Bezerra frusta planos de Percival e Fulô
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Bezerra frusta planos de Percival e Fulô

Fulô e Percival queriam uma dobradinha, Bezerra retrucou que só se for a de boi

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Já estava tudo arquitetadinho pelo “estrategista” Percival Muniz. Ele seduziria Lourisvaldo Manoel de Oliveira, o Fulô (PMDB), com a vaga de vice e com isso conseguiria o que seu coração tanto quer e o que lhe parece fundamental como o ar, o apoio da maior bancada de vereadores de Rondonópolis para seu projeto de reeleição. Acontece que Percival só esqueceu de falar com Carlos Bezerra e os outros vereadores, sobre isso.

Alguns parlamentares do partido se sentiram “patrolados” por Fulô, que está doido para voar mais alto e deixar de fazer história como alguém que pode ficar quase 30 anos como vereador, para ir à grande casa azul da bola vermelha. A intervenção telefônica ocorreu e a visita de Bezerra, que chegou a ser anunciada por Percival aos quatro ventos, com tom de quem bateria o martelo, acabou não ocorrendo. A fala de Bezerra foi qualquer coisa assim: “Os meninos não querem”, para justificar a não vinda para Rondonópolis para uma reunião, armada por Fulô e Percival, que ocorreria no último fim de semana.

Os quatro vereadores, no entanto, não são a única pedra no sapato de Percival. Tem uma outra e diga-se de passagem “que pedra”. Trata-se do senador Blairo Maggi (PMDB), que recentemente chegou ao partido, mas já fala com força de quem tem poder de decisão. Para Maggi, Adilton Sachetti (PSB) e outros aliados já conhecidos de longa data, não é cogitada a ideia de apoiar Percival Muniz e o PMDB tem que rumar outros caminhos. A estratégia que o atual prefeito tentava implantar, desde o meio do ano passado, num discurso de que não haveria candidato, ou seja, ele seria o melhor nome, não “colou”.

Os tucanos já voaram, os meninos de vermelho disseram que não querem mais brincar e o Xingú parece o destino mais viável, a partir de janeiro de 2017, para Percival, que vê até os nanicos indo se esconderem nas asas de Zé do Pátio (SD). Ter que desmarcar a reunião do fim de semana foi um duro golpe para o prefeito barbudo. A ironia para o experiente político, que faz um mandato extremamente contestado, é a de poder ter visto o início e o fim de sua longa vida pública sendo sacramentada pelas mesmas mãos, aliás, as poderosas mãos, de Carlos Bezerra

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