Chegada de Dedé traz novo ânimo ao Vasco no NBB: “Não pode...
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Chegada de Dedé traz novo ânimo ao Vasco no NBB: “Não pode ter dúvida”

Fonte: Thierry Gozzer, Gabriel Fricke e Matheus Palmieri
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Dia 21 de dezembro de 2016. André Barbosa, o Dedé, assume o Vasco no Novo Basquete Brasil. A campanha, até então de altos e baixos, deixava o Vasco no 11º lugar do torneio, com cinco derrotas e quatro vitórias, quase no limite da briga por uma vaga nos playoffs e longe do topo. Pouco mais de um mês depois, o Cruz-maltino é outro time, apesar da inesperada derrota para o Minas em casa. Desde a chegada de Dedé foram seis jogos e quatro vitórias. Na tabela, os vascaínos pegaram o elevador e chegaram a estar em quarto. O último revés, porém, trouxe o time para a oitava colocação, mas a uma vitória do G-4, o que pode acontecer contra o Flamengo, no sábado, na Arena da Barra, às 14h.

Em 30 dias, o comandante conseguiu fazer a torcida abraçar o elenco e voltar a acreditar, lotando São Januário. O grupo ganhou confiança, passou a jogar melhor e sem contratações venceu times de maior investimento como Paulistano, Pinheiros e por último o Brasília, vice-líder do torneio.

– O fato de eu conhecer vários jogadores, o respeito que eu tinha com vários que trabalharam comigo, ajudou bastante. Eles já sabiam exatamente como eu pensava. Isso com certeza foi 90% dessa mudança. Trabalhei com o David Jackson, com o Nezinho, e com o Fiorotto, como técnico. Sempre tive vontade de trabalhar com o Murilo. O Hélio, o Wagner, vários deles trabalhei como assistente e como jogador também. E outros eu já conhecia – explica Dedé.

De antemão, é possível perceber que a energia do Vasco em quadra é outra. O grupo chegou ao Novo Basquete Brasil com uma equipe experiente. A média de idade é de 34 anos, e o grupo tem nomes consagrados como o pivô Murilo, o armador Nezinho e o ala David Jackson. Murilo e Jackson, inclusive, já foram MVPs do Novo Basquete Brasil. Isso, porém, não trouxe bons resultados na primeira parte da competição, quando o time era comandado por Christiano Pereira, que agora é auxiliar.

– Sou um cara que vivo o jogo muito intensamente. As vezes isso afeta positivamente os jogadores. Eu não estava aqui antes. Não dá para falar o que estava acontecendo aqui antes, qual era o defeito. Quando fui para Sorocaba e vi o jogo, vi um time vibrante, que correu, que agredia. E aquilo ali valeu muito para mim. Sei que a energia estava ali e os caras dariam tudo. Quem veste essa camisa não pode ter dúvida quanto a isso – disse o treinador. 

Para o armador Nezinho, a questão foi apenas de entrosamento e tempo de trabalho, além, claro, da energia que Dedé trouxe ao chegar. Só que Dedé também mexeu no time. Hélio saiu e Gaúcho passou a atuar mais. Assim, o Cruz-maltino perdeu um pouco em velocidade de transição, mas ganhou em estatura.

– O time pegou mais conjunto com mais tempo trabalhando no dia a dia. Com certeza cada um vai se conhecendo mais, onde cada um gosta de receber a bola. Isso só acontece com o tempo. Mesmo o Vasco tendo um time experiente, vencedor, é uma equipe onde cada um veio de um lado. Esse tempo nós estávamos atrás das outras equipes. Buscamos isso jogando e treinando juntos. Com a chegada do Dedé e o novo sistema de jogo, também nos ajudou muito. Espero que o Vasco chegue o mais longe que puder. A equipe tem conjunto, experiência e fome de vencer. Temos que chegar o mais longe que puder. Se for final, semifinal, ser campeão, esse é o meu pensamento, o mais longe que puder – garante Nezinho.

O técnico não coloca amarras no Vasco. Para Dedé, é visível que os vascaínos estão atrás de times como Flamengo, Brasília e Mogi das Cruzes, mas playoffs é momento e seu time pode surpreender. Ele, contudo, despacha o oba-oba pelas últimas vitórias.

– Nunca limitei nada, nem jogador, nem time. Nunca está bom. Com um time desses, você vai com foco para ganhar. Ao mesmo tempo, times como Brasília, por mais que vencemos, Flamengo, Mogi, Bauru, estão na frente pro duas ou três temporadas, com uma base, estrutura, o mesmo técnico. Agora, playoff é momento. Sempre vamos querer ganhar. São quatro vitórias em cinco jogos, e se perdermos, caímos de novo para 10º. Não gosto desse oba-oba. Motiva, dá confiança. No Vasco a proporção é maior, mas precisamos ter o foco pois estamos muito atrás ainda.

Dedé chegou no jogo contra o Liga Sorocabana, no dia 20 de dezembro. Nesta partida, contudo, Christiano ainda foi o técnico. A equipe perdeu por 74 a 70. O novo técnico assumiu no jogo seguinte e bateu o Paulistano por 86 a 83. Em seguida, rateou e foi derrotado pelo Caxias do Sul, lanterna do torneio, por 78 a 73. Depois, embalou de vez, vencendo Pinheiros, Macaé e Brasília, saindo do 11º lugar para o quarto com essa sequência de triunfos. Na quinta-feira, contudo, uma derrota para o Minas em casa, por 87 a 75.

– Desde o começo sabíamos que tínhamos um grande time, com condições de chegar entre os primeiros, mas precisaria de tempo pra ganhar conjunto e os jogadores se conhecerem e saberem suas funções dentro da equipe. Com a chegada do Dedé, com uma nova filosofia e determinando a função de cada jogador, isso tem facilitado dentro de quadra – explicou o pivô Drudi.