Após vídeos bombásticos, expectativa fica em torno de áudio de Cidinho com...
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Após vídeos bombásticos, expectativa fica em torno de áudio de Cidinho com Silval

Fonte: Da Redação
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Foto - Montagem NMT/Contribuição Caroline De Vita/Fato e Notícia.

A delação de Silval Barbosa (PMDB) é o grande assunto do momento em Mato Grosso e não poderia ser diferente. O ex-governador, preso em 2015 e solto há algumas semanas após entrar em acordo com a justiça, entregou um vídeo no qual mostra vários ex-deputados estaduais recebendo propina, o chamado “mensalinho”, veiculado ontem (24) nos telejornais de maior audiência da TV Globo. Entre as figuras mais conhecidas no esquema, ficou evidenciado como beneficiários, de acordo com as imagens, o atual prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), o atual deputado federal e líder do PP no estado, Ezequiel Fonseca, além do ex-prefeito de Rondonópolis, Hermínio J. Barreto (PR) e a atual prefeita de Juara, Luciene Bezerra (PSB), todos deputados estaduais na legislatura anterior, a que “fiscalizava” Silval.

A expectativa agora fica por conta de um áudio que Silval teria entregue e que foi gravado, segundo ele, com o atual senador Cidinho Santos (PR). Na gravação, segundo o ex-governador, o suplente de Blairo Maggi e hoje titular da cadeira, reforça que o próprio Maggi reforçado do também senador, Wellington Fagundes (PR), e do governador, Pedro Taques (PSDB), estariam trabalhando uma obstrução da justiça. Na reportagem que foi ao ar na Rede Globo (fim da matéria), o delator afirma que Cidinho lhe garantiu que o grupo citado estaria trabalhando para anular a Operação Ararath e consecutivamente beneficiar Silval. Não ficou evidenciado, porém, na matéria, o porquê estaria havendo toda essa articulação de proteção ao ex-governador.

O áudio de Cidinho agora passa a ser o objeto de maior curiosidade da opinião pública mato-grossense, já que a sinalização de tentativa de obstrução judicial por agentes políticos já levou, por exemplo, o ex-senador Delcídio do Amaral, do Mato Grosso do Sul, ser preso e perder o cargo de senador da República quando tentou fazer algo parecido com Nestor Cerveró, ex-diretor de área internacional da Petrobrás. Na matéria veiculada pela Globo, Silval aparece citando a articulação pela compra do silêncio do ex-secretário de estado, tanto dele como de Blairo, Éder Moraes, a fim de inocentar ambos e refazer um depoimento inicial que tinha feito ao Ministério Público Estadual – MPE e que os prejudicava. Moraes teria pedido R$ 12 milhões aos dois, mas acabou fechando por R$ 6. A parte de Blairo, ainda de acordo com o delator, teria sido paga pelo empresário Gustavo Capilé, informação que teria sido confirmada pelo próprio Maggi a ele.

Quanto a Blairo e Éder, aparentemente, não existem vídeos ou áudios, o que facilitaria o trabalho de investigação. Para a TV Globo, Moares garantiu que não recebeu quantias para mudar depoimento, enquanto Maggi disse que nunca agiu de maneira ilícita ou autorizou que agissem em seu governo, ou mesmo para obstrução de justiça, e negou qualquer tipo de pagamento ou articulação do mesmo ao seu ex-secretário a fim de comprar silêncio. Barbosa ainda diz que na gestão de Blairo, onde era vice, o mesmo esquema de “mensalinho” a deputados estaduais também ocorria, algo também negado pelo atual ministro da Agricultura de Pecuária.

 

Montreal

1 COMENTÁRIO

  1. Esse assunto de PROPINA para políticos já está enchendo o saco! Coisa desorganizada, que gera ciumeira e queixas. Uns recebem mais, outros menos, outros só parte etc, etc, etc. Vamos sugerir ao deputado petralha, aquele “criativo” lá da Reforma Política, que esboce um projeto de lei mais ou menos assim:

    Art. 1º. Ficam os atuais e os futuros membros do Legislativo e Executivo autorizados a receberem a título de PROPINA os valores abaixo discriminados:

    Vereadores de currutelas: R$ 100.000,00 (por exercício fiscal):
    Vereadores de cidades médias: R$ 200.000,00 (por exercício fiscal):
    Vereadores de cidades Grandes: R$ 600.000,00 (por exercício fiscal);
    Deputados Estaduais: R$ 1.500.000,00 (por exercício fiscal);
    Deputados Federais: R$ 2.000,000,00 (por exercício fiscal);
    Senadores: R$ 3.000.000,00 (por exercício fiscal);
    Governadores: R$ 5.000.000,00 (por exercício fiscal);
    Presidente da República: O VALOR QUE COUBER NA MALA, por semana.

    Art. 2º – Qualquer valor que extrapolar os valores estipulados no art. 1º será considerado “prática criminosa” e o infrator será denunciado ao Foro competente.

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