“Bolsogate” tem tudo para sacramentar vitória de Maia e Renan no Congresso
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“Bolsogate” tem tudo para sacramentar vitória de Maia e Renan no Congresso

Fonte: Da Redação NMT
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Desgastados junto a opinião pública, Maia e Calheiros recuperaram força com classe política após fatos recentes envolvendo a família Bolsonaro serem divulgados. Foto - (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Logo após a posse do presidente Jair Bolsonaro (PSL), que ocorrerá no primeiro dia de janeiro de 2019, os olhos de quem acompanha as movimentações em Brasília se voltarão para a posse dos novos membros do Congresso Nacional, tanto na Câmara Federal como no Senado, sobretudo para saber quem vencerá a disputa pelo controle das duas pilastras do legislativo nacional. Na primeira e mais numerosa Casa de Leis, é inevitável afirmar que Rodrigo Maia (DEM/RJ), que buscará a reeleição, é o nome mais forte para ficar com o posto. Bem como, embora ainda não foi sequer confirmada sua candidatura, é ingênuo dizer que Renan Calheiros (MDB) não vem e forte para ficar com o comando no parlamento vizinho.

Os dois, porém, como bem se sabe, não vestem discursos e muito menos possuem no agregado de suas imagens qualquer tipo de aura que remeta a transparência e seriedade, aliás, muito pelo contrário. Levando-se em conta que o norte político do momento é exatamente esse volume alto da moralidade, inegavelmente os dois vinham sendo sangrados pelas redes sociais e outras forças, pressionando, sobretudo novos eleitos, a negarem seus nomes em forma de votos. A grande força por traz de tudo isso, mesmo que não se movesse pessoalmente neste sentido, era o ambiente criado por Jair Bolsonaro (PSL) e seus filhos com seus discursos.

Ocorre que no episódio recentemente descoberto, quanto a uma possível movimentação ilícita de dinheiro a partir do gabinete de um dos filhos do novo presidente, a coisa mudou e muito. Enquanto não ficar tudo muito bem detalhada a origem do R$ 1,2 milhão movimentado, de janeiro de 2016 a janeiro de 2017, numa conta de um ex-motorista de Flávio Bolsonaro, deputado estadual pelo Rio de Janeiro, o potencial de influenciar votos nas eleições das presidências legislativas, por parte do clã Bolsonaro, ficará diminuído.  Mesmo tendo feito, por exemplo, a segunda bancada da Câmara, a matemática pode até mesmo levar os Bolsonaros a “soltarem” seus deputados, diante de uma possível vitória de Maia, que outros dizem até que tem o apoio velado de Jair.

Renan, por sua vez, sentindo a “boa fase” após o surgimento do que está sendo conhecido por “Bolsogate”, tem telefonado para diversos senadores na busca de apoio e tem evoluído no propósito. No fim das contas, nem Flávio, talvez nem o ex-motorista e muito menos o próprio Jair Bolsonaro – que teve de explicar porque a mulher, Michelle Bolsonaro, recebeu um cheque de R$ 24 mil da famigerada conta bancária – devem sofrer graves consequências jurídicas sobre o fato, mesmo com todas as evidências. O fôlego necessário chegará pelo princípio comparativo da razoabilidade, bem como na proteção pelos cargos que possuem e possuirão . Mas se no mundo dos tribunais as notícias que atualmente tomam os tribunais não terão grandes consequências, o mesmo não pode-se dizer do ambiente política.

A distância que existia de Bolsonaro e seus filhos dos homens mais desgastados da política nacional, já não é tão colossal assim, mesmo em tão pouco tempo e antes mesmo de assumir o poder. Com o tempo, deve diminuir ainda mais…