Arrolado por filho de Silval, delegado nega seletividade na Sodoma e cita...
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Arrolado por filho de Silval, delegado nega seletividade na Sodoma e cita delação;

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Foto: Olhar Direto

Serão ouvidos a partir das 13h30 desta segunda-feira, na Sétima Vara Criminal do Fórum da Capital, os delegados do órgão Especializado em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz), Lindomar Aparecido Tófoli, Alexandra Mensch Fachone e Márcio Moreno Vera.

Eles são responsáveis pela condução das investigações da “Operação Sodoma” e a elaboração do inquérito que denuncia o esquema de fraudes, cobrança de propinas e lavagem de dinheiro.

Os fatos levantados pela operação apontam que o ex-governador Silval Barbosa, no posto de líder da organização criminosa, moldou o Poder Executivo para que agentes públicos praticassem crimes de concussão, fraude a licitação, corrupção passiva, fraude processual, lavagem de dinheiro e extorsão.

Foram denunciados pela Sodoma, além de Silval: o ex-prefeito de Várzea Grande, Wallace dos Santos Guimarães; os ex-secretários de Estado, Marcel de Cursi, Pedro Jamil Nadaf, José Jesus Nunes Cordeiro, César Roberto Zílio e Pedro Elias Domingues; o filho do ex-governador, Rodrigo da Cunha Barbosa; o ex-deputado estadual José Geraldo Riva; Silvio Cezar Correa Araújo, Francisco Gomes de Andrade Lima Filho, Karla Cecília de Oliveira, Tiago Vieira de Souza, Fábio Drumond Formiga, Bruno Sampaio Saldanha, Antonio Roni de Liz e Evandro Gustavo Pontes da Silva.

Acompanhe:

13h40- No Fórum, o delegado do órgão Especializado em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz), Lindomar Aparecido Tófoli, disse desconhecer o motivo pelo qual foi arrolado como defesa mas se posiciona disposto a esclarecer o que for questionado.

14h00-
 Mesmo com a chegada do delegado, Keyte Agnes Guimarães Rosa é a primeira testemunha a ser ouvida. Ela é sócia das três empresas de João Batista Rosa, delator da Sodoma.

Keyte admite ter visto Marcel de Cursi e Pedro Nadaf em sua empresa. Ela era chefe administrativa do grupo.

14h15-
  Agora o delegado Lindomar passa a ser ouvido. A defesa de Wallace Guimarães inicia questionando sobre eventual “seletividade” nas acusações. O delegado nega qualquer seletividade e diz que a Defaz investiga apenas o que é possível no momento.

“Verifiquei que um dos secretários em colaboração citou que Wallace teria vínculo comercial com estas duas pessoas da gráfica”.

Ele explica que contou com as palavras do colaborador premiado para chegar a figura de Wallace. Em seguida explica que em se tratando de organização criminosa, “não se costuma deixar documentos e rastros”. A defesa então questiona se se trata de mera presunção.

Ele não nega, nem concorda. Diz que foram levados em conta cheques usados na compra do terreno e as delações de César Zilio.

A questão do Déficit de Causalidade de fato surge, admite o delegado, que explica, entretanto, que constam em documentos de César Zilio que Wallace negociou valores com Silval Barbosa.

Fonte:OlharDireto.