para o futuro.

 

  • A Especialização Profissional como uma Necessidade

Quando o Profissional possui uma pós-graduação, seu currículo se torna mais atrativo, o que contribui para construir uma boa imagem aos olhos das empresas contratantes. Uma das primeiras conclusões a que os empregadores chegarão sobre este profissional é que ele é dedicado e está interessado em aprender sempre mais para desenvolver suas atividades com mais competência e legitimidade.

A Especialização Profissional é, por isso, uma necessidade para quem deseja efetivamente oferecer um trabalho de maior qualidade. Os cursos de Especialização, como a pós-graduação (inclusive o MBA), dão ao profissional a possibilidade de ampliar seus conhecimentos e se alinhar aos objetivos e às exigências do mercado de trabalho contemporâneo.

Caso o Profissional já venha atuando há mais tempo em alguma área ou atividade, a especialização profissional também vai contribuir decisivamente para agregar mais conhecimento à prática e à experiência que ele já tem. Somar novos conhecimentos à vivência é uma boa maneira de otimizar o desempenho do Profissional.

Ou seja, fazer uma Especialização ajudará a aumentar sua autoconfiança, fundamental na hora de se candidatar a um emprego, e no decorrer de todo a sua trajetória em uma empresa, que mede continuamente o nível de desempenho e produtividade dos seus colaboradores, avaliando até que ponto eles estão realmente interessados no que fazem e aptos a seguir na organização.

 

  • A Demanda do Mercado pela Qualificação

Os processos seletivos atuais, tanto de empresas privadas quanto de organizações públicas, levam em conta os candidatos que tenham dado continuidade a seus estudos após a conclusão do curso de graduação. Com a grande quantidade e variedade de cursos disponíveis e a exigência cada vez maior por Qualificação no mercado de trabalho, os títulos que antes eram bônus na formação de um aluno praticamente perderam esse estatuto, passando a ser encarados como extensão natural e obrigatória da graduação.

Um ponto importante a considerar é que a tecnologia avança a passos rápidos e, devido à sua influência no mercado de trabalho (determinando rumos e contribuindo para o desenvolvimento de práticas mais produtivas e econômicas), é imprescindível que os Profissionais saibam manipulá-la estrategicamente, extraindo dela tudo o que puder ser vantajoso para o negócio.

As empresas, portanto, observam com cuidado a Qualificação dos candidatos, a fim de poderem selecionar somente aqueles que apresentam as competências específicas para as atividades que ela desenvolve. Por isso, quanto mais consistência ele tiver em um assunto ou área, mais chances terá de ser chamado para uma entrevista, passar por um período de teste e experiência e formar parcerias duradouras com empresas boas e renomadas.

Lembre-se de que corporações prestigiadas precisam de Profissionais com conhecimentos específicos, com potencial superior e orientado para o segmento, contribuindo, dessa forma, para manter o bom nome e o status da empresa diante dos clientes.

Outro aspecto altamente valorizado pelos empregadores é que, com mais cursos de especialização, os profissionais apresentam mais capacitação para resolver problemas e encontrar soluções originais de maneira autônoma. A participação ativa do funcionário no próprio processo de gestão, planejamento e tomada de decisões diminui a necessidade de microgerenciamento de equipes, o que otimiza tempo e prioriza a ação dos Gestores em áreas estratégicas da empresa.

 

  • O Diferencial Competitivo garantido

Muitos concursos já exigem como pré-requisito para seleção a apresentação de títulos e certificados de Especialização. Assim também se comportam os setores de RH de diversas organizações. A experiência não deixa dúvidas de quanto os Cursos de Especialização contribuem para diferenciar o Profissional em um país que, infelizmente, ainda sofre com o desemprego e com a concorrência elevada por vagas de trabalho.

Ainda que a quantidade de certificados seja um critério relevante, é preciso focar os melhores cursos, aqueles que realmente acrescentem algo de valioso ao que o Profissional já construiu.

