Ascensão de Thiago Silva “ressuscita” politicamente Reginaldo Santos
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Ascensão de Thiago Silva “ressuscita” politicamente Reginaldo Santos

Fonte: Da Redação NMT
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Na busca do seu próprio espaço. Reginaldo foi um dos grandes apoiadores do projeto de Thiago à ALMT. Foto - Assessoria

A eleição do vereador por Rondonópolis, Thiago Silva (MDB), para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso – ALMT, com 19.339 votos, terá outro efeito político local, além do representativo que é a conquista de uma cadeira no parlamento estadual a um representante genuinamente rondonopolitano. Reginaldo Santos (PPS), atual suplente e natural herdeiro da vaga no legislativo municipal ressurge para a política após flertar com o ostracismo. Reginaldo, inclusive, apoiou ativamente Thiago certamente por este propósito.

Eleito vereador pela primeira vez, em 2008, com expressivos 2.817 votos, sendo o quinto mais votado na ocasião, Reginaldo já ensaiou, em 2010, uma candidatura a deputado estadual, que acabou não se efetivando. Reeleito, em 2012, com ainda mais votos que da primeira vez, exatos 2.832, Reginaldo tentou mudar de parlamento, em 2014, sendo o mais votado da sua coligação com 11.266 votos, mas acabou ficando pelo caminho porque o agrupamento acabou não atingindo a legenda, o chamado quociente eleitoral.

Quando imaginava-se que o vereador novamente engataria uma expressiva vitória e reeleição, em 2016, acabou ficando claro que os servidores públicos municipais, seu principal reduto eleitoral, acabaram não se sentindo representados por Reginaldo em meio a gestão de Percival Muniz (2012 a 2016), que apesar de correligionário do vereador não cedeu muito espaço dentro da administração para Santos. Por fim, os 1.370 votos conquistados lhe garantiram, ao menos, a suplência que agora vira vaga efetiva com a promoção política de Silva.

Ocorre que Silva, agora a solução, também foi parte do problema de Reginaldo. Ambos disputam voto na mesma região, a Vila Operária, e a guinada de Thiago, que passou de 1.624 votos, em 2012, para 3.264, em 2016, coincidiu em paralelo com o declínio do vereador do PPS. Não ter o adversário de território em 2020 já começa a limpar o horizonte de Reginaldo, que pela concorrência também geográfica e forte de Roni Magnani (PP) estava se tornando inviável.

A torcida, porém, é para que Carlos Bezerra (MDB) já não esteja preparando algum novo substituto pra Thiago na região para o próximo pleito eleitoral.