“Campeão de vendas”, Borja promete retribuir apoio da torcida palmeirense
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“Campeão de vendas”, Borja promete retribuir apoio da torcida palmeirense

Fonte: Renato Peters e Tossiro Neto
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O número 12, que Miguel Borja herdou do ex-goleiro e ídolo Marcos, passou a ser nas últimas semanas o mais procurado pelo torcedor do Palmeiras. Cerca de 60% das camisas que saem da rede de lojas oficiais são do atacante colombiano, contratação mais cara da história do clube.

Na primeira entrevista exclusiva desde que chegou ao Brasil, além de brincar sobre as danças do compatriota e colega Yerry Mina, o ex-jogador do Atlético Nacional disse ao Esporte Espetacular estar ainda mais impressionado com o apoio dos torcedores, algo que já o fascinava à distância, quando viu suas redes sociais serem “invadidas” durante as negociações.

O Mina disse que você é duro para dançar. É verdade?É verdade (risos). Eu danço totalmente diferente do que faz o Mina. O Mina dança muito aqui (mexe a cintura). Eu sou mais com as mãos, com as pernas. Um movimento diferente do que faz o Mina. Sou um pouco mais duro do que o Mina. O Mina é um louco (risos).

Já deu para conhecer um pouco a cidade? O Mina te indicou algum lugar?Sou muito tranquilo. Mina me disse que tem que ter muito cuidado, mas que há bons restaurantes, onde se pode comer muito bem. A churrascarias, temos ido muito pouco, senão engordamos (risos). Mas sempre que falo com ele, ele sempre me fala muito bem de São Paulo. Ele fala que há muitas praias lindas no Brasil. Quando tiver possibilidade e tempo, vou com minha família conhecer um pouco mais.

Gosta de comer o quê?Gosto muito de carne, de frango, salada. Coisas saudáveis, que me ajudam como esportista. Quero ser um jogador de nível mundial, uma referência, e me cuido para isso. Trato de fazer o melhor dentro de campo também para chegar a esse nível.

O que tem achado do futebol brasileiro?É um pouco mais rápido. O futebol na Colômbia é um pouco mais técnico, pausado, mais tranquilo, se joga mais com a cabeça do que com velocidade. Aqui tem muito drible, jogadas muito bonitas que apaixonam os torcedores. É impressionante como a torcida apoia o time. Tem sido uma experiência muito bonita. Quando surgiu a possibilidade de vir ao Palmeiras, fiz todo o possível para a transferência, e estou muito feliz de estar aqui.

Durante a negociação, te mandaram muitas mensagens nas redes sociais, né?Estavam me enlouquecendo os torcedores do Palmeiras (risos). Fico muito feliz, agradecido. Foi algo especial o que fizeram. A recepção no aeroporto também foi monstruosa, impressionante. Eles foram lá porque esperam muito de mim, e estou tratando de devolver todo esse apoio em campo, com gols. No Instagram, foram muitas mensagens. Me escreviam todos os dias, a toda hora, e foi algo que influenciou muito também para minha vinda. Eles me queriam muito e, desde que cheguei, senti o apoio. Graças a Deus, fiz meu trabalho no Nacional e, antes mesmo de sair da Colômbia, já sentia respaldo (dos palmeirenses). Agora sinto ainda mais. Espero devolver toda essa confiança e apoio com gols, que é o que quer toda a torcida.

A torcida fez música para você. “Olelê, olalá…”O Borja tá aqui, e o bicho vai pegar (risos)… Estou feliz, é algo abençoado. Sei que esse apoio é porque sabem que da minha parte haverá toda a disposição em campo. Espero que continue todo esse apoio, que se identifiquem cada vez mais. Quando começar de verdade a fazer diferença, com gols, que é o que eu quero… Na Libertadores, ainda não tive oportunidade de marcar, mas o importante é que ganhamos o último jogo, e era fundamental a vitória. Foi também graças à torcida, que continuou nos apoiando. O gol foi 50% da torcida, que apoiou. Quando se quer ser campeão, quando se quer fazer história, tem que se ganhar da forma que se ganhou. Foi uma vitória que vai nos marcar muito. Temos um caminho muito difícil, mas essa vitória era muito necessária para conseguir o que todos querem, que é sair campeão.

A sua camisa é a mais vendida nas lojas. O que pensa disso?Quando cheguei, disse que seria um número abençoado. Estou certo que vou fazer muito história. É muito difícil, mas vou tratar de chegar alto com este número. Estou muito feliz de ter esse número e impressionado com as pessoas que têm me apoiado, que têm comprado a camisa. Isso me motiva muito. Vou me sacrificar para deixar tudo em campo.

Agora tem um clássico contra o Santos. O que esperar desse jogo na Vila Belmiro?Vai ser um jogo difícil, complicado. Mas vamos tratar de ganhar, de conquistar os três pontos. Devemos ter espaços, porque o Santos é mandante e vai propor o jogo.

Como é sua relação com o Copete, do Santos?O Copete é uma grande pessoa. Quando estivemos convocados (pela seleção), passei muito tempo com ele. Recordo que falava muito com ele sobre como era no Brasil, e ele me dizia que eu estava perguntando muito, se eu viria jogar no Brasil (risos). Eu dizia que não sabia. Mas, sim, antes de vir ao Brasil, na partida amistosa que tivemos contra o Brasil, eu lhe perguntei muito sobre como era a vida no Brasil. Foi algo também que ajudou muito.