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Associação diz que corregedor e diretor da PM não vazaram informações sobre operação

Coronel Alexandre Côrrea Mendes e tenente-coronel Victor Paulo Fortes Pereira foram presos administrativamente. De acordo com o governo, eles vazaram informações de operação sobre grampos clandestinos.

Fonte: G1 MT
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Coronel Evandro Alexandre Lesco, chefe da Casa MIlitar, foi preso na sexta-feira (23) por suposto envolvimento em esquema de grampos clandestinos (Foto: Gcom-MT)

A Associação dos Oficiais da Polícia e Bombeiro Militar de Mato Grosso (Assof-MT) afirmou que o corregedor-geral e o diretor de Inteligência da Polícia Militar, coronel Alexandre Côrrea Mendes e o tenente-coronel Victor Paulo Fortes Pereira, respectivamente, não vazaram informação sobre uma operação que seria deflagrada e poderia resultar em prisões de servidores da Casa Militar supostamente envolvidos no esquema de grampos clandestinos montado no Núcleo de Inteligência da PM, denunciado em maio deste ano.

Mendes e Fortes foram presos administrativamente na sexta-feira (23) suspeitos do vazamento e, supostamente, avisar aos três secretários que eles seriam presos.

De acordo com o presidente da Assof-MT, tenente-coronel Wanderson Nunes de Siqueira, os policiais relataram que não divulgaram informações sobre a operação e estavam na Casa Militar, onde supostamente teria ocorrido o vazamento, para uma reunião.

“Eles garantem que não houve vazamento de informações por parte deles. As prisões foram desnecessárias e o que foi dito não é verdade. Entendemos que os dois estão sendo utilizados de alguma forma pelo governo”, declarou.

O corregedor e o diretor foram presos depois de um ofício encaminhado pelo governador do estado, Pedro Taques (PSDB), ao presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador Rui Ramos. No documento, Taques afirma que os policiais cometeram, em tese, quebra de sigilo de informações e pedia que desembargador tomasse as providências que achasse cabíveis.

A operação, de fato, ocorreu. Foram presos preventivamente o secretário-chefe e o secretário-adjunto da Casa Militar, coronéis Evandro Lesco e Ronelson Barros, o comandante do 4º Batalhão da PM em Várzea Grande, região metropolitana da capital, tenente-coronel Januário Antônio Edwiges Batista, e o cabo Euclides Luiz Torezan, que estava cedido ao Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).

Os quatro presos na operação passaram por audiências de custódia no Fórum da capital, ainda ontem, onde foram ouvidos pelo juiz Marcos Faleiros. As prisões foram mantidas. Já o corregedor da PM e o diretor de Inteligência não passam por audiência de custódia e devem permanecer detidos em quarteis distintos por 30 dias, prazo que pode ser prorrogado por mais 20 dias.

Pelo Código Militar eles podem ficar presos pelo prazo de 30 dias, prorrogáveis por mais 20. A locação deles fica a critério da PM, o que podemos afirmar é que estarão em quarteis distintos. A locação de cada um fica a critério da Polícia Militar e não foi informado, até o momento.

Central clandestina

Em depoimento à Corregedoria da PM, a sargento da Polícia Mlitar Andrea Pereira de Moura Cardoso, confirmou a existência de uma central de interceptações fora do Comando Geral da PM e disse ter executado o serviço para cumprir ordens dos seus superiores e citou os nomes dos coronéis Zaqueu Barbosa, ex-comandante da PM, e Airton Siqueira, atual secretário estadual de Justiça e Direitos Humanos.

No início, as escutas eram feitas em um apartamento no Centro de Cuiabá, nas proximidades do Museu da Caixa D’Água Velha. O local tinha dois quartos que eram usados pelos PMs para os trabalhos. No cômodo em que Andrea ficava havia dois computadores, fones de ouvido e um aparelho que parecia ser uma CPU grande, segundo a policial. No outro quarto, com armários e cerca de 15 aparelhos celulares ligados a um computador, quem ficava era o cabo Gerson Ferreira, que também está preso há um mês.

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