É necessário selecionar as melhores Instituições de Ensino para ter a certeza de que o conhecimento adquirido poderá ser usado pelo Profissional para destacá-lo entre outros Profissionais. Para fazer uma boa escolha, avaliar certos aspectos é vital importância, como: infraestrutura, metodologia de ensino aplicada, quadro docente, tempo da Instituição no mercado, campo de abrangência, convênios com entidades do país e no exterior e, claro, preços acessíveis. Igualmente válido é buscar indicações junto às pessoas que já passaram pela Instituição.

Um dos Cursos mais procurados pelos Profissionais para levar Vantagem Competitiva no mercado de trabalho é o de MBA (Mestre em Administração de Negócios), que se aplica à praticamente todas as áreas.

O tema Sustentabilidade é um dos mais recorrentes nos Cursos de Especialização Profissional. Naturalmente, os Profissionais que conhecem melhor o assunto e sabem aplicar Técnicas e Estratégias Sustentáveis na área em que atuam se diferenciarão de seus concorrentes, aumentando suas chances de serem contratados pelas empresas que seguem o conceito de Economia Sustentável.

Se você foi além do “arroz com feijão” em determinado assunto, também será mais fácil conseguir boa pontuação nos diferentes concursos oferecidos todos os anos por diversas Instituições. Mais uma vez, a Especialização Profissional assegura ao candidato o diferencial para se manter competitivo mesmo que a concorrência seja alta.

Considerando o ambiente interno, o Profissional também se destacará, apresentando mais possibilidades de ser promovido e receber aumento de salário que outros colegas que ainda não tenham investido na Especialização Profissional.

 

  • A Necessidade de Atualização Constante

Considerando o dinamismo do Mercado, da Tecnologia, da Legislação e das Inovações em geral, o Profissional precisa deve estar constantemente preparado e se ver sempre como um work in progress.

Se o Profissional não se recicla dentro de sua área de atuação, tal postura prejudica sua imagem. A empresa o verá como um triste caso de acomodação, alguém sem ambições, que não aprecia realmente sua profissão.

Com o tempo, essa inércia irá mesmo comprometer seu desempenho e afetar negativamente a realização de suas atividades, pois ele não estará apto a agir dentro da realidade atual. É o caso, por exemplo, de Profissionais como Contadores e Advogados, que precisam estar a par das mudanças na lei para efetuar serviços bem feitos, orientando de forma correta seus clientes e evitando que eles paguem multas e sofram outras penalizações devido à falta de conhecimento sobre as atualizações legais promovidas pelo Governo.

Da mesma forma, os Profissionais das áreas de Saúde, Educação, Arquitetura, Engenharia, Segurança e muitas outras precisam acompanhar as mudanças, empregando novos Métodos de Trabalho e aproveitando as novas descobertas e recursos oferecidos.

Enfim, a atualização permite que o Profissional se ajuste à sua realidade de trabalho e possa satisfazer mais os anseios de clientes e empregadores.

 

  • O Conhecimento Estratégico como Objetivo

A Especialização Profissional permite que você utilize estrategicamente seus Conhecimentos dentro do mercado e em qualquer área que estiver atuando. Já dizia Freud que “o conhecimento traz poder”.

O Conhecimento possibilita inovar, criar, minimizar conflitos, encontrar soluções variadas, gerar oportunidades, descobrir a causa não identificada de certos problemas e usar essa descoberta para aumentar o crescimento de um negócio em particular, para o seu crescimento como profissional e para o bem comum.

O Conhecimento é o bem mais precioso e imperecível que o ser humano pode adquirir. Nesse sentido, se especializar é também investir em si mesmo, para além de investir na sua carreira, na empresa em que trabalha ou virá a trabalhar.

O Conhecimento se torna estratégico principalmente quando você pode aplicá-lo no seu dia a dia, ou seja, colocá-lo em exercício com eficácia nas atividades que desenvolve e até, embasado nele, orientar outras pessoas. Afinal, ele também precisa ser compartilhado para ser útil!

