Chapa Alckmin/Maggi volta ganhar força
Fullbanner1

Fullbanner2


Chapa Alckmin/Maggi volta ganhar força

0
Fonte: Da Redação
SHARE
Foto - Érico Andrade/G1

Com um cenário bastante aberto em relação a 2018, onde de um lado nota-se a indefinição jurídica em relação a Luis Inácio Lula da Silva (PT), que hoje lidera as principais pesquisas de intenção de voto, e de um outro nota-se a projeção de estagnação do crescimento do segundo colocado, o deputado federal pelo Rio de Janeiro, Jair Bolsonaro – que ainda está no PSC, mas deve ir para o PEN – praticamente todos os grandes partidos da nação estudam um projeto presidenciável e o PP é um deles.

Nos últimos dias, uma reunião na casa do presidente nacional da sigla, o senador Ciro Nogueira (PI), teve como ilustre e surpreendente presença o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Em fim de mandato no maior estado da nação e com intenção pessoal mais do que conhecida em disputar novamente a presidência – perdeu para Lula em 2006 – Alckmin sabe que no PSDB não será tão fácil emplacar seu projeto, já que há muito cacique e ego de toda parte atrapalhando a discussão.

Na mesma reunião lideranças do partido com e sem mandato estavam presentes, dentre elas o ministro da Agricultura e Pecuária e senador licenciado, Blairo Maggi (PP). A aproximação de Alckmin animou vários partidários e a ideia defendida pela maioria foi a de formação de uma chapa pura do partido para disputar o cargo mais alto do país, encabeçada por Alckmin e pelo ministro de Mato Grosso. A ideia não seria nova e repetiria o que fez o próprio PSDB em 2014, com Aécio Neves e Aloysio Nunes.

Alckmin e Blairo em uma chapa já foi ideia ventilada em outros partidos, em momento que Alckmin esteve próximo de outras siglas, como PSB – ainda não de volta ao esquerdismo extremo – e Blairo do próprio PMDB, na época de saída do PR. Obviamente que o PP não é a única sigla que Alckmin conversa, o próprio DEM, que vem também almejando voos altos em 2018 e que pode abrigar muitos descontentes do PSB, tenta aproximar-se do governador paulista.

A boa relação do ainda tucano com o setor industrial e empresarial dentro da maior potência nacional, que é São Paulo, casaria perfeitamente, na avaliação de alguns analistas políticos, com a liderança que Blairo exerce não só no Brasil, mas também fora dele, em meio ao agronegócio. A ideia seria apresentar ambos com condição política e técnica para vencer os graves problemas econômicas que o Brasil passa. O desafio, porém, seria conquistar as camadas mais carentes da sociedade que poderiam ver a chapa “elitizada” demais, o que certamente seria argumento dos adversários.

Na reunião com o PP, porém, que acabou sendo divulgada com abrangência nacional no site poder360, do jornalista Fernando Rodrigues, Alckmin deixou escapar uma informação importante em relação as especulações eleitorais para 2018. Segundo o governador, o prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB), seu afilhado político, não vai encarar sequer as prévias tucanas, ou seja, está fora do páreo a não ser que saia do partido e, aparentemente, rompa pessoalmente também com o próprio Alckmin.

Por fim, a certeza das sinalizações de Geraldo é que sua dúvida pessoal é só sobre em que partido, mas que será, de qualquer maneira, candidato a presidência da República. Quanto ao PP, caso Alckmin não venha, há muita gente internamente que defende que Blairo assuma o protagonismo e vá ele à disputa. É esperar para ver…

Montreal