Candidatura de Fávaro a cargo majoritário não tem viabilidade e a deputado...
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Candidatura de Fávaro a cargo majoritário não tem viabilidade e a deputado federal terá concorrência pesada

Fonte: Da Redação
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Foto - Clay Jr.

O vice-governador, Carlos Fávaro (PSD), trabalha muito fortemente para tentar uma candidatura em 2018. Sua busca principal é por uma vaga na majoritária, seja para senador ou mesmo para o Governo do Estado. O grande obstáculo nas pretensões pessoais de Fávaro são, por incrível que pareça, sua condição de líder partidário e principalmente sua história muito recente na política. Explica-se: o grupo em que está inserido o PSD muito provavelmente deve permanecer na base do PSDB, de Pedro Taques, mas mesmo que saia o mais provável é que se juntasse a uma terceira via que, muito provavelmente, seria puxada pelo senador, Blairo Maggi (PP), e os descontentes do PSB.

Nos dois cenários, muita gente estaria “na frente” de Fávaro na questão. Por exemplo: imaginando que se efetive o racha no grupo atual que detém o poder no estado e Blairo leve consigo Adílton Sachetti, Mauro Mendes e companhia limitada a uma nova composição. Neste caso, Fávaro estaria claramente, em uma escala de prioridades em relação as vagas em disputa, atrás não só de Blairo, Adílton e Mendes, mas do próprio presidente atual da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho, e até de gente que atualmente não tem mandato, como Neri Geller, que inclusive é da mesma cidade que a sua, Lucas do Rio Verde, além do ex-senador e ex-governador, Jayme Campos.

Já se a escolha fosse permanecer com o PSD ao lado de Taques e contra o possível grupo de Blairo, Fávaro teria que trabalhar habilidosamente para manter até mesmo a vice-governadoria, já que foi alçado lá exatamente pelo grupo do agronegócio que, nesta configuração, estaria em campo adversário. Apesar de Taques defender o nome do deputado federal, Nilson Leitão (PSDB), para a busca do Senado Federal, no ano que vem, dando duas vagas na majoritária ao seu partido, em seu planejamento preferido, certamente o tucano não repetiria isso dando os outros grandes espaços, vice e senado, ao PSD, mesmo que o partido fosse o único a permanecer e não será. O espaço, aliás, seria naturalmente usado como chamariz para conseguir novos partidos no arco de aliança.

Uma outra possibilidade que restaria a Fávaro, na busca pela majoritária, seria levar o PSD à oposição ou mesmo para um novo e “solitário” projeto. Ambas as possibilidades, porém, são inviáveis, até porque certamente significaria o conflito de interesses com tantos outras lideranças existentes no partido, como os deputados estaduais, Gilmar Fabris e Ondonir Bortolini, o “Nininho”, que certamente barrariam a ideia no nascedouro. O que restaria ao vice-governador seria sair do partido e buscar uma nova sigla que lhe desse essa condição, mas do ponto de vista político não faria o menor sentido. Todos seus apoiadores estão dentro do PSD e o atual vice-governador, apesar de ser a personificação de um novo momento do partido, ainda está em crescimento, do ponto de vista pessoal. Em outras palavras, o PSD tem hoje uma força política das mais relevantes no estado, Fávaro ainda não.

Em análise concreta, resta ao vice-governador a chance de disputar a Câmara Federal ou Estadual. No caso da segunda, poderia conflitar interesses internos e o mais provável seria a tentativa de ser um dos oito deputados federais de Mato Grosso, a partir de janeiro de 2019. Isso não significa, porém, que o caminho deve ser fácil. Em sua própria cidade, Fávaro teria que disputar voto, hipoteticamente, com o próprio Geller, enquanto que na região teria como prováveis concorrentes o empresário Roberto Dorner (PSD), que já até anunciou candidatura, Juarez Costa (PMDB) e até mesmo, Nilson Leitão, todos de Sinop, dependendo o cenário, além de outros nomes que já apresentaram intenção de sair candidatos como Dilceu Rossato e Xuxu Dal Molin, ambos de Sorriso. Sem contar, todos que já estão na cadeira e que, a exceção de Ságuas Moraes (PT), devem tentar a reeleição.

Fávaro, de fato, é um dos símbolos do futuro político de Mato Grosso, mas talvez isso não signifique 2018.

Montreal