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Botelho diz que decisão de manter Taques no cargo é política e que MT não pode ter 3 governadores

Fonte: Da Redação com O Livre.
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(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

O presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (DEM), alegou falta de interesse político ao arquivar o pedido de afastamento do governador Pedro Taques (PSDB) feito pela deputada Janaina Riva (MDB). Na avaliação do deputado, essa mudança geraria instabilidade na reta final do governo. O governo de Mauro Mendes (DEM) começa em 1º de janeiro de 2019.

“A Procuradoria analisou que existia fundamento legal no pedido, mas que a decisão era política. Então optamos pelo bom senso. Teríamos uma situação com 3 governadores: um governador em exercício, um governador afastado e um governador eleito. Isso geraria problemas na transição”, justificou Botelho.

Botelho arquivou o pedido de Janaina na noite de terça-feira (13). Como Taques não tem vice-governador desde março deste ano, quando Carlos Fávaro (PSD) renunciou ao cargo, Botelho seria o herdeiro da cadeira do tucano em caso de afastamento.

“Eu gostaria muito de ser governador. Quem não gostaria de ser governador? Mas num momento desse, que está em transição, o governo que está aí nem manda mais tanto, porque tudo ele já tem que conversar com o próximo governador. Então não produziria resultado nenhum estar lá. Eu gostaria, sim, de ser governador. Quem sabe um dia”, comentou.

Janaina pediu que Taques fosse afastado por improbidade em função da delação premiada do empresário Alan Malouf, que detalhou suposto caixa 2 na campanha do tucano em 2014 e esquemas que teriam sido criados no governo para que houvesse retorno desse investimento, desmantelados pela Operação Rêmora. Botelho disse que as denúncias continuarão sendo investigadas mesmo com a manutenção de Taques no cargo.

“Não temos tempo para investigar isso. Temos menos de 60 dias para o próximo governo assumir. Optamos por arquivar, que é o mais sensato para o momento”, disse Botelho. “São denúncias importantes, são relevantes, e vão continuar sedo investigadas pelo Ministério Público e talvez até pela Assembleia. Mas não vejo resultado eficaz em afastar o governador nesse momento”, afirmou.