Bolsonaro teme ser executado diante do que criou para si
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Bolsonaro teme ser executado diante do que criou para si

Fonte: Da Redação NMT
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Foto - Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

No melhor estilo ‘Apóstolo Valdemiro Santiago’, o pré-candidato a presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), tem dito para jornalistas e aliados que está sendo ‘perseguido’ e que teme por sua vida. Alvo de ameaças de internautas, cusparadas em seu carro e de um ovo quebrado em seu paletó, o capitão da reserva remunerada do Exército Brasileiro tem restringido até idas na padaria, segundo uma publicação da Revista Veja, desta semana.

Para todos lugares que vai, por motivos de força maior, Bolsonaro não tem se separado de uma pistola automática, sempre carregada e pronta ao consumo. Um vídeo disparando contra um assaltante talvez levaria a loucura seus seguidores voluntários apaixonados, mas certamente agregaria a si a figura do “medo” e este estigma o postulante a presidente tem passado longe, até porque também o deixa longe do eleitor que ainda não definiu o que fazer.

Líder nas pesquisas no cenário sem Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que deve ser o ambiente real das disputas eleitorais, por mais que o PT ainda sonhe com a possibilidade, Bolsonaro enxerga a chance iminente de ser assassinado. Ele já tem um capitão reformado das Forças Especiais do Exército ao seu lado dia e noite e durante a campanha quer o reforço de agentes da Polícia Federal, coisa que seu filho, Eduardo Bolsonaro, inclusive, é.

A intranquilidade que vive Bolsonaro pode ser entendida, direta e indiretamente, como um mal que ele ajudou, em majoritária parcela, a criar contra si mesmo. A postura extremista, utilizando-se do deboche desrespeitoso, encorpa discursos que criam a adoração da parte de alguns, mas a mesma ou igual medida de ódio da parte de outros e Jair sabe disso. Tudo que agora vive Bolsonaro é uma colheita e talvez já seja um pouco tarde para pensar em plantio.

Concretizando-se a vitória do pré-candidato nas urnas, o Brasil ganharia o ingrediente que falta para a rachadura social completa, o anúncio de uma guerra ideológica no pior sentido do termo. Hoje, todos rejeitam Michel Temer (MDB), desde direita, esquerda e a grande massa. Com Bolsonaro, uma considerável parcela de pessoas iriam odiar seu presidente, o que é muito mais forte que rejeitar, enquanto metade iria amá-lo cegamente.

Essa é a mistura mais explosiva que um país pode experimentar…