Após morte de detento, presos ameaçam “fuzilar” agentes em MT
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Após morte de detento, presos ameaçam “fuzilar” agentes em MT

Fonte: Da redação
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Após a morte de um detento na Penitenciária Central do Estado (Pascoal Ramos), uma série de áudios aponta ameaça de presos aos agentes prisionais de Mato Grosso. Os detentos afirmam que Jesuíno Cândido da Cruz, 28, foi morto com um tiro na cabeça, disparado por um agente prisional.

Num dos áudios, um detento afirma que viaturas do sistema prisional serão alvos dos criminosos. “Vamos fazer o seguinte, vamos juntar seis irmãos psicopatas para pegar uma viatura da GIR ou da SOE saindo com quatro caras e fuzilar os quatro. Deixar eles tombados dentro da viatura daquele jeitão. Nós é o crime e não é o creme, não . Vamos por para agir o bagulho (sic)”, diz um dos detentos em áudio.

Outro áudio destaca a morte de um preso e aponta que a ordem é para “dar um salve” nos agentes prisionais. “Ai gurizada, o bagulho tá louco dentro na penitenciaria. Os policiais sem vergonhas atingiram mais de 40 manos nosso e mataram um dos nossos. Esses agentes que tiverem ‘moscando’ na quebrada é para dar um salve. É pra passar geral nesses agentes”, diz outro criminoso em áudio compartilhado na rede social.

Ao tomar conhecimento dos áudios, a Polícia Civil deu encaminhamento à Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), para análise e adoção de medidas investigatórias. Outros tipos de ameaças a agentes públicos, por meio de compartilhamento de mensagens e áudios, também foram encaminhados para investigação.

O trabalho vem resultando em diversas ações repressivas, como a operação 10º Mandamento, deflagrada na semana passada,  para medidas enérgicas de combate à organizações criminosas existentes no interior dos presídios, com membros fora das unidades.

MORTE DE DETENTO

Em relação a morte do detento, foi instaurado inquérito policial junto à Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Logo após o fato, a equipe da DHPP, coordenada pela delegada Alana Cardoso, esteve no presídio para iniciar as investigações e constatou que houve motim dentro da unidade prisional.

Foi realizada perícia no local da morte do presidiário e ainda perícia de constatação de danos diversos causados no Raio 3, da Penitenciária, provocados diante da rebelião ocorrida na tarde de terça-feira (20).

A causa preliminar da morte é apontada como perfuração de arma de fogo (PAF), que teria sido provocada por disparo no momento de contenção dos presos.

A investigação da Polícia Civil, por meio da DHPP, seguirá critérios técnicos (embasada em laudos periciais e outras provas) e total responsabilidade na apuração dos fatos.

AS INFORMAÇÕES SÃO DO FOLHAMAX.