Campanha contra a gripe H1N1 já vacinou 9.541 pessoas em Várzea Grande
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Campanha contra a gripe H1N1 já vacinou 9.541 pessoas em Várzea Grande

Fonte: Da redação
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Vacinação contra a gripe será neste sábado em todos os postos do estado (Foto: AurélioAlves/Prefeitura de Ferraz)

Iniciada na segunda-feira (23), a campanha de vacinação contra a gripe H1N1 deu prioridade para imunizar somente os grupos prioritários. Em dois dias de Campanha (23 e 24), Várzea Grande aplicou 9.541 doses da vacina, o que corresponde 45% das doses recebidas pelo Ministério da Saúde, para esta primeira fase da campanha de um total de 21 mil  doses a serem aplicadas .

Segundo o secretário municipal de Saúde de Várzea Grande, Diógenes Marcondes, a Campanha no município, está ocorrendo conforme o planejado, onde em dois dias um grande número de pessoas dos grupos prioritários já compareceu aos postos de vacinação. A nossa Meta é vacinar cerca de 60 mil pessoas destes grupos.

“ Devido a alta procura, a secretaria Estadual de Saúde, já garantiu para o município a liberação do segundo lote, de 7 lotes previstos para Várzea Grande. Queremos o quanto antes vacinar todos os várzea-grandenses desses grupos, assim o município forma o bloqueio da doença, com grande número da população vacinada, mesmo antes do término da campanha”, disse o secretário.

As vacinas estão disponíveis em todas as Unidades Básicas de Saúde, das 7hs30 às 10hs30 período matutino e das 13hs30 ate 17hs durante à tarde, de segunda à sexta.  A campanha prossegue até o dia 1º de junho, sendo 12 de maio o dia de mobilização nacional. O ‘Dia D’ de vacinação deve acontecer no segundo sábado de maio.

Os grupos prioritários são – crianças de seis meses a menores de cinco anos de idade (quatro anos, 11 meses e 29 dias), gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), povos indígenas, pessoas acima de 60 anos de idade, trabalhadores de saúde e professores. A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é vacinar 90% da população considerada de risco.

“A estratégia de vacinação tem como objetivo minimizar a ocorrência da doença, as internações e óbitos atribuídos ao vírus Influenza nos grupos mais vulneráveis, ou seja, que têm maior risco de evoluir com complicações”, disse Diógenes Marcondes.

Em Várzea Grande de acordo com a coordenadoria de Vigilância em Saúde não  houve casos confirmados de Influenza em 2018. No entanto, desde o início deste ano até a data do dia 24 de abril, foram notificados 18 casos com suspeita de gripe influenza H1N1, dos quais 5 foram a óbito.Dos óbitos, dois não confirmaram a doença após os exames laboratoriais e três estão em procedimento de investigação. Totalizando 16 casos sob investigação aguardando resultado de exames. Três pacientes ainda permanecem internados.

De acordo ainda com o titular da Pasta, a secretaria municipal de Saúde passa a divulgar boletim epidemiológico da influenza H1N1 todas as quartas-feiras  de cada semana, dando transparência as ocorrências dos casos além dos alertas.

A vacina contra gripe é segura e salva vidas. Estudos do Ministério da Saúde, demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias, de 39% a 75% a mortalidade global e em, aproximadamente, 50% nas doenças relacionadas à influenza. Os idosos estão mais propícios a sofrer complicações pela doença e a vacinação ajuda a reduzir o número de hospitalizações.

É muito importante que as gestantes procurem um posto de vacinação para se proteger contra a gripe. De acordo com o secretário Diógenes Marcondes, a vacina é segura e tem efeito protetor enorme tanto para a mãe quanto para a criança. “Protege a mãe, porque na gravidez, pela sua condição de gestante, ela tem uma baixa imunidade, então ela está mais propensa a adquirir a gripe. Quando a mãe toma a vacina, ela passa anticorpos para o seu filho, ainda na barriga, e a criança vai nascer já com uma imunidade que nós chamamos de passiva, que vai da mãe para o filho”, explica o secretário.

A vacina protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no último ano no Hemisfério Sul, de acordo com determinação da OMS, (A/H1N1; A/H3N2 e influenza B).