Arcanjo passará por exame e pode sair da prisão
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Arcanjo passará por exame e pode sair da prisão

Fonte: O Livre
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João Arcanjo Ribeiro está preso em Cuiabá desde setembro; ex-bicheiro foi preso pela primeira vez em 2002 Foto: Ednilson Aguiar/ O LIVRE

O ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro irá passar por um exame criminológico para que seja avaliada a necessidade da continuidade de sua prisão. A defesa de Arcanjo tenta uma progressão de regime, para que ele passe a cumprir pena em liberdade condicional.

A autorização para a realização do exame foi dada pelo juiz Geraldo Fidelis Neto, da Vara de Execuções Penais do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, na terça-feira (21). O magistrado designou uma médica psiquiatra para a realização da perícia de João Arcanjo. Fidelis fixou honorários de R$ 2 mil, que deverão ser pagos pela família do ex-bicheiro.

João Arcanjo Ribeiro já foi condenado a mais de 82 anos de prisão pelos crimes de homicídio, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, evasão de divisas, entre outros. O ex-bicheiro ainda responde a outras ações penais, sendo duas por crimes contra a vida. Arcanjo ainda tem uma prisão preventiva decretada pela 5ª Vara Federal da Seção de Mato Grosso.

O juiz entendeu que não é possível dar liberdade ao ex-bicheiro antes dessa avaliação. Fidelis manteve o cálculo de cumprimento de um terço da pena para que seja dada liberdade condicional, e de um sexto da pena para que seja dada a progressão de regime.

Arcanjo está preso desde 2003, quando foi detido no Uruguai depois de fugir do país. Em setembro, o ex-bicheiro foi transferido de um presídio de segurança máxima no Rio Grande do Norte para a Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá.

A psiquiatra deverá determinar, entre outras coisas, o grau de agressividade, periculosidade e maturidade de Arcanjo, com o objetivo de avaliar a possibilidade de que ele cometa novos crimes.

Na mesma decisão, o juiz autorizou os netos de João Arcanjo a visitá-lo na PCE. Fidelis pontuou, contudo, que devem ser respeitadas as regras do Manual de Procedimento Operacional Padrão do Sistema Penitenciário de Mato Grosso, atendendo a um pedido do Ministério Público Estadual (MPE).

A defesa ainda pedia que os advogados Paulo Fabrinny Medeiros e Zaid Arbid pudessem visitar Arcanjo, mesmo durante a greve dos agentes do sistema prisional do Estado. Contudo, como a greve já havia terminado, o magistrado não julgou a solicitação.

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