Campeão sul-americano, Paulinho se diz pronto para chance no profissional
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Campeão sul-americano, Paulinho se diz pronto para chance no profissional

Fonte: Felipe Schmidt
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A vitoriosa
geração 2000 do Brasil tem seu representante do Vasco. O atacante Paulinho
retornou a São Januário na terça-feira, após ser titular na campanha invicta
que rendeu o título sul-americano à seleção sub-17 no Chile. Antes, havia participado
da conquista do torneio sub-15, com time muito parecido. É com este currículo e
esta expectativa que o jovem de 16 anos sonha até com uma oportunidade no time
profissional cruz-maltino (veja lances do garoto no vídeo acima). 

– Com
certeza estou preparado para uma oportunidade. Tenho um projeto no clube, meu
foco agora é no sub-17. Mas estou totalmente preparado se tiver uma chance.
Primeiro penso em jogar no Vasco, fazer meu papel e dar alegria para a torcida –
disse o atacante.

A
princípio, porém, o Vasco vai ter paciência com Paulinho. O atacante terá descanso nesta semana e voltará aos treinos na próxima segunda-feira. Estará no
time sub-17, mas iniciará um processo de transição para o sub-20. O goleiro
Lucão, outro campeão sul-americano, também está inserido neste projeto.

–  A nossa ideia é que eles tenham num primeiro
momento um aproveitamento no juvenil e, ao mesmo tempo, se aproximem do sub-20
e também do profissional. O Lucão já tem treinado constantemente com o
profissional. O Paulinho vai ser avaliado e passará por um processo de
adaptação, mas a utilização dependerá de sua resposta. Acredito que ele será
efetivado a médio ou curto prazo – explicou Álvaro Miranda, diretor geral da
base, ao site oficial do Vasco. 

Paulinho é
tratado com esmero em São Januário. No Sul-Americano, foi titular durante toda
a campanha e marcou dois gols. No Vasco, seu principal contato no time profissional é o volante Douglas, também cria da base e antigo companheiro de sala de aula no colégio do clube.

Confira a entrevista:

GloboEsporte.com:
O que você traz de lição desta conquista do Sul-Americano Sub-17?

Para mim
foi excelente pela forma que começou. Foram 50 dias juntos, o entrosamento foi
melhorando cada vez mais e passando dali para dentro de campo. Isso serviu de
aprendizado e experiência para levar para os nossos clubes. 

Esta é uma
geração que joga junta há um tempo, conquistou também o Sul-Americano Sub-15.
Como é a convivência?

São quase
dois anos jogando juntos. Passamos um tempo longe do outro, mas quando nos
encontramos já sabemos a maneira como cada um joga. Foram 13 jogadores
convocados do último Sul-Americano. O entrosamento mudou para melhor e nos
ajudou a conquistar o título. Acho que foi isso que ajudou: a união. 

O time chegou
a ser comparado às seleções de 1970 e 1982. O que você acha disso? Como é lidar
com esta expectativa?

Prefiro não
me meter muito nesta comparação. Cada um vive sua época. Estou vivendo a minha
ainda, estou crescendo, não virei uma realidade. Mas para a gente é boa (a
expectativa) porque aparece. A gente quer aparecer. Quem não é visto não
é lembrado. Para todos nós é maravilhoso esse momento. Tem uma frase que a
gente sempre fala: o trabalho coletivo gera benefícios individuais. 

Na seleção,
você teve contato com diversos jogadores do Flamengo. Como é a relação com
eles?

Jogo contra
eles desde 2013. Fora de campo todo mundo é amigo. Dentro de campo todos são
inimigos, um quer morder o outro no Vasco x Flamengo. Tenho mais afinidade com
o Lincoln, com o Wesley. A gente se encontra muito na seleção, conversa sobre
os outros clubes, dos confrontos. 

Vocês se
enfrentaram na final do Estadual Sub-17 ano passado (na ocasião, o Flamengo ganhou no agregado por 10 a 1)…

Foi um
fiasco. Nosso time conseguiu chegar na final mas não conseguiu ser competitivo
igual ao Flamengo. Eles me zoaram muito. Demais. Cheguei na seleção e só
falavam disso, do 10 a 1. 

É verdade
que você chegou a atuar de volante antes de virar atacante?

Eu comecei
como atacante. Mas teve um treinador que me botou de volante. De volante fui
para meia e depois fui atacante. Fiquei mais ou menos um ano jogando como
volante. É bom para poder conhecer outras posições. 

Como foi
sua trajetória no Vasco? Como você define seu estilo?

Cheguei com
nove anos no campo. Depois fui para o salão. Jogava futsal no Madureira e campo
no Vasco. Em 2011, meu pai viu que já era hora de pegar o futebol de campo. Eu jogo do meio para a frente, com qualidade e força. Recomponho para marcar. Gosto de ter liberdade para jogar, de fazer flutuação, abrir nos lados do campo. Atuei (no Sul-Americano) aberto pela direita.

Já teve
contato com alguém do profissional do Vasco?

Não, é
muito difícil. Eu tinha mais contato com o Douglas. Joguei com ele no sub-17.
Ele era da minha sala no colégio do Vasco (risos). A gente entrava para fazer
besteira. Juntavam eu, ele e os outros moleques da sala. Só dava m… (risos).