Não é demais reforçar: Conhecimento estratégico permite que você atue com proatividade e assertividade, além de torná-lo um ponto de referência onde quer que a vida te posicione.

 

  • A busca do Crescimento dentro da Área de Atuação

Apesar de não ser garantia de que o Profissional será promovido imediatamente, a Especialização Profissional facilita essa etapa em sua Carreira. Independentemente da velocidade com que chegar à promoção, você certamente crescerá em sua Carreira, atingindo novos patamares em suas experiências e conquistas.

O Bom Profissional se sente feliz por estar conseguindo um melhor desempenho em razão da aquisição de novos Conhecimentos. Este desempenho será bem observado pelos seus colegas e também pelos seus empregadores. E em curto, médio ou longo prazo, você desfrutará dos resultados.

Sem dúvida, todo funcionário ganha em motivação quando recebe um aumento de salário ou é promovido. Mas vale lembrar que, aliada ao Conhecimento, a dedicação faz toda a diferença. Não adianta se esconder atrás dos Cursos de Especialização que fez para se achar no direito de exigir privilégios e salários mais altos. As empresas precisam de Profissionais capazes e dedicados, que se engajem com as tarefas e se comprometam com os objetivos da organização.

Lembre que, se a empresa crescer, a tendência é que você também cresça! Pelos menos, é assim que funciona em boa parte das empresas privadas. Nas públicas, ao contrário, muitas vezes somente o título de mestre ou doutorado já é suficiente para garantir salários mais altos.

De forma geral, os salários mais elevados ficam para os Profissionais que fizeram uma Pós-graduação stricto sensu, o que equivale a um mestrado ou doutorado. O aumento no salário dos profissionais júnior, pleno e sênior pode chegar até 70%, comparando a remuneração de um Profissional que tenha somente graduação com o salário de outro que tenha mestrado ou doutorado integral.

A comprovação de que certificados de Pós-Graduação normalmente significam salários maiores vem de uma pesquisa efetuada pela Catho On-line, maior site de classificados de currículos e vagas para empregos de toda a América Latina.

Considere, para entender a importância da Especialização Profissional no plano de carreira e de salários, que, em cargos de gerência, os salários para as pessoas que fizeram especialização chegam a R$ 8,9 mil, e a R$ 9,8 mil para os que fizeram MBA. Aqueles que têm apenas graduação recebem salário médio de R$ 7,8 mil.

No caso de cargos de coordenação e revisão, também se percebe a diferença: Profissionais com somente uma Especialização recebem mais de R$ 5,2 mil. Já Profissionais que têm apenas uma graduação em determinados cursos recebem cerca de R$ 4,4 mil. Nos cargos de diretoria, a diferença é menor, mas ainda existe: Profissionais com MBA podem receber um salário de R$ 19 mil, e aqueles com Especialização, até de R$ 18,4 mil.

É preciso ficar alerta, pois os Gestores de RH afirmam que nem sempre a ascensão no quadro hierárquico acontece rápido. Depende muito das condições vividas pela empresa ou pela área em que o Profissional atua. Aa vagas podem apenas não estar disponíveis em uma certa ocasião. Por isso, é preciso saber esperar e continuar trabalhando!

O Profissional precisa considerar que, acima de questões salariais e promoções, ele terá oportunidade de se dedicar a uma área específica, com a qual se identifica, e assim trabalhar com mais satisfação e empenho, o que também representa crescimento Profissional!

 

  • O Desenvolvimento de uma Visão Diferenciada

Aproveitando esses exemplos, a Especialização Profissional permite que o Profissional desenvolva uma visão diferenciada sobre as atividades que desempenha. Especializando-se em determinada área ou assunto, terá um foco mais preciso, um olhar mais bem direcionado, objetivos mais definidos.

