“Atrapalha a eleição”, diz Guilherme Maluf sobre prisão preventiva de Paulo Taques.
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“Atrapalha a eleição”, diz Guilherme Maluf sobre prisão preventiva de Paulo Taques.

Fonte: olhardireto
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A tranquilidade que tem sido vista nas declarações de membros do Governo do Estado, até mesmo do governador Pedro Taques (PSDB), com relação aos efeitos que a prisão do ex-secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, poderá causar nos planos de reeleição da gestão tucana, não é a mesma apresentada pelo deputado Guilherme Maluf (PSDB). Para ele, é “natural” que o episódio respingue nas próximas eleições.

“Atrapalha a eleição de toda forma, ne? Toda denúncia vai ser colocada diante do processo eleitoral, é natural que isso [a prisão] seja colocado também. Assim como as defesas vão ser colocadas e a sociedade vai julgar”, avaliou o deputado, em conversa com jornalistas durante a Caravana da Transformação, em que o parlamentar acompanhou a comitiva do governador.

O advogado Paulo Zamar Taques foi preso preventivamente na última sexta-feira (04), pela Polícia Judiciária Civil, suspeito de participação no esquema de grampos ilegais praticados por um núcleo da Polícia Militar de Mato Grosso.

Guilherme Maluf, embora tenha demonstrado preocupação com a repercussão da prisão do ex-secretário, fez questão de ressaltar que o desembargador Orlando Perri de Almeida, que determinou a prisão de Paulo Taques, destacou em sua decisão que o governador não tinha conhecimento do referido esquema.

“O desembargador, pelo que eu vi na imprensa, disse que não tem nenhum tipo de indício de que o governador saiba do processo. Então, isso acaba demonstrando que o governador não tem envolvimento”, frisou.

Paulo Taques deixou o cargo de chefe da Casa Civil em 11 de maio de 2017, quando já se ventilava a informação de que o programa Fantástico, da Rede Globo, estava em Cuiabá para fazer uma matéria, que veio a ser publicada três dias depois, sobre o esquema de interceptações telefônicas. O advogado sempre afirmou que já havia pedido para sair do Governo e que a proximidade das datas era mera coincidência.

Montreal