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Área de parque de MT destruída por fogo equivale a 5 mil estádios do Maracanã, dizem bombeiros

Fonte: Coluna Discutindo o Meio Ambiente - Engª Kamila Barros
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Área do Parque Serra de Ricardo Franco que foi destruída por fogo equivale a 5 mil estádios do Maracanã, dizem bombeiros (Foto: Corpo de Bombeiros de Mato Grosso)
Aeronave que deseja água e helicóptero são usados no combate ao incêndio. Fogo já destruiu 5 mil hectares de floresta Amazônica, do total de 158 mil hectares.

O incêndio florestal no Parque Serra de Ricardo Franco, em Vila Bela da Santíssima Trindade, a 562 km de Cuiabá, é combatido por 18 bombeiros nesta segunda-feira (7). O fogo começou na quinta-feira (3) e tenta ser controlado por uma equipe do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso.
De acordo com o tenente-coronel Paulo André Barroso, comandante do BEA, a área do parque que já foi destruída pelo fogo equivale a aproximadamente 5 mil estádios do Maracanã, do Rio de Janeiro. O fogo está localizado na parte de cima da Serra de Ricardo Franco.

Aeronave que deseja água e helicóptero são usados no combate ao incêndio no parque (Foto: Corpo de Bombeiros de Mato Grosso)Segundo o BEA, a estimativa é que já foram destruídos 5 mil hectares de floresta Amazônica, do total de 158 mil hectares do parque. Militares combatem o incêndio desde sexta-feira (4) e usam uma aeronave que equipada para operações em incêndios florestais – que despeja água enquanto faz sobrevoos.

 Fogo no Parque Serra de Ricardo Franco já destruiu 5 mil hectares de floresta Amazônica, do total de 158 mil hectares (Foto: Corpo de Bombeiros de Mato Grosso)Foto: Fogo no Parque Serra de Ricardo Franco já destruiu 5 mil hectares de floresta Amazônica, do total de 158 mil hectares (Foto: Corpo de Bombeiros de Mato Grosso).

Conforme os bombeiros, um helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) também dá apoio ao trabalho, fazendo o transporte dos militares até o local do incêndio. Desde o início do combate já foram lançados mais de 40 mil litros de água, contudo o incêndio ainda não foi controlado.
A dificuldade é chegar até o local do incêndio, já que o acesso terrestre é complicado, conforme avaliou o comandante. Um posto de comando foi montado em uma fazenda perto do local do incêndio, que também conta com uma pista asfaltada e é usada como captação de água para as operações aéreas.

Período proibtivo

O período proibitivo das queimadas começa no no dia (15) de julho e segue até 15 de setembro em Mato Grosso, segundo informou a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). De acordo com o governo, o período ainda pode ser prorrogado por causa das condições climáticas. Em 2016 e 2015 a proibição seguiu até outubro.

Focos de calor
De 1º de janeiro a 30 de junho, Mato Grosso já registrou 5.165 focos de calor, montante 23,8% inferior ao contabilizado no mesmo período do ano passado, que chegou a 6.785 focos de calor. Na Amazônia Legal, a redução chega a 41%, com um decréscimo de 19.170 para 11.296 focos de calor no mesmo período.

Apesar das reduções nos focos de calor, o estado ainda ocupa primeiro lugar no ranking dos nove estados amazônicos, seguido por Tocantins (2.311), Maranhão (1.407) e Pará (1.121).

Com esse ranking, o governo colocou investimentos que devem chegar a R$ 3 milhões, entre recursos do Comitê do Fogo, que é presidido pela Sema, e Corpo de Bombeiros. O valor representa quase o dobro de investimentos do ano passado.

Fonte: G1 MT

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