É o que acontece, por exemplo, com o médico que, depois do Curso de Medicina, se especializa em uma área: cardiologia, urologia, ginecologia ou qualquer outra. Ele tem uma visão apurada daquele aspecto da Saúde, dentro de todo o conjunto de seus conhecimentos. Para ilustrar melhor: você preferiria se consultar com um Profissional genérico e superficial, ou com aquele capaz de ver seu problema com profundidade e precisão?

Nesse sentido, a Especialização Profissional é a exploração de um determinado tema (ou de vários temas) dentro de um escopo mais amplo. Em tempos de Conhecimento ultraespecializado, ser capaz de ir do macro ao micro — e de volta — habilita o Profissional a atuar com mais Segurança, Autoridade, Autonomia e até Liderança.

 

  • A Possibilidade de Desenvolver novas Habilidades

A Especialização Profissional também oferece à pessoa a oportunidade de desenvolver novas habilidades. Logo, seu campo de atuação poderá se expandir. Além das habilidades adquiridas no curso de graduação, você aprenderá novas habilidades que irão enriquecer seu trabalho e melhorar seu desempenho, tornando-o mais apto a executar tarefas mais complexas e difíceis. A aquisição de outras habilidades, mais específicas, permitirá a você encarar novos desafios.

Quando se aprende mais, os Conhecimentos complementares pedem por mais espaço de manobra. Isto é, você naturalmente começará a praticá-los e ganhar com sua eficácia no dia a dia. Seus colegas, os clientes e, acima de tudo, os Gestores perceberão essa potencialidade adquirida e, se forem hábeis, saberão aproveitá-la, direcionando-a a favor da empresa.

Suas novas habilidades também repercutirão positivamente em seu networking, essencial a todo Profissional para encontrar novos colegas e vislumbrar novas oportunidades. As redes sociais são um espaço ideal para essa busca e autodivulgação. Aproveite o Facebook, o Twitter e mesmo o Instagram para mostrar as suas habilidades. Porém, acima de tudo, participe de grupos específicos na área, em que as oportunidades poderão ser maiores e mais bem orientadas.

Falando ainda de redes sociais, o LinkedIn é hoje o espaço mais apropriado para o Profissional registrar suas novas habilidades e ampliar sua rede de contatos com outros profissionais que apresentam habilidades similares. Além de se promover, gerando oportunidades de atrair a atenção de recrutadores interessados nas suas aptidões, você poderá identificar chances de seguir crescendo.

 

  • A Aquisição de Habilidades Gerenciais

Entre as novas habilidades adquiridas pelo Profissional em uma Especialização Profissional, estão as habilidades gerenciais. Um MBA, por exemplo, está preparado para ocupar um cargo de gestão dentro de uma empresa, liderando departamentos e colaboradores.

Munido de conhecimentos mais profundos sobre gestão e liderança, sobre psicologia comportamental e recursos financeiros, o Profissional poderá sonhar mais alto, galgar degraus em busca de uma promoção e do ingresso no círculo administrativo, em torno do qual se desenvolvem projetos e estratégias, planejamento, definição de metas e organização de todo o complexo empresarial.

Mesmo se você não almeja a gestão administrativa de uma corporação, as habilidades gerenciais vão ajudá-lo a desenvolver suas funções com mais eficiência e objetividade. Vão ajudar a melhorar, inclusive, seu relacionamento com os colegas de trabalho e com os próprios Gestores.

Conhecer mais a fundo o mecanismo de gerenciamento permitirá que você tenha uma visão sistêmica da organização, compreender seu processo de crescimento, as dificuldades financeiras que ela pode atravessar, o modo como o mercado, a concorrência, a opinião do consumidor, a economia nacional e mundial, entre outras variáveis, influem no âmbito interno do negócio.

 

  • O Marketing Pessoal dentro da Sala de Aula

Finalmente, outro ponto a considerar é a experiência que o Profissional pode adquirir em sala de aula, aproveitando o espaço para fazer seu marketing pessoal, divulgar suas habilidades e seu trabalho.

