CARNAVAL: Polêmica esquenta com enfraquecimento de Pátio no legislativo e vereadores avaliam...
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CARNAVAL: Polêmica esquenta com enfraquecimento de Pátio no legislativo e vereadores avaliam agir

Fonte: Da Redação
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Foto - ATribunaMT

Nos últimos dias, uma nova mobilização de forças externas e internas da Câmara de Vereadores reacendeu as polêmicas envolvendo o Carnaval Popular de 2017, que acumula diversos indícios de crimes graves em sua condução por parte de pessoas de extrema confiança do prefeito Zé Carlos do Pátio (SD). Os parlamentares estariam temendo desgaste político pelo fato de que, mesmo após terem recebido informações aprofundadas dos envolvidos nas oitivas realizadas na Casa De Leis, com toda clarividência de desvios de recursos públicos e direcionamentos de licitação, nenhuma deliberação legislativa mais rigorosa ocorreu. O medo da legislatura ficar marcada por um sentimento de prevaricação e de facilitação da impunidade aumenta, principalmente, pelo fato de que alguns dos vereadores são cotados para serem candidatos a deputado estadual em 2018.

O procurador do Município, afastado do cargo desde fevereiro, Joabe Teixeira, tido como homem de confiança do atual prefeito de Rondonópolis, Zé Carlos do Pátio (SD), bem como o primo do último, Humberto Campos, que é atual secretário de cultura, são tidos como os pivôs de toda polêmica envolvendo o Carnaval Popular de 2017, que segue sendo alvo de investigação em inquérito conduzido pelo Ministério Público Estadual – MPE. O legislativo municipal não quer cometer o mesmo erro da última legislatura da Assembleia Legislativa, por exemplo, que se calou frente aos tantos desmandos do governo corrupto do PMDB e de Silval Barbosa, tendo agora a marca pessoal em muitos dos então membros do parlamento de terem participado, de alguma maneira, de toda maracutaia.

No caso do Carnaval, conforme o inquérito vai se desenvolvendo e as investigações aprofundando, o andamento do processo e eventuais despachos judiciais contra os envolvidos, frente as tantas evidências existentes, tornarão as ações posteriores do legislativo coadjuvantes em todo o cenário e até um tanto quanto demagogas, caso não surjam agora, antes das possíveis intervenções do Judiciário. Munidos desse argumento e com o caminho livre diante o mau relacionamento atual de Pátio com a Câmara, a pressão tem aumentado quanto a necessidade de uma medida mais enérgica.

Áudios 

As gravações de Joabe com o empresário Wellington José Jorge (fim da matéria), dono da empresa de trios elétricos Mega Sound Publicidade e Eventos Ltda, que prestou serviço no Carnaval e foi beneficiada por um direcionamento de licitação, segundo depoimentos – o trio já estaria em Rondonópolis, mesmo sendo de Goiânia, antes mesmo do famigerado processo administrativo ocorrer – além das outras informações que já estão em posse dos vereadores, são indícios suficientes para dar ao legislativo instrumentos para estudar, até mesmo, a punição direta ao prefeito, Zé do Pátio, e ao vice, Ubaldo Barros (PTB).

Ubaldo, aliás, teria sido “protegido” em meio a todo a confusão com as partes afetadas, por Humberto e Joabe, mas teria sido realmente o vice a negociar até mesmo pagamentos por fora da licitação junto ao dono do trio, que já sabia que se apresentaria no evento antes mesmo da licitação ocorrer. Como forma de amenizar a ira de Wellington, em conversa de WhatsApp, Joabe afirma ao empresário que ele é um dos preferidos do Município para tocar o Carnaval do ano que vem, dando a entender que a força política presente da Prefeitura vai agir junto aos empresários que devem realizar um carnaval “privado”, em 2018, no local.

Teixeira, porém, indica na conversa que o Município só irá pagar o que está na licitação, se esquivando da própria obrigação de cumprir o pagamento “por fora” que ele mesmo teria avalizado. Logo em seguida, Joabe é xingado por Wellington. Entre prestadores de serviço, músicos e outros envolvidos, a dívida total passaria de R$ 100 mil. Exatamente o valor que ninguém sabe onde foi parar ao certo, já que o legislativo autorizou o Município gastar R$ 300 mil, mas a licitação feita foi de apenas R$ 168 mil. O restante, segundo informou os homens de confiança de Pátio, foi gasto com divulgação. A justificativa, porém, não fechou muito bem no raciocínio lógico de quem analisou os fatos.

Joabe

Wellington

Joabe

Wellington

Montreal