Análise: postura do time e reação de Eduardo levam Palmeiras à vitória
Fullbanner1



Análise: postura do time e reação de Eduardo levam Palmeiras à vitória

Fonte: Rodrigo Faber
SHARE

Eduardo Baptista havia prometido um time ofensivo do
Palmeiras na Vila Belmiro. Cumpriu com a própria palavra, incomodou o Santos em
boa parte do jogo e teve participação decisiva na vitória de virada por 2 a 1,
que encerrou um jejum de quase seis anos do Verdão sem levar a melhor no
estádio rival (assista aos melhores momentos acima).

As substituições promovidas pelo técnico no segundo tempo foram
fundamentais para os dois gols marcados nos últimos minutos do clássico.

VEJA TAMBÉM: Felipe Melo é provocado e rebate santistas com ironias e dança

Além do êxtase óbvio por ter vencido dois clássicos no prazo
de oito dias, o Palmeiras assegurou a classificação às quartas de final do
Campeonato Paulista com três rodadas de antecedência. Agora, terá espaço para
descansar alguns titulares e dar oportunidade a atletas que vem tendo menos chances
no elenco até aqui. 

O Verdão começou o jogo na Baixada no esquema 4-1-4-1, com
Keno aberto pelo lado direito, ao lado de Guerra. Ele inverteu com Dudu, que
iniciou a partida ao lado de Tchê Tchê pela esquerda, em algumas oportunidades
ao longo da primeira etapa. 

Ao mesmo tempo em que criava boas chances no ataque e
esbarrava nas defesas de Vladimir, o Palmeiras dava espaço do lado esquerdo e
se valia de grande atuação de Fernando Prass para segurar o zero no placar (assista às defesas no vídeo abaixo).
Foram duas bolas na trave no primeiro tempo. Na melhor jogada do rival, com o
goleiro alviverde já caído no chão, Vitor Bueno se enrolou diante do gol vazio
e perdeu a oportunidade. 

Uma das principais peças do equilíbrio palmeirense no primeiro
tempo foi Alejandro Guerra. Quase todas as jogadas passaram pelos pés
do venezuelano, que também foi importante na recomposição defensiva.
Disciplinado, o Verdão se portou bem diante da pressão. Não baixou a cabeça e
foi para o intervalo com a sensação de que era possível vencer. 

A saída de Guerra para a entrada de Egídio – e o consequente
deslocamento de Zé Roberto para o meio, mais recuado, ao lado de Felipe Melo –
prejudicou um pouco o Palmeiras. O Santos cresceu, “martelou” e chegou ao gol
aos 29 minutos, com Ricardo Oliveira. Só não antes graças ao já citado
desempenho de Fernando Prass. E aqui vale ser repetitivo, tamanha a importância
do goleiro nessa partida.

A reação de Eduardo Baptista nos minutos que se seguiram ao
gol dos donos da casa foi inteligente. Imediatamente, o técnico chamou Willian
para substituir o já desgastado Zé Roberto. Antes, já havia renovado o ritmo de
seu ataque trocando Keno por Róger Guedes. E deu muito certo, em ambos os
casos. 

Foi Guedes quem encontrou Jean na área, na finalização
cruzada que empatou o jogo para o Palmeiras aos 40 minutos do segundo tempo.
Foi o mesmo Guedes que deixou Zeca na saudade, em jogada de velocidade pela
direita, para cruzar na direção de Willian, responsável pelo gol da vitória,
aos 42. Substitutos decisivos. 

VEJA TAMBÉM: Nas redes sociais, palmeirenses vão à forra

Além de dar mais uma prova da força do seu elenco, o
Palmeiras voltou a mostrar que sabe sofrer quando necessário. Venceu o Jorge Wilstermann com gol
aos 50 minutos do segundo tempo. Precisou de dois para virar sobre o Santos em um
estádio onde não vencia havia seis anos. A classificação para as quartas de
final está assegurada, e a “cara de mata-mata” da equipe, cada vez mais
evoluída.