Uma das vantagens da Especialização Profissional é que ela se dedica mais à prática, o que geralmente não ocorre em um curso de graduação. Você terá, portanto, a oportunidade de aprender fazendo, de efetivar na prática os conhecimentos acumulados durante o curso de graduação. A prática contribui para solidificar a teoria, que, sozinha, pode não ter muito a dizer para quem enfrenta problemas reais.

Em um curso de especialização, você poderá ter aulas com Profissionais renomados, muito ativos no mercado e que poderão também ajudar você a ampliar seu networking. Eles poderão até mesmo indicá-lo a colegas e a empresas, abrindo novas possibilidades para sua carreira, e serão fontes de experiência e inspiração. Certamente, será uma experiência muito boa para o aluno, que terá oportunidade de acessar outros círculos e aprender além dos limites do próprio curso de especialização.

Outra maneira de otimizar seu marketing pessoal, explorando as possibilidades na sala de aula, é por meio das discussões em grupo. Elas permitem que você mostre seus talentos e seu brilho. Outros Profissionais, que também estão estudando, poderão se interessar pelo seu trabalho, fazer indicações, oferecer dicas, ajudar na divulgação de sua imagem junto à empresa em que você trabalha. Com eles, você também tem mais uma excelente oportunidade de aprender!

Até em projetos de intervenção você poderá fazer seu marketing pessoal. A Especialização Profissional permite aos profissionais elaborarem projetos ou teses que podem ser divulgados em um nível muito mais amplo. Em alguns casos, é possível até patentear invenções e lucrar com isso.

É preciso lembrar que a Especialização Profissional pode acontecer de diversas maneiras, sendo que as mais recomendadas são a pós-graduação, o mestrado, o doutorado e o MBA. Mas existem também muitos cursos, cuja duração geralmente é curta, realizados no país e no exterior, que também contribuem para agregar mais conhecimentos e experiências à bagagem Profissional.

O importante é que o Profissional se especialize conscientemente. Ou seja, avalie o que realmente deseja com o curso de especialização e se planeje estrategicamente antes de decidir. Para isso, converse com os gestores da sua empresa e peça orientações no setor de RH. E, claro, considere também o que cabe no seu bolso ao escolher sua Instituição e Curso!

Os Cursos de Especialização podem ser o “detalhe” que está faltando para você expandir seus horizontes dentro da empresa em que trabalha ou mesmo fora dela! E lembre-se de que você pode acumular diferentes conhecimentos específicos, escolhendo cursos variados que sejam úteis na área em que atua, como gestão de negócios, meio ambiente, tecnologia da informação e assim por diante!

                                                                                                                                        Fonte: http://igceducacao.com.br/Blog

 

Empreender nunca foi uma tarefa fácil no Brasil, mas, apesar de todas a dificuldades, ainda é uma tendência crescente no país — inclusive em tempos de crise, quando o emprego formal perde espaço e faz com que os profissionais busquem alternativas” diz a UNA/MG.

Na verdade, há uma série de fatores complicadores que, quando não são bem administrados, reduzem a competitividade e provocam até mesmo a mortalidade das pequenas e médias empresas.

Entre os principais estão os entraves burocráticos, a alta carga tributária, os encargos previstos na legislação trabalhista, a falta de incentivos para pesquisa e inovação, uma infraestrutura precária que onera as operações logísticas e, também, o despreparo de muitos empreendedores em relação à gestão do negócio e das suas equipes. Assim, fica evidente que empreender exige preparo.

Controlar o fluxo de caixa, criar e monitorar indicadores financeiros, negociar com fornecedores e parceiros, analisar o mercado, fechar contratos, prospectar e fidelizar clientes, otimizar processos, reduzir custos de forma inteligente, desenvolver estratégias de marketing, construir equipes de trabalho talentosas, competentes e motivadas… Essas são apenas algumas das atividades do empresário.

