Biólogos e agricultores trabalham para preservar o papagaio-charão
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Biólogos e agricultores trabalham para preservar o papagaio-charão

Fonte: Muitos Capões, RS
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A araucária é árvore típica do sul do país, conhecida pela sua beleza e pela sua semente saborosa, o pinhão. Mas ela também é decisiva na luta pela preservação de uma espécie de papagaio ameaçada de extinção.

Quando o dia vai chegando ao fim na serra catarinense, é hora do show. As aves proporcionam uma das mais belas exibições da vida silvestre no Brasil. A visão da revoada do papagaio-charão mexeu com os biólogos Jaime Gonzales e Nêmora Prestes. Para o casal foi paixão à primeira vista e em alto e bom som.

“Esta emoção começou há 25 anos, quando nós vimos bandos de 200 a 300 papagaios. Essa emoção aumenta muito vendo hoje milhares de papagaios voando pelo céu do Brasil. É muito bacana”, diz Gonzales.
No passado, o amazona petrei, nome científico do papagaio-charão, vivia no Rio Grande do Sul e em algumas partes da Argentina e do Paraguai. Mas seu habitat foi tão destruído que agora ele só é encontrado em alguns locais do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Hoje, a ave está na lista das espécies ameaçadas de extinção.
A marca registrada do charão é a máscara vermelha na testa, em volta dos olhos e na parte de cima das asas. É o menor de todos entre as 12 espécies de papagaios do Brasil. Tem o tamanho de uma régua escolar, com cerca de 30 centímetros, e pesa só 300 gramas. Mas a criatura faz muito barulho.

O bicho também é resistente. É o que voa as maiores distâncias atrás de comida. O cardápio variado tem cerca de 80 tipos de frutas, sementes e flores de plantas nativas do Rio Grande do Sul. Mas a o alimento preferido deste papagaio é o pinhão.

Uma curiosidade sobre o charão: ele é um bicho fiel. O casal fica junto para vida toda. E, pelo que se sabe, a ave pode passar dos 40 anos.

Veja no vídeo a reportagem compelta que mostra o resultado desse projeto de preservação.