Candidatura de Selma trava Jayme ao Senado
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Candidatura de Selma trava Jayme ao Senado

Fonte: Da Redação NMT
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Montagem NMT - Foto: MidiaNews

O ex-senador da República e ex-governador de Mato Grosso, Jayme Campos (DEM), postou em suas redes sociais nas últimas horas que pode ser, em 2018, tanto candidato a senador, governador ou mesmo a nada. A primeira das três hipóteses, segundo comenta-se nos bastidores, tem perdido força diante do cenário que vem sendo montado no estado. A aposentadoria da magistrada, Selma Arruda (PSL), e sua muito provável candidatura ao alto parlamento, tem potencial para sangrar Campos, em uma virtual disputa ao Senado, justamente porque, além de atingir um dos seus principais redutos eleitoras, a baixada cuiabana, antagoniza totalmente ao veterano, o que deixa o democrata impossibilitado até de ser o segundo voto da juíza pela característica conceitual do pleito.

Aos 55 anos, Selma conseguirá capitalizar politicamente com o discurso da moralidade, algo que é mais do que esperado. Ela carrega consigo o histórico de ter mandado prender o ex-presidente da Assembleia Legislativa e um dos políticos mais poderosos dos últimos anos no estado, José Riva, além do ex-peemedebista e governador, Silval Barbosa. Notadamente, ela será a candidata, dentre todos, que conseguirá ter mais pontos com o eleitor por todos os graves fatos dos últimos tempos e que envolvia, assim como os nacionais mensalão e petrolão, uma série de partidos e uma rede de beneficiários de propinas que certamente estarão também na disputa de outubro.

Por uma questão de estilo e por todo seu longo histórico na política, contestado por alguns como apontam os quadros de rejeição, Jayme será um dos mais afetados com o discurso de Selma, o que impossibilitará, como dito no início deste texto, a chance dos dois somarem votos na urna, já que este ano cada eleitor votará dois votos a fazer para o Senado Federal. A realidade de eleições, pesquisas qualitativas e as projeções de discursos apontam para uma disputa direta de Arruda e Campos pelo chamado “primeiro voto”.

Como a magistrada da chamada “Lava-Jato Pantaneira” deve ter como reduto a mesma região de Jayme, resta ao veterano sair ao interior atrás de votos, o que pode elevar consideravelmente seu custo operacional de campanha, ou então realmente é plausível que comece a analisar a possibilidade de concorrer o Governo do Estado ou então ir cuidar dos netos. As muitas amostras de intenção de voto já feitas internamente pelos partidos começam a demonstrar potencial de crescimento de cada um dos pré-candidatos é aí onde o horizonte fica muito mais promissor para Selma, que terá discurso, do que de Jayme. Enquanto isso, outros nomes de olho no Senado e com baixa rejeição se beneficiariam com o crescimento da juíza, visando duplicar voto ao lado da mesma.