Bebê recém-nascido morre à espera de vaga em UTI neonatal
Adventista



Bebê recém-nascido morre à espera de vaga em UTI neonatal

Fonte: G1
SHARE
Foto: Reprodução.

m bebê recém-nascido morreu no Hospital Regional de Peixoto de Azevedo, a 692 km de Cuiabá, à espera de uma vaga em uma Unidade de Terapia Intesiva (UTI) neonatal no estado. Ele nasceu na segunda-feira (26) e morreu nessa quarta-feira (28). A Secretaria Estadual de Saúde (SES) disse ter tomando as providências necessárias para a transferência do bebê.

A família da criança mora em Guarantã do Norte, a 721 km de Cuiabá, onde ele nasceu. Mas depois foi transferido para a unidade em Peixoto de Azevedo.

O bebê apresentava dificuldades respiratórias e precisa urgentemente de um leito de UTI Neonatal.

Sem leito de UTI na cidade, a família buscou ajuda no Ministério Público Estadual (MPE). O promotor de Justiça, Marcelo Montovani Beato, pediu e a Justiça concedeu uma liminar na Justiça, obrigando o estado disponibilizar uma vaga para o bebê, mas a decisão não foi cumprida.

O promotor de Justiça disse que o que foi informado pela equipe do hospital é que não tinha nenhuma vaga de uti neonatal disponível no estado. Além disso, em um comunicado à Procuradoria Especializada em Defesa da Criança e do Adolescente, Marcelo Montavani, relata que o Hospital Regional de Peixoto de Azevedo não tinha um ventilador automatizado.

Por causa disso, a ventilização da criança, quando estava entubada, estava sendo feita manualmente pela equipe médica.

Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) alegou ter tomado as providências necessárias para a transferência do bebê.

“O médico regulador do SUS pediu uma vaga de UTI neonatal nos hospitais da região, porém não havia vaga, tentou-se uma vaga em Tangará da Serra, mas o hospital também não tinha vaga. A UTI aérea foi acionada para fazer a transferência assim que fosse possível obter uma vaga. Infelizmente o quadro respiratório se agravou e o recém-nascido faleceu na quarta-feira”, diz trecho da nota.

O órgão reconheceu que existe um gargalo de oferta de leitos de UTI, principalmente UTI infantil e mais ainda neonatal. Mas alegou que o governo aumentou o financiamento de mais 200 leitos de UTI, além dos cerca de 550 leitos já custeados com financiamento do governo.