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Brasil tem pior resultado do PIB no 3º tri entre 40 países, aponta ranking

Fonte: Do G1, em São Paulo
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O Brasil segue na lanterna mundial em ranking da agência de classificação de risco brasileira Austin Rating que compara o PIB (Produto Interno Bruto) dos principais países do mundo. A lista contempla 40 países que representam 83% do PIB mundial.

O PIB brasileiro caiu 0,8% no 3º trimestre em comparação com os três meses anteriores (queda de 3,3% em termos anualizados) e tombou 2,9% na comparação contra o terceiro trimestre de 2015. O Brasil registrou queda do PIB pela 7ª vez consecutiva na comparação contra o trimestre imediatamente anterior e pela 10º vez seguida na comparação contra o mesmo período do ano anterior.

O ranking compara o desempenho do PIB em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e reúne os países que já publicaram seus resultados até o momento.

O Brasil, que também ficou na lanterna no 1º e 2º trimestre, novamente foi superado pelo desempenho de economias como Grécia, Ucrânia e Rússia, que em edições anteriores estavam com desempenhos piores. Veja tabela abaixo

 

Segundo o ranking, a Índia foi o país que registrou o melhor desempenho econômico no 3º trimestre (alta de 7,3%), seguida por Filipinas (7,1%), China (6,7%) e Indonésia (6,7%).

O crescimento médio dos 39 países no período entre julho e setembro ficou em 2,1%. Já o dos Brics foi de 1,1%.

Leia também: Índia é destaque entre Brics, com crise no Brasil e desaceleração da China

Perspectivas
A Austin Rating revisou para baixo sua projeção de retração do PIB brasileiro em 2016, de retração de 3,1% para recuo de 3,5%. Já para 2017, contrariando a tendência do mercado de um PIB abaixo de 1%, a agência revisou de 1,1% para 1,3%.

“A revisão para cima do PIB de 2017 recai sobre a perspectiva de melhora vigorosa dos fatores de produção a partir do segundo semestre de 2017, com destaque aos investimentos privados, bem como pela retomada do mercado de crédito com estímulo da queda da taxa de juros e início de recuperação do mercado de trabalho, além do efeito estatístico da base de comparação menor”, afirmou a Austin.

“A concretização de um cenário econômico brasileiro melhor em 2017 depende, em parte, das alterações que a economia global sofrerá a partir da mudança de política econômica nos Estados Unidos, que deve elevar a taxa de juros neste final de 2016 e que, por sua vez, altera a relação de preços dos ativos financeiros globais (moedas, ações, títulos soberanos, commodities, etc.), bem como o “efeito Trump” sobre as relações internacionais de comércio exterior”, acrescentou.

Montreal