Por isso, a Formação Empreendedora e a experiência são essenciais para um gerenciamento eficaz, enxuto e criativo. Saiba mais sobre esse assunto a seguir:

O Perfil Empreendedor

O Empreendedor bem-sucedido reúne algumas características marcantes, como:

  • Disciplina;
  • Foco;
  • Resiliência;
  • Firmeza de propósito.

Essas características podem ser natas ou desenvolvidas gradualmente, por meio de estudos, treinamentos e do coaching, por exemplo.

Mas os Empreendedores mais eficientes sabem maximizar essas qualidades e, ao longo do tempo, aprendem a explorar corretamente todo o seu potencial. Em outras palavras, esse perfil vai sendo lapidado com as vivências, conquistas, tentativas e em especial, por meio do conhecimento técnico e gerencial.

Em diversas situações, o Comportamento Empreendedor é considerado o principal fator gerador de problemas, e esse comportamento está totalmente relacionado ao desenvolvimento de habilidades administrativas e comportamentais.

Tratando especificamente das Habilidades Emocionais, é possível ressaltar a importância do autoconhecimento. Somente quando o Empreendedor percebe seus talentos, motivações, preferências, fortalezas e fraquezas, ele se torna capaz de definir ações, metas e prazos para corrigir as suas deficiências e, assim, evoluir como Profissional e Gestor.

Paralelamente, outras competências são trabalhadas, como a Capacidade Psicológica de assumir riscos calculados, o autocontrole, a paciência, o domínio sobre sua força mental e a eficiência para lidar com imprevistos e adversidades.

Vale lembrar também que esse perfil empreendedor não serve apenas para aqueles que pretendem abrir um negócio próprio, já que muitas empresas buscam exatamente essas características em seus times. O chamado “Empreendedorismo Organizacional” é um diferencial, pois esse profissional é mais engajado e colabora ativamente para o crescimento da operação. Ou seja, também existem várias opções para uma trajetória vitoriosa dentro do universo corporativo.

A Visão e a Atitude Empreendedora

A Visão Empreendedora pode ser entendida como um conjunto de habilidades que todo profissional pode desenvolver. São algumas destas aptidões:

  • Observar constantemente o mercado;
  • Manter-se informado sobre variáveis internas e externas;
  • Estimular o pensamento criativo e inventivo;
  • Pesquisar tendências;
  • Identificar novos nichos, demandas e oportunidades.

Além disso, é preciso praticar também a atitude empreendedora, que depende muito do poder de realização — e que, por sua vez, está vinculado à capacidade de planejamento, à organização, à proatividade e à autoconfiança.

Questionar, avaliar, arriscar e procurar soluções são posturas típicas de um empreendedor. Nesse caso, a capacitação deve servir como sustentação, garantindo o conhecimento necessário para que essas análises sejam sólidas e possam gerar condições favoráveis para o crescimento da PME.

Um profissional com Visão e Atitude Empreendedoras mantém o foco nos resultados, é curioso e inquieto, busca novos desafios, tem potencial de liderança, sabe ser flexível e adaptável, gerencia o tempo com eficiência, investe no aprendizado contínuo e, claro, tem um planejamento de carreira.

A rede de contatos

A Visão Empreendedora pode ser fortalecida e aperfeiçoada por meio de uma boa rede de contatos. Por isso, é importante participar de eventos, feiras, congressos e seminários relacionados ao segmento do negócio, com a finalidade de conhecer novos parceiros, fornecedores e clientes.

Além disso, é possível utilizar as redes sociais para reforçar o networking e divulgar a empresa. Aliás, os Empreendedores sabem aplicar muito bem os conceitos de marketing pessoal. Persuasão, influência, colaboração, inovação e capacidade de estabelecer relacionamentos produtivos são habilidades bastante exigidas pelo mercado.

Da mesma forma, a construção de uma rede de contatos ajuda também na própria formação empreendedora, pois um dos elementos básicos dessa formação é a troca de experiências, conhecimento e informações entre os empresários. Casos reais e histórias de sucesso devem ser estudados, já que podem servir como fonte de inspiração para novas ideias.

