Assassinos de dentista são condenados a mais de 105 anos de prisão
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Assassinos de dentista são condenados a mais de 105 anos de prisão

Fonte: Da Redação com G1
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Dentista Josilei da Silva Gaspar, de 37 anos, foi sequestrado e morto em Juara — Foto: Facebook/Reprodução

O juiz Pedro Flory Diniz Nogueira, da Terceira Vara Criminal, condenou quatro acusados pelo sequestro e assassinato do dentista Josilei da Silva Gaspar, de 37 anos, a mais de 105 anos de prisão se somadas as penas. A decisão foi proferida na última quinta-feira (11).

Josilei foi sequestrado e morto em setembro de 2017 em Juara, a 690 km de Cuiabá.

O dentista foi levado junto com a caminhonete dele, que foi roubada pelos criminosos. Segundo a Polícia Civil, o dentista foi encontrado deitado no chão, com as mãos e pernas amarradas. Inicialmente foram encontradas duas marcas de tiro: uma na nuca da vítima e outra nas costas.

Consta no processo que no dia do crime, foram usadas duas motocicletas. Uma delas era pilotada por Renato Nascimento de Oliveira, com Cleber Ferreira Nogueira. A outra era conduzida por Fábio Almeida dos Santos, com Raul Cezar de Oliveira Conradi na garupa.

Na casa de Josilei, os quatro renderam a vítima, que foi colocada dentro da própria caminhonete.

Conforme confessou Raul Cezar, o veículo seria levado para Cáceres, a 280 km de Cuiabá, e entregue a um receptador em troca de armas e drogas.

Segundo as provas do processo, em um primeiro momento, a vítima seria deixada em uma região de mata próxima à Juara. Contudo, Raul, Fábio e Cleber resolveram matar o dentista e, para tanto, amarraram suas mãos e pés, a deixaram de joelhos, e efetuaram dois disparos de arma de fogo que foram a causa da morte.

“O plano inicial era deixar Josilei amarrado em meio ao mato até que chegassem a Cáceres, porém, nesse meio tempo o Fábio comentou ter visto a vítima movimentando os dedos como se estivesse contando quantas pessoas estava praticando o delito e que tal fato lhes causou medo, razão pela qual, em comum acordo, decidiram executá-lo. Relatou que tentou atirar na vítima, mas a arma falhou duas vezes, motivo pelo qual o Cleber tomou a iniciativa, disparando dois tiros, sendo que posteriormente Fábio fez dois disparos na terra. Asseverou que os três atiraram porque estavam no mesmo barco e “cairiam” juntos”, diz trecho da confissão de Raul à Justiça.