Brustolin diz que uma decisão sobre dívida dolarizada poderia torná-lo o pior...
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Brustolin diz que uma decisão sobre dívida dolarizada poderia torná-lo o pior secretário que o Estado já teve

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Foto: Internet

O secretário estadual de Fazenda (Sefaz), Paulo Brustolin, afirma que o momento agora é de ter cautela em ralação a renegociação da dívida dolarizada, que representa 24% do débito total de R$ 7 bilhões que o Estado possui com a União. O valor hoje é R$ 1,7 bilhão. “Hoje temos um momento muito difícil. Por que tem taxas de juros subindo e o dólar oscilando para cima”, afirma o gestor em visita à sede do site.

Conforme dados da Sefaz, o Estado ainda precisa pagar 426 milhões de dólares. De março de 2013, ainda na gestão Silval Barbosa (PMDB) que encabeçou a renegociação da dívida, até setembro de 2015 o Estado desembolsou 123,4 milhões de dólares, o equivalente a R$ 351,2 milhões. Este valor inclui juros e a amortização real da dívida (pagamento do débito contraído). A dívida concreta paga foi 52,9 milhões de dólares. Entretanto, o Estado desembolsou 123,4 milhões de dólares, sendo que cerca de 64 milhões de dólares se referem aos juros bancários.

Brustolin declara ainda que se ao longo do tempo o governo federal fizer a Reforma Fiscal, para gastar menos do que arrecada, a renegociação poderá ser favorável. “Hoje se quisermos mudar isso, você tem dois caminhos. Se eu mudar e o dólar cair, eu serei o pior secretário de Fazenda que Mato Grosso já teve. Se eu mudar e pagar mais, também”, ressalta o secretário referindo-se a renegociação.

Além do cenário desfavorável, o secretário aponta ainda que qualquer renegociação é preciso do aval da secretaria do Tesouro Nacional (STN), conforme a legislação que rege o país. “O que engessa todas as administrações estaduais. E o controle fica no governo federal. Por isso que eu tenho dito que o governo estadual é vítima da má-gestão do governo federal”, sustenta.

O governo, inclusive, tem que pagar ao Bank of America a 5ª parcela da dívida dolarizada, que deve chegar a R$ 132,7 milhões, conforme a cotação da última sexta (5) com o dólar a R$ 3,89. “Realmente o mês de março será muito difícil para o Estado. Apesar da queda nesses últimos dias, o dólar está perto de R$ 4. Mas nós vamos ter que fazer esse enfrentamento”, garante.

Moratória

O governador Pedro Taques (PSDB) defende que o governo federal assume a dívida dos Estados com a União por três anos. A dívida total, contraída na Ditadura Militar, chega a R$ 500 bilhões. Só Mato Grosso deve R$ 5 bilhões. O intuito é fazer com o recurso que deveria ser repassado, sejam investidos para gerar emprego e renda. Isso amenizaria os efeitos da crise.

Conforme o secretário Brustolin, apenas este ano o Governo estadual deve pagar em dívida R$ 1,2 bilhão. “Essa é a amortização que o Estado irá fazer mais juros que saíra do caixa”, afirma.

 

Fonte: RDNews

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