Bolsonaro passa de 68% em Rondonópolis e reduz discurso da esquerda local
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Bolsonaro passa de 68% em Rondonópolis e reduz discurso da esquerda local

Fonte: Da Redação NMT
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Percival gravou até vídeo apoiando PT, Pátio reiteradamente defende legado de Lula e Wellington vem acumulando alianças não só com PT, mas até alas mais extremas da ideologia como o PCdoB. Os três podem ter problemas para alcançar sucesso também nas eleições municipais de 2020 em Mato Grosso. Foto - Montagem NMT com OD

Dos três maiores colégios eleitorais de Mato Grosso – Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis – a cidade do interior e terceira mais populosa do estado foi a que teve o maior percentual de apoio nas urnas para o capitão da reserva do Exército e presidente eleito no último domingo (28), Jair Bolsonaro (PSL). Em votos válidos, Bolsonaro teve 68,66% da preferência rondonopolitana no segundo turno, dois pontos percentuais a mais que a média estadual que entregou 66,42% da preferência ao político do PSL. Em Cuiabá, o número foi de 66,94% de apoio ao social-liberal, enquanto que em Várzea Grande o PT do adversário, Fernando Haddad (PT), conseguiu um pouco mais de espaço, deixando Bolsonaro com 61,95% do total votante.

A situação acaba por reforçar ainda mais, em Rondonópolis, o discurso conversador e mostra que a população está tendendo a virar o nariz para a fala esquerdista, ou que tenha sinais deste viés ideológico. Lideranças locais como o ex-prefeito, Percival Muniz (PDT), o atual senador, Wellington Fagundes (PR), recém derrotado na disputa do governo, e até o atual prefeito da cidade, Zé Carlos do Pátio (SDD), que optou, por sua vez, não fazer campanha declarada como os dois primeiros para o PT, não conseguiram influenciar nem mesmo o eleitorado que tradicionalmente possuem na cidade. Aliás, teve gente de Pátio, Barba e Fagundes votando junto e em peso.

Em campos distintos, se as bases eleitorais de Percival, Wellington e Pátio, que não são coincidentes, tivessem se juntado em massa por Haddad, o petista teria tido melhor sorte do que os poucos mais de 30% que teve. Os números podem ainda demonstrar, além dos novos rumos das pautas populares da atualidade e que podem influenciar no pleito municipal de daqui a dois anos, que o trio não goza mais de tanta credibilidade política a ponto de ditar o ritmo das urnas. Neste ponto de vista e dependendo do sucesso imediato de Bolsonaro na Presidência, os líderes citados chegam enfraquecidos para o pleito de 2020. Ou então, terão que torcer para o que parece um fenômeno nunca visto tenha sido só uma miragem frente aos olhos do eleitor, que por acaso venha a se convencer que melhor era como estava antes.