Ano começa e nada novo com Emanuel
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Ano começa e nada novo com Emanuel

Fonte: Da Redação NMT
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Foto - Rogério Florentino OD

Depois de um 2017 de terror para a história de sua carreira política, após aparecer em um vídeo divulgado pelo Jornal Nacional, da Rede Globo, recebendo dinheiro para supostamente apoiar a gestão corrupta de Silval Barbosa no legislativo estadual, quando fazia parte dele, o atual prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), começa o ano já se deparando com abacaxis e descascando mal os mesmos. O prefeito já anunciou que não vai interferir e vai sancionar de pronto o projeto aprovado em dezembro pelos vereadores da cidade que se autoconcederam o décimo terceiro e a Revisão Geral Anual dos salário, o famoso RGA.

O problema é que quando os atos de Emanuel por si só já servem para complica-lo por inteiro, ele ainda acha de tentar explica-los e é aí que normalmente mora o absurdo. Dessa vez, ele tratou de dizer que não vê em sua prerrogativa como gestor, e automaticamente de todo seu corpo jurídico, a função de interferir nas matérias que venham do legislativo tratando desse tipo de questão, ou seja, como Pilatos prefere “lavar as mãos”. Continuando com o raciocínio, o peemedebista chamou de ato “meramente formal” a sanção do prefeito. Atualmente, os membros da Casa de Leis têm contra si aberta uma Comissão Parlamentar de Inquérito, a CPI do Paletó (em referência ao item da vestimento onde Emanuel guardou o que seria propina), .

Quanto ao mérito da questão do RGA e do décimo terceiro, que Emanuel entendeu não ter poder para interferir, apenas os vereadores Toninho de Souza (PSD), Marcelo Bussiki (PSB), Elizeu Nascimento (PSDC), Sargento Joelson (PSC), Mário Nadaf (PV) e Felipe Wellaton (PV), dentre todos os 25 existentes no legislativo municipal da capital, se posicionaram contra. O presidente da Câmara e aliado de Emanuel, Justino Malheiros (PV), explicou à imprensa que como trabalhadores os parlamentares devem ter o benefício. ““Como vocês (cidadãos comuns trabalhadores) têm direito ao benefício, nós também somos trabalhadores e temos direito de recebê-lo”.

A fala do presidente é “boa”, assim como o posicionamento “coerente” do prefeito que envia o duodécimo à Câmara Municipal e assim como toda cidade sabe da importância que é qualquer real devolvido. Basta perguntar para o povo se concorda com os dois…