A Formação Empreendedora

A Formação Empreendedora é essencial para preparar o profissional do futuro. De fato, o empreendedorismo é um fenômeno caracterizado pela atuação de indivíduos que destinam recursos e competências para explorar oportunidades existentes no mercado e, dessa forma, geram novos negócios, produtos, serviços, processos, tecnologias e oportunidades de emprego e renda.

Para tanto, a Gestão Empresarial deve estar baseada no conhecimento técnico e a formação gerencial do empreendedor, que precisa ser capaz de coordenar elementos indispensáveis a uma empresa, como:

  • Planejamento;
  • Finanças;
  • Compras;
  • Vendas;
  • Produção;
  • Desenvolvimento de novos produtos e serviços;
  • Administrar o capital humano.

Porém, é preciso cuidar também do aperfeiçoamento de Competências Comportamentais, como o equilíbrio emocional, a argumentação, a negociação, a empatia e o poder de decisão. Essas Habilidades Empreendedoras são essenciais para suportar as pressões do cotidiano, encontrar oportunidades de crescimento, constituir parcerias, além de motivar e engajar os colaboradores.

Essa Capacitação Gerencial e Técnica, diminui a incidência de erros. Por isso, já existem diversos cursos de formação e de qualificação para pequenos e médios empresários. Universidades renomadas, Escolas Profissionalizantes, Consultorias Empresariais e até Entidades de Classe oferecem graduações, pós-graduações, cursos continuados ou pontuais, para as PMEs interessadas.

Boa parte destes Cursos abrange temas importantes, como elaboração do plano de negócio, realização de pesquisas de mercado, planejamento financeiro, atendimento ao cliente, composição de preços, táticas de publicidade, gestão de pessoas e visão estratégia.

Dessa forma, o Empreendedor se transforma em um Gestor Completo, capaz de administrar sua própria empresa com Competência. Assim, é mais fácil conquistar os resultados esperados, superar os momentos de crise, vencer a concorrência e expandir os negócios.

A Revista Labor & Engenho da Universidade Estadual de Campinas – SP que propõe-se a promover a participação de Autores e Leitores do Mundo todo por meio de 05 idiomas: Português (Brasil), Espanhol, Inglês, Francês, Italiano.

Vilson Bernardo Stollmeier

Coordenador e Professor de Pós Graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho na Universidade de Cuiabá. Mestrado em Projeto de Produto. Engenheiro Industrial Mecânico, Especialista em Engenharia de Segurança do Trabalho. Rondonópolis [MT] Brasil<vilson.stollmeier@hotmail.com>.

Ivan de Oliveira

Docente do Curso de Pós-Graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho das Faculdades Integradas de Rondonópolis, Universidade de Cuiabá. Rondonópolis [MT] Brasil<ikjoliveira@yahoo.com.br>.

Resumo

Este artigo apresenta uma análise da exposição ao calor do trabalho no setor de caldeira à lenha de uma empresa do setor industrial, com foco na análise da carga ambiental da atividade. Para tanto, os procedimentos metodológicos consistiram na análise documental, entrevistas, filmagens, avaliação de problemas dos efeitos do ambiente quente e sua prevenção. Os resultados mostram que os operadores de caldeiras à lenha estão expostos ao calor e precisam de orientações sobre suas atividades diárias com prevenções de doenças afetadas pelo excesso de calor. Também são sugeridos treinamentos na área técnica e de saúde para melhoria das condições de trabalho e da saúde do operador.

Palavras-chave

Exposição ao calor. Ambiente do trabalho. Caldeira à lenha.

Acesso à Revista Labor & Engenho da UNICAMP – Campinas – SP.

O Artigo na íntegra no link:

https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/labore/article/view/8649201/17427.

O que é ser um Engenheiro? Para além de ser apenas um profissional que cria e desenvolve projetos com base em cálculos matemáticos e científicos, a profissão apresenta desafios constantes de atuação em diversas áreas do conhecimento em prol do desenvolvimento social e sustentável.

