Análise: Orejuela acerta o meio, e Flu deslancha com a volta de...
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Análise: Orejuela acerta o meio, e Flu deslancha com a volta de Scarpa

Fonte: Hector Werlang
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O Fluminense não é apenas um time em formação, mas em
evolução. Foi o que mostrou a contundente vitória sobre o Vasco por 3 a 0,
domingo, no Nilton Santos, a estreia no Carioca. Na comparação com a partida
diante do Criciúma, outro resultado positivo, esta pela Primeira Liga, o time
de Abel Braga corrigiu falhas e reforçou virtudes. Orejuela, como único
volante, esteve perfeito no posicionamento e no combate a Nenê, liberando Douglas a se aproximar
dos armadores. E, com a volta de Gustavo Scarpa, a forma de jogar, de intensa
troca de passes e lançamentos em diagonal, fez o Tricolor deslanchar.

 

Abelão conseguiu aperfeiçoar o 4-1-4-1 de uma partida a
outra. No meio de semana, em Juiz de Fora, por alguns momentos, Orejuela e
Douglas revezavam como primeiro marcador do meio. Nem por orientação do treinador,
mas dada a característica dos jogadores. Pois o técnico fixou o equatoriano.
Douglas teve liberdade para avançar e, com superioridade numérica e atletas de maior
agilidade, o Flu comandou o setor. Quando o desgaste pesou, e o Vasco
pressionou, especialmente na metade do segundo tempo, o comandante não se furtou
a mexer: Luiz Fernando deu conta do recado ao ajudar a parar Nenê e Andrezinho.

 

– O rapaz deu show hoje. O Orejuela deu show de primeiro
volante. Falei que não gostaria de usar o Douglas como primeiro volante, a não
ser em situação de jogo. Eu tiraria 65% da capacidade dele. No segundo tempo, o
Vasco deixou o paraguaio (Julio dos Santos) centralizado e adiantou o
Andrezinho para a linha do Nenê. Tomei sufoco. Depois, coloquei o Luiz Fernando
e adiantei o Douglas. E pararam de acontecer as jogadas perigosas deles. Ele
foi muito bem ao cumprir o que foi pedido – comentou Abel.

 

Este Flu, embora com uma maneira de atuar, também soube se
adaptar ao confronto. Na etapa inicial, construiu as jogadas desde a defesa. E
foi mortal nos contragolpes, na segunda. Como não há um protagonista, a força é
coletiva. Scarpa deu qualidade no passe e velocidade depois de voltar da
Seleção (foi assim que serviu Marcos Junior). Sornoza acha espaços e tem drible. Wellington, um ótimo velocista,
conseguiu ser efetivo com o gol. Sem falar em Henrique Dourado – não só pela
bola na rede, mas por começar a marcação e impedir o adversário de sair
jogando. Passou no teste de um clássico.

– Não falo espanhol, mas a gente tenta se virar no treino. A
movimentação do Sornoza é bem parecida com a minha, mas a gente tem se
entendido muito bem. Um vai, o outro, fecha. Se um fecha, o outro, abre. Deu certo – contou Scarpa.

 

Claro que nem tudo foi perfeito. Se não tomou gol, o Flu viu
Diego Cavalieri trabalhar no começo do jogo e na metade do segundo tempo. Foi quando
Abel precisou mudar. Sornoza tinha de recuar e acompanhar Andrezinho, que havia
avançado de posicionamento. Não conseguiu fazê-lo sempre. Renato Chaves
evoluiu, mas o sistema defensivo ainda deu chance em jogadas de bola parada –
Luan quase abriu o placar de cabeça, após escanteio. Algo normal em começo de
ano, reconhecido por Abel.

 

O Flu volta a campo, quarta-feira, em Moça Bonita, diante do
Resende. Mais uma prova para referendar uma ideia de jogo, de um time jovem,
que trabalha a bola e joga em velocidade.