Collor nega relação com a BR Distribuidora em Rondonópolis
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Collor nega relação com a BR Distribuidora em Rondonópolis

Nestor Cerveró, preso pela PF, disse que senador de Alagoas comandava subsidiária da Petrobras na maior cidade da região sul de MT

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Foto - UOL

O senador Fernando Collor de Melo (PTB-AL) negou as acusações feitas pelo ex-diretor da área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, de que a base de distribuição de combustíveis da BR Distribuidora, em Rondonópolis, faz parte de um suposto esquema comandado pelo petebista.

De acordo com reportagem da revista Veja, em sua delação premiada, Cerveró disse que Collor tinha o controle de toda a BR Distribuidor, e que ele foi mantido na empresa “para que não atrapalhasse os negócios”.

O suposto esquema protagonizado por Fernando Collor e o seu operador financeiro, Leoni Ramos, envolveria, segundo Cerveró, a “base de distribuição de combustíveis de Rondonópolis/MT e o armazém de produtos químicos de Macaé/RJ”.

Por meio de nota, o advogado de Collor, Rogério Marcolinni, afirmou que, até o momento, não teve acesso aos supostos termos de delação para avaliar sua autenticidade ou fidedignidade.

O advogado disse que as declarações de que Collor teria usado de sua influência política para angariar benefícios são falsas.“Isso não impede, por óbvio, a pronta refutação do até aqui alardeado, sendo falsas as alegações de que o senador Fernando Collor tenha usado de influência política para obter favores ou exercer qualquer outro tipo de pressão sobre diretores ou funcionários da BR Distribuidora a fim de satisfazer interesses próprios ou de terceiros”, diz trecho da nota.

Confira a íntegra da nota da defesa do senador Fernando Collor:

“O noticiário tem divulgado – de forma parcial e seletiva – o que seriam extratos de supostas declarações prestadas por Nestor Cerveró em acordo de delação premiada.

Parcial, porquanto as pretensas revelações são feitas aos pedaços, e seletiva, na medida em que algumas personagens – dentre eles o Senador Fernando Collor – são intencionalmente destacadas para minimizar ou ocultar referências feitas pelo delator a terceiros.

Fato é que até o presente momento a defesa do Senador Fernando Colloro não teve acesso aos supostos termos de delação para avaliar sua autenticidade ou fidedignidade.

Isso não impede, por óbvio, a pronta refutação do até aqui alardeado, sendo falsas as alegações de que o Senador Fernando Collor tenha usado de influência política para obter favores ou exercer qualquer outro tipo de pressão sobre diretores ou funcionários da BR Distribuidora a fim de satisfazer interesses próprios ou de terceiros.

As relações do Senador Fernando Collor com instituições públicas sempre se deram exclusivamente em caráter institucional, no desempenho da função de Senador da República e na defesa dos interesses do Estado de Alagoas, tudo no legítimo exercício da representação parlamentar.

Mais não dirá a defesa do Senador até conhecer, pelos meios oficiais, a íntegra da real delação realizada por Nestor Cerveró.”

Fonte: MidiaNews

Montreal