Conforme o Autor Keite Marques, “o Engenheiro utiliza seus conhecimentos técnicos e empíricos para resolver, adaptar, desenvolver e aperfeiçoar mecanismos, produtos, estruturas e processos, a fim de atender a demanda da sociedade, seja no campo, na cidade ou até no espaço sideral”.

Pode ser difícil definir a extensão do seu trabalho, porém perceber sua importância é algo muito simples. Diversos produtos e serviços que revolucionaram nossas vidas saíram de suas astutas mentes criativas, como automóveis, eletrodomésticos, edifícios, instrumentos médicos, satélites, navios, citando apenas alguns exemplos.

O Professor Geraldo Roberto Martins da Costa, afirmou que ser um Engenheiro é saber do seu importante papel perante a sociedade, apresentando inovação e soluções a partir de todo conhecimento adquirido na universidade. “O caráter de um bom profissional deve estar presente no cotidiano e no compromisso de trabalhar incansavelmente para oferecer o melhor do seu conhecimento”, ressaltou.

Os Engenheiros quebram paradigmas e alteram nossa forma de viver com suas criações. Muitos sonham com produtos e serviços e dedicam sua vida a alcançá-los, e isso é parte de ser engenheiro, como afirma Lucas Fonseca, ex-aluno da EESC que recentemente ficou conhecido por ser o brasileiro que participou da Missão Rosetta.

“O momento em que ingressei na universidade significou abrir as portas para desenvolver todos os projetos incríveis que fantasiei durante minha infância. Tinha o sonho de trabalhar na NASA, provavelmente como muitos outros estudantes de engenharia, e acreditava que poderia buscar esse caminho através de uma boa escola e muita dedicação de minha parte”, explicou Fonseca.

Após ter integrado por três anos o time da Agência Aeroespacial Europeia que pousou uma sonda em um cometa, o engenheiro resolveu retornar ao Brasil e empreender na área de pesquisa e desenvolvimento no ramo aeroespacial, sendo co-fundador da empresa Airvantis. Além disso, também criou um grupo para ajudar outros estudantes a sonharem alto.

“Para manter a esperança em nossos alunos de que projetos incríveis são possíveis, resgatei a mesma vontade que tive com o grupo de robótica, mas dessa vez como orientador, e auxiliei na fundação de um grupo voltado para pesquisas espaciais: o Zenith. Continuamos com a nossa modesta meta de posicionar uma pequena sonda acadêmica numa orbita próxima à Lua”, comentou Fonseca.

Para o estudante de graduação do curso de Engenharia de Materiais e Manufatura, Joaquim Manoel Justino Netto, ser engenheiro é viver a arte de combinar porções adequadas de teoria e prática com o objetivo de dar forma aos pensamentos, trazendo-os do mundo das ideias para mundo real, a fim de melhorar vidas. Justino obteve destaque ao participar de uma pesquisa patenteada que desenvolveu uma nova agulha para procedimentos laparoscópicos, durante um período de estágio na Nottingham Trent University, no Reino Unido.

“Desafios são constantes na carreira de engenharia. Já durante a graduação temos que conciliar uma carga horária pesada com as atividades não acadêmicas e depois, ao término do curso, nem sempre é fácil decidir que rumo tomar ao se inserir no mercado. Mas são dos desafios que vêm o contentamento e é inspirador saber que seu trabalho é capaz reinventar a realidade, por mais difícil que seja”, falou estudante.

No Brasil, Engenheiros são bastante demandados. Um relatório do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontou que o país precisará de 600 mil a 1,15 milhão deles para atender à expectativa das indústrias até 2020. Cenário que não se limita ao mercado brasileiro: o Engenheiro é o 2º profissional mais escasso do mundo, de acordo com uma recente pesquisa do Manpower Group..

Parabenizo todos atuais e futuros Engenheiros neste dia 11 de dezembro, Dia do Engenheiro.