Avanços da Cultura em Rondonópolis
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Avanços da Cultura em Rondonópolis

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Nos últimos tempos, Rondonópolis teve vários avanços consideráveis no campo da cultura e da gestão cultural. Nós, artistas, estamos contentes com a chegada de uma secretaria com autonomia de gerir os problemas da cultura e encontrar possíveis soluções. Com a chegada das políticas públicas engendradas pelo MINC – Ministério da Cultura – na gestão do então ministro Gilberto Gil, culminou com um clamor ingente antigo da categoria e, o atual prefeito, o Sr: Percival dos Santos Muniz, não mediu esforços para regulamentar todo o processo em benefício dos artistas. Criando uma secretaria de cultura com todos os mecanismos exigidos pelo MINC. Deu voz e vez para a cultura local deixar de ser a prima-pobre dos organismos públicos.

Mas, toda essa inovação no terreno da cultura implica num trabalho arduamente coletivo através da gestão pública e as respectivas categorias na construção desse novo capítulo a ser escrito. Porque as políticas públicas são conjuntos de programas, ações, mecanismos e atividades desenvolvidas pelo Estado diretamente ou indiretamente, com a participação de entes públicos ou privados, que visam assegurar determinado direito de cidadania, de forma difusa ou para determinado seguimento social, cultural, étnico ou econômico. Não só de responsabilidade do Estado, mas da sociedade civil. Porque, público não é estatal. O estado não tem o monopólio do que é público, o estado é um ente público, mas não é o único. É a sociedade civil que faz as políticas públicas junto às câmaras e Conselhos de Cultura. A sociedade civil é quem conhece suas reais necessidades e é benemérita dessas ações. Na realidade a cultura tem que ser pensada e repensada como um conjunto de várias ações que convergem no sentido de objetivos comuns.

As políticas públicas têm como missão precípua criar canais de expressão, colocar os oprimidos na história e possibilitar aqueles artistas que nunca puderam se expressar culturalmente figurar no cenário atual, que de uma forma ou de outra estão excluídos do processo por não conhecerem de leis ou por preguiça participativa. Uma preocupação que parece desimportante, mas não é, é o legado que a cultura herdou dá falta de público nos eventos que são realizados. Sabe-se por meio de dados do IBGE e IPEA que 90% da população não acessa bens culturais, aí entra em cena o trabalho de formiguinhas, que secretarias e seguimentos têm na sedução desse novo público de voltar a freqüentar e consumir cultura. A grande missão é desbravar caminhos, uma verdadeira “Busca Ativa” desses espectadores que escaparam por entre os dedos na trajetória do tempo. Esses descaminhos não começaram ontem e nem vão findar amanhã.

Pois, tivemos uma migração abrupta do rural pro urbano nas últimas décadas. As cidades incharam e cresceram sem nem um planejamento, sem se preparar pro depois e com isso ganhamos indivíduos e tecnologias de todas as origens culturais, com isso perdemos muito dos costumes e das memórias. Nosso povo não tem cultura de memória, afora que tudo passa numa velocidade estonteante, muito mais ainda com o advento das multimídias que estão ao acesso de um click. Nesse novo momento é hora de dissiparmos de antigos pensamentos retrógados e autárcicos de auto-suficiência, será preciso criar arcos de alianças com todas as fontes das três esferas de governo para darmos sustentabilidade ao que foi criado, porque, somente os recursos das prefeituras são ínfimos para a demanda da cultura que é imensa.

Temos que pensar em buscar emendas na União e no Estado para que possamos manter as atividades que já são pontuais e deixaram de existir em nossa cidade por falta de recursos, a exemplo do monumental Carnaval Popular de Rondonópolis, Festas de Reis, Festas Juninas, etc. Sem mencionar que temos uma representatividade robusta no congresso nacional que muito pode nos auxiliar nesse momento sendo parceiros da cultura. Temos o novel Senador Blairo Maggi do PR/MT, bem como o também jovem senador José Medeiros do PPS / MT, e o veterano sempre parceiro senador Wellington Fagundes do PR/MT na câmara temos o neófito deputado Federal Adilton Sachetti do PSB/MT. Se tivermos o apoio de todas essas forças citadas reunidas em benefício de um bem comum, trazendo-nos emendas parlamentares, Rondonópolis respirará mais aliviado culturalmente.

*Max Ferraz é músico e presidente do conselho municipal de política cultural em Rondonópolis.

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