Bebê de dois meses morre após sufocar com cinto de segurança de...
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Bebê de dois meses morre após sufocar com cinto de segurança de carrinho

Fonte: G1
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Bebê foi encaminhada ao Hospital Regional de Sinop, mas morreu horas depois (Foto: Ademir Júnior/Assecom Sinop)

Uma bebê de dois meses morreu em Sinop, a 503 km de Cuiabá, após escorregar no carrinho em que estava e ficar presa, na região do pescoço, pelo cinto de segurança. O acidente ocorreu no domingo (18) e a bebê, Alice Vitória Viana da Silva, foi enterrada nesta segunda-feira (19) no Cemitério Municipal.

Alice chegou a ser socorrida, reanimada e encaminhada ao Hospital Regional de Sinop, mas morreu 6 horas depois. Em nota, a direção do hospital informou que a bebê teve duas paradas cardíacas, não resistindo à segunda tentativa de reanimação por parte da equipe médica.

De acordo com a família, o acidente ocorreu quando Alice estava no carrinho em um quarto, na companhia de duas irmãs, também crianças.

A mãe relatou que estava na cozinha no momento e que, quando viu o que estava acontecendo, tirou a filha imediatamente do carrinho e chamou o Corpo de Bombeiros, que chegaram à casa poucos minutos depois. De acordo com os bombeiros, a menina foi reanimada e encaminhada com vida para o Hospital Regional.

Segundo o hospital, a bebê deu entrada no pronto-socorro com parada cardiorrespiratória por asfixia e os sinais vitais dela foram retomados após manobras de reanimação por 20 minutos por parte da equipe médica.

A bebê, então, foi colocada em um leito comum de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) porque o hospital não tem UTI pediátrica. Porém, a menina teve uma nova parada cardíaca e não resistiu à nova reanimação.

Sobre a ausência de UTI pediátrica no hospital regional de Sinop, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) afirmou, por meio de nota, que as únicas UTIs pediátricas disponíveis na região estão em Lucas do Rio Verde, a 360 km da capital, mas estavam ocupadas.

“Nesse caso, foi acionada a Regulação de Urgência e Emergência em Cuiabá a qual verificou que, no momento, não havia vaga de UTI pediátrica na rede estadual. Mais tarde, quando a regulação entrou em contato para atualizar o quadro da criança, foi informada que havia ocorrido o óbito”, afirmou a pasta.